Diocese de Afogados da Ingazeira debate desmatamento e exploração de recursos naturais no Pajeú

Seminário, com o título "A Caatinga, Guardiã da Água", ocorreu dentro da 13ª Semeia (Semana do Meio Ambiente).

Diocese de Salgueiro inicia preparativos para Assembleia Diocesana de Pastoral

Preparativos têm início com Assembleia na Área Pastoral São Marcos.

Na solenidade de Corpus Christi, dom Fernando Saburido convida fiéis a serem “Eucaristia” para o próximo

Celebração foi realizada na quinta-feira, 04, na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo – Sé de Olinda/PE.

Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, recebe alta médica

Dom Antônio foi internado para cirurgia cardíaca realizada dia 20 de maio.

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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Nova Encíclica do papa Francisco pede conversão ecológica

O Vaticano divulgou na manhã de hoje, 18, a nova Encíclica do papa Francisco, "Laudato si - sobre o cuidado da casa comum”. O texto trata da ecologia humana e o clima está no centro das preocupações apresentadas pelo pontífice.  Além disso, são apontadas as problemáticas e desafios de preservação e prevenção, como também aspectos da proteção à criação e questões como a fome no mundo, pobreza, globalização e escassez.  
Este é o primeiro documento escrito integralmente pelo pontífice, que buscou inspiração nas meditações de São Francisco de Assis, patrono dos animais e do meio ambiente. Em 2013, no início do pontificado do papa Francisco, o primeiro documento publicado foi "Lumen Fidei", que já tinha sido iniciado pelo papa emérito Bento XVI.
Em consonância com a encíclica do papa, em 2016, a Campanha da Fraternidade Ecumênica da CNBB terá como tema “Casa comum, nossa responsabilidade”. A atividade será coordenada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).
Conversão ecológica
Ao final da Audiência Geral da quarta-feira, 17, o papa Francisco disse que a Terra tem sido maltratada e saqueada. “Esta nossa ‘casa’ está sendo arruinada e isso prejudica a todos, especialmente os mais pobres. Portanto, o meu apelo é à responsabilidade, com base na tarefa que Deus deu ao ser humano na criação: 'cultivar e preservar' o 'jardim' em que ele o colocou. Convido todos a acolher com ânimo aberto este Documento, que está em sintonia com a Doutrina Social da Igreja”, exortou Francisco.
O papa explicou que o nome da Encíclica foi inspirado na invocação de São Francisco “Louvado sejas, meu Senhor”, que no Cântico das Criaturas recorda que a terra pode ser comparada com uma irmã e uma mãe.
A nova Encíclica é composta por seis capítulos, são eles: “O que está a acontecer à nossa casa”, “O Evangelho da criação”, “A raiz humana da crise ecológica”, “Uma ecologia integral”, “Algumas linhas de orientação e ação” e “Educação e espiritualidade ecológicas”.
Ao longo do texto, o papa convida a ouvir os gemidos da criação, exortando todos a uma “conversão ecológica”, a “mudar de rumo”, assumindo a responsabilidade de um compromisso para o “cuidado da casa comum”.
“Deus, que nos chama a uma generosa entrega e a oferecer-Lhe tudo, também nos dá as forças e a luz de que necessitamos para prosseguir. No coração deste mundo, permanece presente o Senhor da vida que tanto nos ama. Não nos abandona, não nos deixa sozinhos, porque Se uniu definitivamente à nossa terra e o seu amor sempre nos leva a encontrar novos caminhos. Que Ele seja louvado!”, disse Francisco ao final da Encíclica.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Educação é tema de Fórum promovido pelo Vaticano e Unesco

“Educar hoje e amanhã” será tema do Fórum organizado pela Missão Permanente da Santa Sé junto à Unesco, na quarta-feira, 6 de junho, na sede da entidade, em Paris. O evento é promovido em parceria com a Congregação para a Educação Católica e terá a presença do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.
 Os debates do Fórum estão inseridos nas comemorações dos 70 anos das Nações Unidas e dos 50 anos da publicação da DeclaraçãoGravissimum educationis, que trata da educação católica, além dos 25 anos da assinatura da Constituição Apostólica Ex corde Ecclesiae, texto de referência para as universidades católicas. 
Em 2011, o papa emérito Bento XVI confiou à Congregação para a Educação Católica a missão de acompanhar o empenho da Igreja no campo da educação e atualizar as diretrizes. A partir da reflexão proposta por um Instrumento laboris, a Congregação recebeu de instituições e agentes ligados à educação católica no mundo inteiro respostas a um questionário que contribuem para o trabalho da Congregação. Os resultados deverão ser apresentados no Congresso Mundial para a Educação Católica que acontecerá de 18 a 21 de novembro, em Roma. 
Com informações e imagem do News va.

sábado, 11 de abril de 2015

Bula que oficializa o Ano Santo da Misericórdia

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco presidiu, na tarde deste sábado, na Basílica Vaticana, às Primeiras Vésperas do Domingo da Divina Misericórdia, por ocasião da convocação oficial do Jubileu extraordinário da Misericórdia.
A cerimônia teve início no átrio da Basílica Vaticana, diante da ”Porta Santa”, com a entrega da Bula “Misericordiae Vultus” (“O rosto da Misericórdia”) aos quatro Cardeais-Arciprestes das Basílicas papais de Roma. O Regente da Casa Pontifícia, Mons. Leonardo Sapienza, leu, na presença do Papa Francisco, alguns trechos do Documento oficial de convocação do Ano Santo extraordinário da Misericórdia.
O longo documento divide-se, a grosso modo, em três partes. Na primeira, o Papa Francisco aprofunda o conceito de misericórdia e explica o porque da escolha da data de início em 8 de dezembro, Solenidade de Maria: “para não deixar a humanidade sozinha à mercê do mal” e por coincidir com o 50º aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II, que que derrubou as muralhas, “que por muito tempo, mantiveram a Igreja fechada em uma cidadela privilegiada”. “Na prática – disse o Papa – todos somos chamados a viver de misericórdia, porque conosco, em primeiro lugar, foi usada a misericórdia”.
Na segunda parte, o Santo Padre oferece algumas sugestões práticas para celebrar o Jubileu, como realizar uma peregrinação, não julgar e não condenar, mas perdoar e doar, permanecendo afastado das fofocas e das palavras movidas por ciúmes e invejas, tornando-se “instrumentos de perdão”; abrir o coração às periferias existenciais, realizar com alegria obras de misericórdia corporal e espiritual e incrementar nas dioceses a iniciativa de oração e penitência “24 horas para o Senhor”, entre outros.
Por fim, na terceira parte, Francisco lança alguns apelos contra a criminalidade e a corrupção - dirigindo-se aos membros de grupos criminosos e aos corruptos; exorta ao diálogo inter-religioso e explica a relação entre justiça e misericórdia. A Bula se conclui com a invocação a Maria, testemunha da misericórdia de Deus.
Como expressão do seu desejo, de que o Ano Santo extraordinário da Misericórdia seja celebrado em Roma e em todo o mundo, o Papa Francisco entregou uma cópia da Bula também ao Prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet; ao Prefeito da Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni e ao Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri. Como representante de todo o Oriente, o Santo Padre entregou ainda uma cópia do documento ao Arcebispo de Hong-Kong, Dom Sávio Hon Tai-Fai, Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos. O continente africano foi representado pelo Arcebispo do Benin, Dom Barthélemy Adoukonou, Secretário do Pontifício Conselho para a Cultura. O documento foi entregue, enfim, ao Mons. Khaled Ayad Bishay, da Igreja Patriarcal de Alexandria dos Coptas.
Após a leitura do Documento oficial de convocação do Ano Santo extraordinário da Misericórdia, o Pontífice presidiu à celebração das Primeiras Vésperas do II Domingo da Páscoa, dedicado à Divina Misericórdia.
A Bula de convocação do Jubileu extraordinário da Divina Misericórdia, que será exposta na Porta das Basílicas, indica os tempos, as datas de abertura e encerramento, e as modalidade principais do desenvolvimento.
O documento de convocação do Ano Santo da Misericórdia constitui um documento fundamental para reconhecer o espírito, com o qual é convocado, as intenções e os frutos esperados pelo Papa Francisco.
A Bula pode ser lida na íntegra, em português, no link:
http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_letters/documents/papa-francesco_bolla_20150411_misericordiae-vultus.html
(MT)

domingo, 5 de abril de 2015

Vaticano ao vivo



quinta-feira, 2 de abril de 2015

10 anos sem JPII: Igreja recorda o Papa que se tornou santo

“O que aparecia em João Paulo II era a sua profunda união com Deus”, diz Dom Fernando Guimarães sobre o primeiro Papa polonês da história

Monique Coutinho - Canção Nova
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João Paulo II governou a Igreja por quase 27 anos; Pontífice foi canonizado em 27 de abril de 2014 / Foto: Arquivo
Nesta quinta-feira, 2, a Igreja faz memória dos dez anos de falecimento do Papa João Paulo II. O Sucessor de Pedro, que teve o terceiro pontificado mais longo da história e foi recordista em viagens – mais de 200, o que lhe rendeu o título de “Papa Peregrino” –  agora é santo da Igreja.
Nascido no dia 18 de maio de 1920, na cidade de Wadovice, Polônia, Karol Wojtyla (nome de batismo) teve uma trajetória papal marcada pela determinação e pela fé, características indispensáveis para a sua canonização.
Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, o arcebispo Militar do Brasil, Dom Fernando Guimarães, que foi professor de língua portuguesa do Papa João Paulo II, afirma que para a Igreja, a canonização representa o modelo de vida cristã e, portanto, a santidade dele é a resposta da convicção que o povo de Deus nutria a respeito dele.
“Creio que esta canonização seja isso, o reconhecimento da Igreja, da intensa vida espiritual vivida por João Paulo II e, ao mesmo tempo, a proposta de um modelo de santidade, muito próximo de nós, é nosso contemporâneo, conviveu conosco e podemos acompanhar a sua caminhada, o seu testemunho.”
Dom Fernando disse que o grande fio condutor não só do pontificado, mas de toda a vida do Santo Padre, foi o amor total e radical por Jesus Cristo e pela Igreja.
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Dom Fernando Guimarães, professor de português do Papa João Paulo II / Foto: Arquivo
“O que percebia nele em qualquer momento, em qualquer circunstância, seja em situações boas, de problemas ou de crises, o que aparecia em João Paulo II era a sua profunda união com Deus, a sua busca constante de identificação com Jesus Cristo e seu total e radical amor pela Igreja”.
O arcebispo acrescenta que tudo aquilo que João Paulo II conseguiu fazer foi consequência da sua profunda união com Deus, de forma que se deixou conduzir realmente pela graça divina.
Famílias
Considerado o Papa das famílias, JPII adorava estar cercado por elas. Falou incessantemente sobre este tema, participou de encontros mundiais relacionados às famílias e foi o responsável pelo primeiro sínodo dedicado a essa temática.
Dom Fernando ressalta que a visão de São João Paulo II sobre a realidade da família é algo que, apesar da passagem do tempo, mantém-se atual. “Ele parte de uma visão profunda da própria natureza do ser humano, a sua análise do amor humano, a análise do mecanismo do amor humano, na realidade do ser humano como racionalidade, como vontade, como opção e liberdade.”
Um documento importante do Papa polonês nesse âmbito foi a Exortação Apostólica Familiaris ConsortioSegundo Dom Fernando, nela se encontram os elementos fundamentais, as pistas pastorais para uma Igreja que se faz anunciadora da verdade revelada.
“Estes dados do magistério do João Paulo II permanecem, ao meu parecer, perfeitamente atuais e em sintonia com o magistério da Igreja, o magistério antes dele e o magistério posterior.”
Legado
João Paulo II deixou para a Igreja e o mundo um legado de obras, sendo 14 Encíclicas, 15 Exortações Apostólicas, 24 Constituições Apostólicas, 83 Cartas Apostólicas, cinco livros de sua autoria, o Catecismo da Igreja Católica, promulgado em seu pontificado, além de ricas reflexões em discursos e homilias.
A data recordada hoje foi lembrada também pelo Papa Francisco nesta quarta-feira, 1º. Após a tradicional catequese com os fiéis na Praça São Pedro, Francisco definiu João Paulo II como uma grande Testemunha de Cristo.

“Nós o recordamos como grande Testemunha de Cristo sofredor, morto e ressuscitado, e lhe pedimos que interceda por nós, pelas famílias, pela Igreja, para que a luz da ressurreição resplandeça sobre todas as sombras da nossa vida e nos encha de alegria e paz. O seu exemplo e seu testemunho estão sempre vivos entre nós”.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Vaticano elabora diretrizes para prevenir abuso de menores

A Comissão se reuniu no Vaticano para elaborar diretrizes a fim prevenir casos de abusos sexuais por parte de padres
Terminou neste domingo, 8, a primeira plenária da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores – instituída pelo Papa Francisco em março do ano passado.
A Comissão se reuniu no Vaticano para elaborar diretrizes a fim prevenir casos de abusos sexuais por parte de padres. As iniciativas foram apresentadas no sábado, 7,  no decorrer de coletiva de imprensa com a presença do Presidente desse organismo, o Arcebispo de Boston, Cardeal Sean Patrick O’Malley.
“Estamos empenhados em trabalhar duramente”, afirmou o Cardeal, detalhando alguns projetos, como o envolvimento de outras organizações que se ocupam do tema e a instituição de grupos de trabalho fora da Comissão, para ampliar e ramificar o seu trabalho. De acordo com o Arcebispo de Boston, os membros da Comissão são 17, provenientes da África, Ásia, América do Sul e Oceania. Trata-se de especialistas, pastores, mas também vítimas de abusos.
O Cardeal O’Malley reiterou o empenho do Papa Francisco em contrastar o fenômeno, evidenciado numa carta enviada aos presidentes das Conferências Episcopais e aos superiores dos Institutos de Vida Consagrada e as Sociedade de Vida Apostólica.
Na carta, datada do dia 2 de fevereiro, o Pontífice pede que seja feito todo o possível para extinguir da Igreja a chaga dos abusos, recordando que “não há lugar no ministério para quem abusa de menores”.
Entre outras iniciativas, o Cardeal mencionou a preparação de um Dia de Oração por todas as vítimas de abusos.
Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Vaticano promove Conferência sobre o Haiti


Rádio VaticanoConforme convocação pelo papa Francisco, realizada no mês de novembro de 2014, o Pontifício Conselho Cor Unum do Vaticano e Comissão Pontifícia para a América Latina promovem a Conferência “A comunhão da Igreja: memória e esperança para o Haiti cinco anos após o terremoto”. O evento, que acontece neste sábado, dia 10, no Palácio de São Pio X, tem a colaboração dos bispos do Haiti e deve, segundo a Santa Sé, “manter viva a atenção sobre um país que ainda sofre as consequências do abalo e reiterar a proximidade da Igreja ao povo haitiano durante a fase de reconstrução”.

A Conferência será uma ocasião de balanço das ajudas destinadas ao país da América Central. Também serão analisados os resultados dos projetos iniciados em 2010, ano do terremoto que atingiu a ilha.
A abertura, marcada para 9 horas, no horário de Roma, será realizada pelo presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina, cardeal Marc Ouellet, pelo cardeal Robert Sarah, que cuida da gestão da ajuda ao Haiti. Logo após, acontecem debates sobre o processo de reconstrução material e espiritual do país.
Também farão exposições o bispo de Les Cayes (Haiti) e presidente da Conferência Episcopal do país, cardeal Chibly Langlois; o arcebispo de Miami (EUA), dom Thomas Gerald Wenski; o presidente da Associação de Voluntários para a Solidariedade Internacional (AVSI), Alberto Piatti; e o ex-representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Haiti, Eduardo Marques de Almeida.
Está marcada para 11h30 a audiência dos participantes com o papa Francisco.
Na parte da tarde estão previstas intervenções de pessoas que atuam na reconstrução da ilha, de modo que haja troca de experiências sobre as questões de cooperação internacional e das prioridades e critérios de ação para o futuro.
A Conferência será concluída com uma Missa celebrada pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, na igreja de Santa Maria, em Traspontina, às 18h30.
Convocação
A Conferência foi convocada pelo papa Francisco em novembro de 2014, durante viagem do cardeal Robert Sarah ao Haiti, e foi pensada para ocorrer cinco anos após o terremoto que devastou o país em 2010. O evento servirá para manter a atenção sobre a “catástrofe humanitária que está longe de ser resolvida e para reiterar o testemunho da proximidade da Igreja ao povo do Haiti”, divulgou o Vaticano à época.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Santa Sé articula permanência dos cristãos no Oriente Médio

Cardeal Sandri destaca papel da Comunidade Internacional para colocar fim à violência no Oriente Médio e auxiliar os cristãos que vivem na região

A realidade histórica do Oriente Médio não seria mais a mesma sem a presença dos cristãos; a Comunidade Internacional deve assumir o compromisso de colocar fim às violências e às guerras, principalmente na Síria e no Iraque. A observação é do Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, que comenta as principais questões que envolvem os cristãos no Oriente Médio.
O cardeal falou sobre o tema em uma entrevista ao jornal vaticano L’Osservatore Romano, publicada nesse fim de semana. A partir da afirmação do Papa Francisco de que não é possível resignar-se à ideia de um Oriente Médio sem cristãos, o Cardeal Sandri acredita que as comunidades locais têm um papel fundamental no auxílio aos cristãos para que estes não abandonem as suas terras.
“A Igreja Católica acompanha a situação com oração constante e permanente em Cristo, nossa esperança. Junto a isso, dá apoio concreto aos bispos, aos sacerdotes, às comunidades religiosas e aos leigos”.
O  purpurado menciona ainda a carta que o Papa enviou aos cristãos do Oriente Médio, no dia 21 de dezembro, levando-lhes uma mensagem de consolo e esperança. [Leia a íntegra da carta]
“À luz do que está escrito, podemos dizer que a Igreja pode fazer alguma coisa e faz, mas também é muito importante o papel da comunidade internacional. Esta, na verdade, pode colocar fim à violência, ao ódio, à guerra, e fazer com que a liberdade religiosa e os direitos de viver e existir sejam garantidos a todos indistintamente”, afirmou.
Olhar mundial
Sobre o que deve ser feito para chamar a atenção da Comunidade Internacional para a realidade dos cristãos que vivem no Oriente Médio, Cardeal Sandri falou de algumas medidas concretas que estão sendo tomadas em nível global.
Um dos aspectos comentados é a atuação da Santa Sé, particularmente por meio da diplomacia com governos da Comunidade Internacional e também na ONU, para “sacudir” o mundo com relação à indiferença a este drama.

“Muitos frutos já foram colhidos. Penso na sensibilização da opinião pública e, em particular, de alguns Governos que utilizam toda a influência internacional para ajudar esses cristãos, fornecendo a ajuda necessária para recebê-los na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá, metas preferidas das pessoas que fogem do Oriente Médio”, concluiu.
Fonte: Canção Nova

domingo, 4 de janeiro de 2015

Francisco irá criar 15 cardeais eleitores e 5 não-eleitores; Confira a listagem com os nomes dos novos cardeais



O Papa Francisco nomeou neste domingo (04), 20 novos cardeais em todo o mundo para o topo da hierarquia católica romana, incluindo 15 que podem entrar no conclave para escolher seu sucessor após sua morte ou resignação.

É a segunda vez que Francisco, de 78 anos, coloca sua marca na direção que quer que os 1,2 bilhão de membros da Igreja sigam, tendo nomeado 19 cardeais há um ano. Os novos "príncipes" da Igreja serão empossados em uma cerimônia conhecida como consistório no Vaticano, no dia 14 de fevereiro.

Os 15 novos "cardeais eleitores" - aqueles com menos de 80 anos - vêm da Itália, França, Portugal, Etiópia, Nova Zelândia, Vietnã, México, Miamar, Tailândia, Uruguai, Espanha, Panamá, Cabo Verde e Tonga. Nove deles são de países em desenvolvimento.

Foi a primeira vez que cardeais de Miamar, Tonga e Cabo Verde foram apontados, disse um porta-voz do Vaticano, refletindo o desejo de Francisco de que o Colégio dos Cardeais represente a natureza universal da Igreja.

O porta-voz Padre Federico Lombardi afirmou que o papa "não se sente acorrentado à tradição" de que as maiores cidades no mundo tenham automaticamente cardeais para liderá-las.

Apenas um dos 15 cardeais eleitores é da Cúria, a administração central do Vaticano.

Confira os nomes dos novos cardeais eleitores:
1 – Mons. Dominique Mamberti, Arcebispo titular de Sagona, prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica
2 – Mons. Manuel José Macário do Nascimento Clemente, Patriarca de Lisboa (Portugal)
3 – Mons. Berhaneyesus Demerew Souraphiel, C.M., Arcebispo de Addis Abeba (Etiópia)
4 – Mons. John Atcherley Dew, Arcebispo de Wellington (Nova Zelândia)
5 – Mons. Edoardo Menichelli, Arcebispo de Ancona-Osimo (Itália)
6 – Mons. Pierre Nguyên Văn Nhon, Arcebispo de Hanóid (Vietnã)
7 – Mons. Alberto Suárez Inda, Arcebispo de Morelia (México)
8 – Mons. Charles Maung Bo, S.D.B., Arcebispo de Yangon (Myanmar)
9 – Mons. Francis Xavier Kriengsak Kovithavanij, Arcebispo de Bangkok (Tailândia)
10 – Mons. Francesco Montenegro, Arcebispo de Agrigento (Itália)
11 – Mons. Daniel Fernando Sturla Berhouet, S.D.B., Arcebispo de Montevidéu (Uruguai)
12 – Mons. Ricardo Blázquez Pérez, Arcebispo de Valladolid (Espanha)
13 – Mons. José Luis Lacunza Maestrojuán , O.A.R., Bispo de David (Panamá)
14 – Mons. Arlindo Gomes Furtado, Bispo de Santiago de Cabo Verde (Capo Verde)
15 – Mons. Soane Patita Paini Mafi, Bispo de Tonga (Ilhas de Tonga)

Os cinco novos cardeais acima de 80 anos não poderão entrar no conclave. Eles receberam um título para agradecer por seus longos anos de serviço à Igreja.


Francisco dobrou uma regra da Igreja que limita em 120 o número de cardeais eleitores, decidindo trazer o total dos cardeais abaixo de 80 anos para 125. Com as nomeações de domingo, ele agora apontou 31 deles, um quarto do total.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Papa alerta Cúria sobre “doenças” e pede exame de consciência

Ao listar tentações que podem atingir tanto a Cúria Romana quando cada cristão, Francisco pediu exame de consciência como preparação ao Natal

O Papa Francisco reuniu-se na manhã desta segunda-feira, 22, com a Cúria Romana, para os tradicionais votos de fim de ano. Ele falou do perigo de algumas doenças que podem afetar tanto a Cúria quanto cada cristão, propondo, assim, um exame de consciência a fim de preparar o coração para o Natal. Ele também enfatizou que o Espírito Santo é capaz de curar toda enfermidade.
A imagem sobre a qual o Pontífice se concentrou em seu discurso foi a do Corpo de Jesus, comparando a Cúria a um pequeno modelo da Igreja, ou seja, um corpo que procura ser mais vivo, mais harmonioso e unido em si mesmo e em Cristo.
O Santo Padre reconheceu a complexidade da Cúria Romana que, justamente por sua dinamicidade,  não pode viver sem o relacionamento vital com Cristo. Um membro da Cúria que não se alimenta disso acaba se tornando um burocrata, um ramo que murcha e morre lentamente, disse.
“A oração cotidiana, a participação assídua nos Sacramentos, de modo particular na Eucaristia e na reconciliação, o contato cotidiano com a palavra de Deus e a espiritualidade traduzida em caridade vivida são alimento vital para cada um de nós”, indicou.
Francisco lembrou que a Cúria é chamada a melhorar constantemente e a crescer em comunhão, santidade e sabedoria para realizar sua missão. Porém, como todo corpo, ela também está exposta a algumas doenças, que enfraquecem o serviço a Deus.
O Santo Padre fez um “catálogo” dessas doenças que podem afetar a Cúria, elencando 15 itens:
1 – sentir-se imortal, imune ou até mesmo indispensável, negligenciando os controles necessários e habituais. “Uma Cúria que não faz autocrítica, que não se atualiza é um corpo enfermo”. É o “complexo dos eleitos, do narcisismo”
2 – a doença do “martalismo” (que vem de Marta), da ocupação excessiva, os que trabalham sem usufruirem do melhor. A falta de repouso leva ao stress e à agitação
3 – a doença do “empedramento” mental e espiritual, isso é, daqueles que têm coração de pedra. Quando se perde a serenidade interior, a vivacidade e a audácia e nos escondemos atrás de papeis, deixando de ser “homens de Deus”
4 – planejamento excessivo e funcionalismo, tornando o apóstolo um contador ou comercialista. “Quando o Apóstolo planifica tudo minuciosamente e pensa que assim as coisas progridem torna-se num contabilista”. É a tentação de querer pilotar o Espírito Santo
5 – má coordenação, sem harmonia entre as partes do “corpo”.
6 – “Alzheimer espiritual”, ou seja, o esquecimento da história da Salvação, da história com o Senhor, do “primeiro amor”
7- rivalidade e orgulho, quando a aparência, as cores das vestes e insígnias de honra tornam-se o objetivo primário da vida. “Leva-nos a ser falsos e a viver um falso misticismo”
8– esquizofrenia existencial, que é a doença dos que vivem uma vida dupla, fruto da hipocrisia típica do medíocre e do progressivo vazio espiritual que licenciaturas ou títulos acadêmicos não podem preencher
9 – fofocas, murmurações e mexericos“É a doença dos velhacos que não tendo a coragem de falar diretamente falam pelas costas. Defendamo-nos do terrorismo dos mexericos”
10 – a doença de divinizar os chefes, que é a daqueles que cortejam os superiores esperando obter sua benevolência. “Vivem o serviço pensando unicamente àquilo que devem obter e não ao que devem dar”. Pode acontecer também aos superiores
11- indiferença para com os outros. “Quando se esconde o que se sabe. Quando por ciúme sente-se alegria em ver a queda dos outros em vez de o ajudar a levantar”
12 – doença da “cara fúnebre”, de pessoas carrancudas que pensam que para serem sérias é preciso pintar a face de melancolia, de severidade e tratar os outros com rigidez, dureza e arrogância. “O apóstolo deve esforçar-se por ser uma pessoa cortês, serena, entusiasta e alegre e que transmite alegria…”. “Como faz bem uma boa dose de são humorismo”
13 – a doença do acumular, quando o apóstolo procura preencher um vazio existencial no seu coração acumulando bens materiais, não por necessidade, mas para se sentir seguro
14 – doença dos círculos fechados, onde a pertença ao grupinho se torna mais forte que aquela ao Corpo e, em algumas situações, ao próprio Cristo
15 – a doença do lucro mundano, do exibicionismo. “Quando o apóstolo transforma o seu serviço em poder e o seu poder em mercadoria para obter lucros mundanos ou mais poder”.
“Irmãos, tais doenças e tentações são naturalmente um perigo para cada cristão e para cada cúria, comunidade, congregação, paróquia, movimento eclesial…e podem atingir seja em nível individual seja comunitário”, disse o Papa, lembrando que apenas o Espírito Santo é capaz de curar toda enfermidade.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

No Vaticano, cardeal Damasceno concelebrará missa dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe


O papa Francisco presidirá, nesta sexta-feira, dia 12, uma celebração em honra a Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina. O arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, foi convidado a concelebrar com o pontífice na Basílica de São Pedro.
De acordo com a Pontifícia Comissão para a América Latina do Vaticano, o papa confiará a intercessão da padroeira continental “para a evangelização de seus povos, para o crescimento em humanidade e para a construção de condições de paz, justiça e unidade entre suas nações irmãs”.
A missa está marcada para as 18h, no horário local (15h pelo horário de Brasília). Segundo o comunicado da Comissão, a partir de 16h45 (horário local) as bandeiras de todos os países do continente entrarão na Basílica, prestando homenagem à imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Após este momento, haverá recitação do “Rosário Guadalupano”, orações do Advento e cantos da tradição latino-americana.
Cantos da Missa Criola, do compositor Ariel Ramírez, acompanharão a missa. A execução será dirigida por Facundo Ramírez, filho do artista argentino, e por seu grupo musical, além de Patrícia Sosa e o coro romano “Musica Nova”.
A Pontifícia Comissão para a América Latina considera que a festa de Nossa Senhora de Guadalupe tem significado e repercussão especial porque o primeiro papa latino-americano irá presidi-la. O comunicado divulgado em outubro ressalta a demonstração de “uma devoção muito profunda” do papa Francisco à santa. Em maio, por ocasião da visita de bispos mexicanos, foi enviada uma “saudação de filho” à Virgem de Guadalupe.
Evento
No sábado, dia 13, a Comissão organizou um “evento guadalupano”, que acontecerá no Auditório del Augustinianum. Será uma oportunidade de conhecimento mais profundo sobre as aparições e o significado da mensagem de Nossa Senhora de Guadalupe na origem dos povos americanos e na atualidade. Vídeos, cânticos, palestras, diálogos e orações farão parte das atividades.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Bicentenário do nascimento de Dom Bosco começou no dia 16 de agosto deste ano e terminará na mesma data em 2015


A Penitenciaria Apostólica publicou nesta segunda-feira, 18, o decreto que considera o ano do bicentenário do nascimento de Dom Bosco – de 16 de agosto de 2014 a 16 de agosto de 2015 – como Ano Jubilar, particular situação à qual está ligada a obtenção da indulgência plenária.
O decreto refere que “por especialíssimo mandato do Santíssimo Padre Francisco, concede benignamente o Ano Jubilar com anexa Indulgência Plenária – observadas as condições de confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Santo Padre, se participarem piamente a qualquer função sagrada celebrada em honra de São João Bosco ou ao menos, ou se detiverem por um razoável espaço de tempo em pias considerações diante de uma relíquia ou imagem sagrada do Santo, concluindo com a Oração do Senhor, o Símbolo da Fé e de invocações a Virgem Maria e a São João Bosco”.
Seguido os preceitos, a indulgência pode ser alcançada tanto pelos membros da Família Salesiana, quanto por todos os fiéis cristãos com espírito penitente e movidos pela caridade, que podem também aplicá-la em sufrágio pelas almas dos fiéis defuntos que se encontram no Purgatório.
A Penitenciaria determina também para isto as datas de 31 de janeiro de 2015, Solenidade de São João Bosco e 16 de agosto, data do bicentenário e cada vez que, em grupo, fizerem parte de uma sagrada peregrinação aos seguintes locais:
a) no Templo consagrado de Deus, existente em honra a São João Bosco em ‘Castel nuovo’ Dom Bosco, sobre o ‘Colle Don Bosco’, situado na cidade natal do santo;
b) no Templo dedicado à Bem Aventurada Virgem Maria Auxiliadora em Turim, onde estão depositados os restos mortais do santo e considerado como centro espiritual de todo Instituto Salesiano. A construção do Santuário – elevado à dignidade de Basílica Menor em 1911 – foi cuidada por São João Bosco.
“Os fiéis cristãos impedidos por motivo de idade ou doença grave, poderão igualmente lucrar a Indulgência Plenária – se rejeitando interiormente qualquer pecado e tendo a intenção de cumprir, apenas seja possível, as três condições, diante de qualquer imagem de São João Bosco – unirem-se espiritualmente às celebrações ou visitas jubilares, na própria casa ou onde se encontrarem pelo impedimento, recitando as orações acima indicadas, oferecendo os próprios sofrimentos ou desconfortos da própria vida”, conclui o decreto.
Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Papa nomeia enviado pessoal para o Iraque

Papa e o Cardeal Fernando Filoni / Foto: Arquivo L’Osservatore Romano
Tendo em vista a grave situação no Iraque, o Papa Francisco nomeou um enviado pessoal para exprimir sua proximidade espiritual à população que sofre. O enviado será o Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, que levará ao povo sofrido a solidariedade da Igreja. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 8, pelo Vaticano.
Em junho deste ano, um grupo extremista islâmico tomou posse da cidade de Mossul, expulsando muitos cristãos. Suas casas foram marcadas com a letra “nun”, inicial da antiga palavra árabe “nassarah”, que no alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, refere-se aos cristãos.
Desde então, a situação dos cristãos no Iraque se agrava com cada vez mais perseguições. Francisco tem acompanhado com preocupação esta situação e já fez vários apelos pedindo a paz para a região.
Os apelos do Santo Padre tiveram eco. Na quarta-feira, 6, a Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), em sintonia com o Patriarca da Igreja Caldeia, Dom Louis Sako, promoveu um Dia Mundial de Oração pela Paz e Reconciliação. A iniciativa procurou sensibilizar o mundo para o drama que se verifica no Iraque.
Nesta quinta-feira, 7, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, apresentou uma declaração, em nome do Santo Padre, renovando o apelo em prol dos cristãos perseguidos no Iraque e manifestando a proximidade espiritual do Pontífice aos que passam por provações.
“Sua Santidade dirige o seu urgente apelo à Comunidade Internacional, a fim de que, tomando medidas para colocar fim ao drama humanitário em curso, trabalhe para proteger os ameaçados pela violência e para assegurar as ajudas necessárias, sobretudo as mais urgentes, a tantas pessoas deslocadas, cuja sorte depende da solidariedade de todos”, declarou padre Lombardi.
Hoje, o Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, agradeceu a solidariedade do Santo Padre para com o Iraque.
Canção Nova