Diocese de Afogados da Ingazeira debate desmatamento e exploração de recursos naturais no Pajeú

Seminário, com o título "A Caatinga, Guardiã da Água", ocorreu dentro da 13ª Semeia (Semana do Meio Ambiente).

Diocese de Salgueiro inicia preparativos para Assembleia Diocesana de Pastoral

Preparativos têm início com Assembleia na Área Pastoral São Marcos.

Na solenidade de Corpus Christi, dom Fernando Saburido convida fiéis a serem “Eucaristia” para o próximo

Celebração foi realizada na quinta-feira, 04, na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo – Sé de Olinda/PE.

Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, recebe alta médica

Dom Antônio foi internado para cirurgia cardíaca realizada dia 20 de maio.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

CNBB NE2: Episcopado Regional já está reunido em Lagoa Seca-PB


O Secretariado do Regional Nordeste 2 da CNBB está reunido em Lagoa Seca-PB – nas proximidades de Campina Grande – desde o ultimo domingo (12), para montar toda a estrutura de trabalho da 49ª Assembleia Pastoral Regional que inicia na noite de hoje (15).

As reuniões que antecedem o início do evento começaram na terça-feira (14), quando os Arcebispos e Bispos do Nordeste 2 se reuniram para troca de experiências e comunicações fraternas. Os encontros também continuaram por toda manhã desta quarta-feira para discutir alguns pontos específicos: Novena de Natal, Manutenção dos Seminários, Campanha da Fraternidade 2015 e a peregrinação alusiva ao tricentenário do culto a Padroeira do Brasil - Nossa Senhora Aparecida.

Nesta tarde, ainda dentro da programação que antecede a assembleia, O Episcopado Regional receberá os Superiores das Ordens Religiosas para discutir assuntos pastorais.


A abertura oficial da 49ª Assembleia Pastoral Regional está prevista para acontecer às 19h.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Sínodo da Família apresenta relatório das discussões

Relatório aborda reflexões dos padres sinodais sobre temáticas como situação dos divorciados, homossexuais e contracepção
A segunda semana dos trabalhos do Sínodo dos Bispos sobre família começou com a apresentação de um relatório, o Relatio post disceptationem, sobre as reflexões feitas até agora. Apresentado pelo relator-geral do Sínodo, Cardeal Péter Erdő, nesta segunda-feira, 13, o documento pede, em linhas gerais, paciência e delicadeza para com as famílias feridas.
As reflexões do documento são fruto do diálogo sinodal e indicam perspectivas que devem ser amadurecidas nas Igrejas locais e na Assembleia de 2015. “Não se trata de decisões tomadas nem de perspectivas fáceis. Todavia, o caminho colegial dos bispos e o envolvimento de todo o povo de Deus sob a ação do Espírito Santo poderá guiar-nos para encontrar caminhos de verdade e de misericórdia para todos”.
O relatório apresenta algumas perspectivas pastorais para lidar com as diversas situações familiares atuais. Quanto ao matrimônio, o documento reitera a necessidade de focalizar seu sentido sacramental, sem considerá-lo somente como uma “tradição cultural ou uma exigência social”. Também se defende a preparação dos noivos para o casamento e o acompanhamento pastoral dos primeiros anos de vida matrimonial.
Os padres sinodais alertam sobre a necessidade de caminhos pastorais novos, que partam da efetiva realidade das fragilidades familiares. Destaca-se a necessidade de cuidar das famílias feridas por situações diversas, seja por fatores pessoais ou culturais e econômicos. Nesses casos, não se trata de buscar soluções únicas, pautadas no “tudo ou nada”, mas o diálogo iniciado no Sínodo deve continuar nas Igrejas locais.
Divórcio, nulidade, casais recasados
Segundo o documento, muitos padres sinodais destacaram a necessidade de agilizar os procedimentos para o reconhecimento dos casos de nulidade. Entre as propostas apresentadas, foram indicadas a superação da necessidade da dupla sentença conforme, a possibilidade de determinar um caminho administrativo sob responsabilidade do bispo diocesano e um processo sumário a ser realizado em casos de nulidade notória.
Quanto à possibilidade de conceder os sacramentos da Penitência e da Eucaristia, alguns argumentaram a favor da disciplina atual em força do seu fundamento teológico. Outros se expressaram a favor de uma maior abertura em condições bem precisas. Para alguns, o eventual acesso aos sacramentos ocorreria se fosse precedido de um caminho penitencial, sob responsabilidade do bispo diocesano, e com um empenho claro em favor dos filhos. “Seria uma possibilidade não generalizada, fruto de um discernimento caso a caso”.
Homossexuais
O relatório também aborda o acolhimento às pessoas homossexuais, destacando que elas têm dons e qualidades a oferecerem à comunidade cristã. Mas é reafirmada a posição da Igreja: não equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo ao matrimônio entre um homem e uma mulher.
Transmissão da vida
Sobre a transmissão da vida, o documento cita a mentalidade difundida de reduzir a geração da vida a uma variável da projeção individual ou do casal. Os padres sinodais defenderam o adequado ensino sobre os métodos naturais, convidando a redescobrir a mensagem de Paulo VI na encíclica Humanae Vitae, sobre a regulação da natalidade.
Evangelização
Defende-se o anúncio do Evangelho da família como uma urgência para a nova evangelização, dizendo que a Igreja deve fazer isso com ternura de mãe e clareza de mestre. Destaca-se que a evangelização é responsabilidade de todo o povo de Deus, cada um com seu próprio ministério e carisma.
O relatório defende ainda a conversão de toda a prática pastoral em relação às famílias. Para isso, os bispos insistiram na renovação da formação dos presbíteros e outros agentes pastorais, mediante um maior envolvimento das próprias famílias nesses trabalhos.
Realidade das famílias
Além das perspectivas pastorais, o relatório contém outras duas partes, que falam sobre a realidade das famílias e o Evangelho da família. São abordadas questões sobre o matrimônio, filhos que crescem somente com um dos pais (o pai ou a mãe), o crescente número de divórcios, a violência contra a mulher, o contexto de guerra e violência, em que se vê uma situação familiar deteriorada, e o fenômeno das migrações.
“Neste contexto, a Igreja necessita dizer uma palavra de esperança e de significado (…) É preciso acolher as pessoas com a sua existência concreta, saber apoiá-las na busca, encorajar o desejo de Deus e a vontade de sentir-se plenamente parte da Igreja, mesmo quem experimentou o fracasso ou se encontra nas situações mais variadas. Isto exige que a doutrina da fé, de fazer conhecer sempre mais seus conteúdos fundamentais, seja proposta junto à misericórdia”.
Os trabalhos do Sínodo seguem com os círculos menores – pequenos grupos de discussão mais aprofundada – a partir do documento apresentado hoje. As reflexões seguem até domingo, 19. O Sínodo da Família começou no dia 5 de outubro e tem como tema “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”.
Fonte: Canção Nova

Artigo: OUTUBRO: MÊS MISSIONÁRIO


Minha gente, outubro é o mês missionário, porque no dia 1º, celebramos a festa de Santa Teresinha do Menino Jesus ou Santa Teresa de Lisieux (1873-1897), que é padroeira das Missões, junto com S. Francisco Xavier (1506-1552). Esta jovem, que morreu com 24 anos, foi uma freira carmelita, que viveu na vida contemplativa desde os 15 anos e nunca foi para uma missão, mas se entregou à oração pela conversão dos pecadores e pelos missionários da Igreja.

A missão faz parte da essência, da identidade da Igreja. O nosso povo diz que a nossa boca fala daquilo que o coração está cheio. Ora, se é Deus é aquele que preenche a nossa vida, ou seja, que dá sentido a nossa existência, então todo cristão deve falar e testemunhar aquele que está no nosso coração.

O documento de Aparecida (2007) fala que somos discípulos missionários. Todo autêntico discípulo, que se sentou aos pés do mestre Jesus, que reclinou sua cabeça sobre o peito aberto do Senhor se torna missionário deste mesmo Senhor. Um missionário só será autêntico se constantemente viver como discípulo.

A mensagem do papa Francisco para o dia mundial das missões deste ano, 3º domingo de outubro, recebeu o título: “Uma Igreja em saída”. Quero destacar alguns elementos desta bela mensagem, que está dividida em cinco partes.
Na introdução o papa nos diz: “Ainda hoje há tanta gente que não conhece Jesus Cristo”... “E, justamente sobre a alegria de Jesus e dos discípulos missionários, quero propor um ícone bíblico que encontramos no Evangelho de Lucas (cf. 10, 21-23).” Um ícone é uma imagem.
Na primeira parte ele descreve esse ícone: “Cumprida esta missão de anúncio, os discípulos regressaram cheios de alegria: a alegria é um traço dominante desta primeira e inesquecível experiência missionária.”... “As cenas apresentadas por Lucas são três: primeiro, Jesus falou aos discípulos, depois dirigiu-se ao Pai, para voltar de novo a falar com eles. Jesus quer tornar os discípulos participantes da sua alegria, que era diferente e superior àquela que tinham acabado de experimentar”.
Na segunda parte ele continua o seu raciocínio: ”Os discípulos estavam cheios de alegria, entusiasmados com o poder de libertar as pessoas dos demónios. Jesus, porém, recomendou-lhes que não se alegrassem tanto pelo poder recebido, como sobretudo pelo amor alcançado, ou seja, «por estarem os vossos nomes escritos no Céu» (Lc 10, 20)”... “Deus escondeu tudo isto àqueles que se sentem demasiado cheios de si e pretendem saber já tudo. De certo modo, estão cegos pela própria presunção e não deixam espaço a Deus.”
Na terceira parte nos dirá: “No contexto desta bondade divina, Jesus exultou, porque o Pai decidiu amar os homens com o mesmo amor que tem pelo Filho.”... “Trata-se de uma alegria pela salvação em ato, porque o amor com que o Pai ama o Filho chega até nós e, por obra do Espírito Santo, envolve-nos e faz-nos entrar na vida trinitária”... “«A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria» (Exort. Ap. Evangelii Gaudium, 1).”
Na penúltima parte insistirá naquilo que já falou no documento “Alegria do Evangelho”: “«O grande risco do mundo atual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada» EG 2)"... "Os discípulos são aqueles que se deixam conquistar mais e mais pelo amor de Jesus e marcar pelo fogo da paixão pelo Reino de Deus, para serem portadores da alegria do Evangelho”... “Os bispos, como primeiros responsáveis do anúncio, têm o dever de incentivar a unidade da Igreja local à volta do compromisso missionário, tendo em conta que a alegria de comunicar Jesus Cristo se exprime tanto na preocupação de O anunciar nos lugares mais remotos como na saída constante para as periferias de seu próprio território, onde há mais gente pobre à espera. Em muitas regiões, escasseiam as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Com frequência, isso fica-se a dever à falta de um fervor apostólico contagioso nas comunidades, o que faz com as mesmas sejam pobres de entusiasmo e não suscitem fascínio.”...” Onde há alegria, fervor, ânsia de levar Cristo aos outros, surgem vocações genuínas, nomeadamente as vocações laicais à missão.”
Por fim, na quinta parte, que citarei quase na íntegra, nos dirá. “Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9, 7). O Dia Mundial das Missões é também um momento propício para reavivar o desejo e o dever moral de participar jubilosamente na missão ad gentes. A contribuição monetária pessoal é sinal de uma oblação de si mesmo, primeiramente ao Senhor e depois aos irmãos, para que a própria oferta material se torne instrumento de evangelização de uma humanidade edificada no amor. Queridos irmãos e irmãs, neste Dia Mundial das Missões, dirijo o meu pensamento a todas as Igrejas locais: Não nos deixemos roubar a alegria da evangelização! Convido-vos a mergulhar na alegria do Evangelho e a alimentar um amor capaz de iluminar a vossa vocação e missão. Exorto-vos a recordar, numa espécie de peregrinação interior, aquele «primeiro amor» com que o Senhor Jesus Cristo incendiou o coração de cada um; recordá-lo, não por um sentimento de nostalgia, mas para perseverar na alegria. O discípulo do Senhor persevera na alegria, quando está com Ele, quando faz a sua vontade, quando partilha a fé, a esperança e a caridade evangélica”
Que este mês missionário, seja um instrumento para aquecer o nosso ardor missionário, tornando-nos uma Igreja em Saída, movida pelo Espírito de Deus ao encontro de tantos que estão buscando a Deus. Que a padroeira das missões, que nos propõe a via da pequenez, da humildade, a “Pequena Via”, interceda por nós.
Termino, citando as palavras do nosso irmão-bispo-profeta-poeta-nordestino, Dom Hélder Câmara:
Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, 
quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu.
É parar de dar volta ao redor de nós mesmos como se fossemos 
o centro do mundo e da vida.
É não se deixar bloquear nos problemas do pequeno mundo a que pertencemos:
A humanidade é maior.
Missão é sempre partir, mas não devorar quilômetros.
É sobretudo abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los.
E, se para descobri-los e amá-los, é preciso atravessar os mares 
e voar lá nos céus, então missão é partir até os confins do mundo.


De peito aberto...

+Antonio Carlos Cruz Santos, msc

Diocese de Salgueiro celebra 4º aniversário


A Diocese de Salgueiro, composta pelos municípios de Salgueiro, Araripina, Bodocó, Cabrobó, Cedro, Exu, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Parnamirim, Granito, Serrita, Terra Nova, Trindade e Verdejante, celebrou no último dia 12, dia de Nossa Senhora Aparecida, seu 4º aniversário de instalação e da posse de seu primeiro Bispo, Dom Magnus Henrique Lopes.

As vinte e uma paróquias da Diocese, celebraram missas de ação de graças alusivas à data, com grande afluência de fiéis. Em Salgueiro, o Bispo diocesano presidiu quatro delas, às 07h00, 08h30, 17h00 e 19h00.

  Fonte: Pascom da Diocese de Salgueiro