Diocese de Afogados da Ingazeira debate desmatamento e exploração de recursos naturais no Pajeú

Seminário, com o título "A Caatinga, Guardiã da Água", ocorreu dentro da 13ª Semeia (Semana do Meio Ambiente).

Diocese de Salgueiro inicia preparativos para Assembleia Diocesana de Pastoral

Preparativos têm início com Assembleia na Área Pastoral São Marcos.

Na solenidade de Corpus Christi, dom Fernando Saburido convida fiéis a serem “Eucaristia” para o próximo

Celebração foi realizada na quinta-feira, 04, na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo – Sé de Olinda/PE.

Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, recebe alta médica

Dom Antônio foi internado para cirurgia cardíaca realizada dia 20 de maio.

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terça-feira, 12 de maio de 2015

Celam promove 35ª Assembleia Geral Ordinária

Inicia-se, nesta terça-feira, dia 12, a 35ª Assembleia Geral Ordinária do Conselho Episcopal Latino Americano (Celam), em Santo Domingo, capital da República Dominicana. O arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sérgio da Rocha, e o arcebispo de São Luís e delegado da Conferência junto ao Celam, dom José Belisário da Silva, estarão presentes no evento.
O encontro acontece a cada dois anos e tem a participação de presidentes e delegados das 22 Conferências Episcopais da América Latina e do Caribe, além da presidência e da direção da entidade. São 56 membros na assembleia com direito a voz e voto.
A assembleia também será responsável por aprovar as diretrizes do plano global do Celam para o quadriênio 2015-2019, a partir da análise dos desafios da Igreja no continente e baseados no Evangelho e no magistério pontifício. Na ocasião ainda haverá a apresentação do Informe da gestão sobre o plano global do Celam e dos 76 Programas desenvolvidos no quadriênio 2011-2015, além da escolha da nova presidência da entidade.
As Conferências Episcopais, por meio de seus delegados, irão apresentar a realidade eclesial e social de seus países.
A assembleia do Celam contará com a presença do prefeito da Congregação para os Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina do Vaticano, cardeal Marc Ouellet; do núncio apostólico na República Dominicana, dom Jude Thaddeus; do arcebispo de Brooklyn, dom Octavio Cisneros, representando a Conferência Episcopal dos Estados Unidos; além de integrantes de organizações eclesiais como o Comitê Igreja na América Latina, a Adveniat, a Miserior, a Porticus e a Confederação Latino-Americana de Religiosos (Clar).
Saiba quem são os membros da atual presidência:
Presidente: monsenhor Carlos Aguiar Retes – arcebispo de Tlalnepantla, México;
Primeiro vice-presidente: cardeal Rubén Salazar Gómez - arcebispo de Bogotá, Colômbia;
Segundo vice-presidente: dom Dimas Lara Barbosa – arcebispo de Campo Grande (MS), Brasil;
Secretário geral: dom Santiago Silva Retamales - bispo auxiliar de Valparaíso, Chile;
Presidente do Comitê Econômico: dom Carlos María Collazzi - bispo de Mercedes, Uruguay.

Com informações do Celam

quinta-feira, 2 de abril de 2015

10 anos sem JPII: Igreja recorda o Papa que se tornou santo

“O que aparecia em João Paulo II era a sua profunda união com Deus”, diz Dom Fernando Guimarães sobre o primeiro Papa polonês da história

Monique Coutinho - Canção Nova
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João Paulo II governou a Igreja por quase 27 anos; Pontífice foi canonizado em 27 de abril de 2014 / Foto: Arquivo
Nesta quinta-feira, 2, a Igreja faz memória dos dez anos de falecimento do Papa João Paulo II. O Sucessor de Pedro, que teve o terceiro pontificado mais longo da história e foi recordista em viagens – mais de 200, o que lhe rendeu o título de “Papa Peregrino” –  agora é santo da Igreja.
Nascido no dia 18 de maio de 1920, na cidade de Wadovice, Polônia, Karol Wojtyla (nome de batismo) teve uma trajetória papal marcada pela determinação e pela fé, características indispensáveis para a sua canonização.
Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, o arcebispo Militar do Brasil, Dom Fernando Guimarães, que foi professor de língua portuguesa do Papa João Paulo II, afirma que para a Igreja, a canonização representa o modelo de vida cristã e, portanto, a santidade dele é a resposta da convicção que o povo de Deus nutria a respeito dele.
“Creio que esta canonização seja isso, o reconhecimento da Igreja, da intensa vida espiritual vivida por João Paulo II e, ao mesmo tempo, a proposta de um modelo de santidade, muito próximo de nós, é nosso contemporâneo, conviveu conosco e podemos acompanhar a sua caminhada, o seu testemunho.”
Dom Fernando disse que o grande fio condutor não só do pontificado, mas de toda a vida do Santo Padre, foi o amor total e radical por Jesus Cristo e pela Igreja.
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Dom Fernando Guimarães, professor de português do Papa João Paulo II / Foto: Arquivo
“O que percebia nele em qualquer momento, em qualquer circunstância, seja em situações boas, de problemas ou de crises, o que aparecia em João Paulo II era a sua profunda união com Deus, a sua busca constante de identificação com Jesus Cristo e seu total e radical amor pela Igreja”.
O arcebispo acrescenta que tudo aquilo que João Paulo II conseguiu fazer foi consequência da sua profunda união com Deus, de forma que se deixou conduzir realmente pela graça divina.
Famílias
Considerado o Papa das famílias, JPII adorava estar cercado por elas. Falou incessantemente sobre este tema, participou de encontros mundiais relacionados às famílias e foi o responsável pelo primeiro sínodo dedicado a essa temática.
Dom Fernando ressalta que a visão de São João Paulo II sobre a realidade da família é algo que, apesar da passagem do tempo, mantém-se atual. “Ele parte de uma visão profunda da própria natureza do ser humano, a sua análise do amor humano, a análise do mecanismo do amor humano, na realidade do ser humano como racionalidade, como vontade, como opção e liberdade.”
Um documento importante do Papa polonês nesse âmbito foi a Exortação Apostólica Familiaris ConsortioSegundo Dom Fernando, nela se encontram os elementos fundamentais, as pistas pastorais para uma Igreja que se faz anunciadora da verdade revelada.
“Estes dados do magistério do João Paulo II permanecem, ao meu parecer, perfeitamente atuais e em sintonia com o magistério da Igreja, o magistério antes dele e o magistério posterior.”
Legado
João Paulo II deixou para a Igreja e o mundo um legado de obras, sendo 14 Encíclicas, 15 Exortações Apostólicas, 24 Constituições Apostólicas, 83 Cartas Apostólicas, cinco livros de sua autoria, o Catecismo da Igreja Católica, promulgado em seu pontificado, além de ricas reflexões em discursos e homilias.
A data recordada hoje foi lembrada também pelo Papa Francisco nesta quarta-feira, 1º. Após a tradicional catequese com os fiéis na Praça São Pedro, Francisco definiu João Paulo II como uma grande Testemunha de Cristo.

“Nós o recordamos como grande Testemunha de Cristo sofredor, morto e ressuscitado, e lhe pedimos que interceda por nós, pelas famílias, pela Igreja, para que a luz da ressurreição resplandeça sobre todas as sombras da nossa vida e nos encha de alegria e paz. O seu exemplo e seu testemunho estão sempre vivos entre nós”.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Mensagem de Sua Santidade o Papa Francisco

49º Dia Mundial das Comunicações Sociais
17 de Maio de 2015
Tema: “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”
O tema da família encontra-se no centro duma profunda reflexão eclesial e dum processo sinodal que prevê dois Sínodos, um extraordinário – acabado de celebrar – e outro ordinário, convocado para o próximo mês de Outubro. Neste contexto, considerei  oportuno que o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais tivesse como ponto de referência a família. Aliás, a família é o primeiro lugar onde aprendemos a comunicar. Voltar a este momento originário pode-nos ajudar quer a tornar mais autêntica e humana a comunicação, quer a ver a família dum novo ponto de vista.
Podemos deixar-nos inspirar pelo ícone evangélico da visita de Maria a Isabel (Lc 1, 39-56). “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (vv. 41-42).
Este episódio mostra-nos, antes de mais nada, a comunicação como um diálogo que tece com a linguagem do corpo. Com efeito, a primeira resposta à saudação de Maria é dada pelo menino, que salta de alegria no ventre de Isabel. Exultar pela alegria do encontro é, em certo sentido, o arquétipo e o símbolo de qualquer outra comunicação, que aprendemos ainda antes de chegar ao mundo. O ventre que nos abriga é a primeira “escola” de comunicação, feita de escuta e contato corporal, onde começamos a familiarizar-nos com o mundo exterior num ambiente protegido e ao som tranquilizador do pulsar do coração da mãe. Este encontro entre dois seres simultaneamente tão íntimos e ainda tão alheios um ao outro, um encontro cheio de promessas, é a nossa primeira experiência de comunicação. E é uma experiência que nos irmana a todos, pois cada um de nós nasceu de uma mãe.
Mesmo depois de termos chegado ao mundo, em certo sentido permanecemos num “ventre”, que é a família. Um ventre feito de pessoas diferentes, interrelacionando-se: a família é “o espaço onde se aprende a conviver na diferença” (Exort. ap. Evangelii gaudium, 66). Diferenças de géneros e de gerações, que comunicam, antes de mais nada, acolhendo-se mutuamente, porque existe um vínculo entre elas. E quanto mais amplo for o leque destas relações, tanto mais diversas são as idades e mais rico é o nosso ambiente de vida. O vínculo está na base da palavra, e esta, por sua vez, revigora o vínculo. Nós não inventamos as palavras: podemos usá-las, porque as recebemos. É em família que se aprende a falar na “língua materna”, ou seja, a língua dos nossos antepassados (cf. 2 Mac 7, 21.27). Em família, apercebemo-nos de que outros nos precederam, nos colocaram em condições de poder existir e, por nossa vez, gerar vida e fazer algo de bom e belo. Podemos dar, porque recebemos; e este circuito virtuoso está no coração da capacidade da família de ser comunicada e de comunicar; e, mais em geral, é o paradigma de toda a comunicação.
A experiência do vínculo que nos “precede” faz com que a família seja também o contexto onde se transmite aquela forma fundamental de comunicação que é a oração. Muitas vezes, ao adormecerem os filhos recém-nascidos, a mãe e o pai entregam-nos a Deus, para que vele por eles; e, quando se tornam um pouco maiores, põem-se a recitar juntamente com eles orações simples, recordando carinhosamente outras pessoas: os avós, outros parentes, os doentes e atribulados, todos aqueles que mais precisam da ajuda de Deus. Assim a maioria de nós aprendeu, em família, a dimensão religiosa da comunicação, que, no cristianismo, é toda impregnada de amor, o amor de Deus que se dá a nós e que nós oferecemos aos outros.
Na família, é sobretudo a capacidade de se abraçar, apoiar, acompanhar, decifrar olhares e silêncios, rir e chorar juntos, entre pessoas que não se escolheram e todavia são tão importantes uma para a outra… é sobretudo esta capacidade que nos faz compreender o que é verdadeiramente a comunicação enquanto descoberta e construção de proximidade. Reduzir as distâncias, saindo mutuamente ao encontro e acolhendo-se, é motivo de gratidão e alegria: da saudação de Maria e do saltar de alegria do menino deriva a bênção de Isabel, seguindo-se-lhe o belíssimo cântico do Magnificat, no qual Maria louva o amoroso desígnio que Deus tem sobre Ela e o seu povo. De um “sim” pronunciado com fé, derivam consequências que se estendem muito para além de nós mesmos e se expandem no mundo. “Visitar” supõe abrir as portas, não encerrar-se no próprio apartamento, sair, ir ter com o outro. A própria família é viva, se respira abrindo-se para além de si mesma; e as famílias que assim procedem, podem comunicar a sua mensagem de vida e comunhão, podem dar conforto e esperança às famílias mais feridas, e fazer crescer a própria Igreja, que é uma família de famílias.
Mais do que em qualquer outro lugar, é na família que, vivendo juntos no dia-a-dia, se experimentam as limitações próprias e alheias, os pequenos e grandes problemas da coexistência e do pôr-se de acordo. Não existe a família perfeita, mas não é preciso ter medo da imperfeição, da fragilidade, nem mesmo dos conflitos; preciso é aprender a enfrentá-los de forma construtiva. Por isso, a família onde as pessoas, apesar das próprias limitações e pecados, se amam, torna-se uma escola de perdão. O perdão é uma dinâmica de comunicação: uma comunicação que definha e se quebra, mas, por meio do arrependimento expresso e acolhido, é possível reatá-la e fazê-la crescer. Uma criança que aprende, em família, a ouvir os outros, a falar de modo respeitoso, expressando o seu ponto de vista sem negar o dos outros, será um construtor de diálogo e reconciliação na sociedade.
Muito têm para nos ensinar, a propósito de limitações e comunicação, as famílias com filhos marcados por uma ou mais deficiências. A deficiência motora, sensorial ou intelectual sempre constitui uma tentação a fechar-se; mas pode tornar-se, graças ao amor dos pais, dos irmãos e doutras pessoas amigas, um estímulo para se abrir, compartilhar, comunicar de modo inclusivo; e pode ajudar a escola, a paróquia, as associações a tornarem-se mais acolhedoras para com todos, a não excluírem ninguém.
Além disso, num mundo onde frequentemente se amaldiçoa, insulta, semeia discórdia, polui com as murmurações o nosso ambiente humano, a família pode ser uma escola de comunicação feita de bênção. E isto, mesmo nos lugares onde parecem prevalecer como inevitáveis o ódio e a violência, quando as famílias estão separadas entre si por muros de pedras ou pelos muros mais impenetráveis do preconceito e do ressentimento, quando parece haver boas razões para dizer “agora basta”; na realidade, abençoar em vez de amaldiçoar, visitar em vez de repelir, acolher em vez de combater é a única forma de quebrar a espiral do mal, para testemunhar que o bem é sempre possível, para educar os filhos na fraternidade.
Os meios mais modernos de hoje, irrenunciáveis sobretudo para os mais jovens, tanto podem dificultar como ajudar a comunicação em família e entre as famílias. Podem-na dificultar, se se tornam uma forma de se subtrair à escuta, de se isolar apesar da presença física, de saturar todo o momento de silêncio e de espera, ignorando que “o silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras ricas de conteúdo” (BENTO XVI, Mensagem do 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24/1/2012); e podem-na favorecer, se ajudam a narrar e compartilhar, a permanecer em contato com os de longe, a agradecer e pedir perdão, a tornar possível sem cessar o encontro. Descobrindo diariamente este centro vital que é o encontro, este “início vivo”, saberemos orientar o nosso relacionamento com as tecnologias, em vez de nos deixarmos arrastar por elas. Também neste campo, os primeiros educadores são os pais. Mas não devem ser deixados sozinhos; a comunidade cristã é chamada a colocar-se ao seu lado, para que saibam ensinar os filhos a viver, no ambiente da comunicação, segundo os critérios da dignidade da pessoa humana e do bem comum.
Assim o desafio que hoje se nos apresenta, é aprender de novo a narrar, não nos limitando a produzir e consumir informação, embora esta seja a direção para a qual nos impelem os potentes e preciosos meios da comunicação contemporânea. A informação é importante, mas não é suficiente, porque muitas vezes simplifica, contrapõe as diferenças e as visões diversas, solicitando a tomar partido por uma ou pela outra, em vez de fornecer um olhar de conjunto.
No fim de contas, a própria família não é um objeto acerca do qual se comunicam opiniões nem um terreno onde se combatem batalhas ideológicas, mas um ambiente onde se aprende a comunicar na proximidade e um sujeito que comunica, uma “comunidade comunicadora”. Uma comunidade que sabe acompanhar, festejar e frutificar. Neste sentido, é possível recuperar um olhar capaz de reconhecer que a família continua a ser um grande recurso, e não apenas um problema ou uma instituição em crise. Às vezes os meios de comunicação social tendem a apresentar a família como se fosse um modelo abstrato que se há de aceitar ou rejeitar, defender ou atacar, em vez duma realidade concreta que se há de viver; ou como se fosse uma ideologia de alguém contra outro, em vez de ser o lugar onde todos aprendemos o que significa comunicar no amor recebido e dado. Ao contrário, narrar significa compreender que as nossas vidas estão entrelaçadas numa trama unitária, que as vozes são múltiplas e cada uma é insubstituível.
A família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos. Não lutemos para defender o passado, mas trabalhemos com paciência e confiança, em todos os ambientes onde diariamente nos encontramos, para construir o futuro.
Vaticano, 23 de Janeiro – Vigília da Festa de São Francisco de Sales – de 2015.
Papa Francisco

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Última Missa do Papa nas Filipinas festeja Santo Niño

A tradicional festa de Santo Niño nas Filipinas levou milhões de fiéis à Missa do Papa neste domingo, 19
Cerca de seis milhões de pessoas participaram da última Missa do Papa Francisco nas Filipinas, celebrada neste domingo, 18, no Rizal Park, em Manila.
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Com imagens do Santo Niño nas mãos, fiéis participam de Missa com o Papa, em Manila/ Foto: Reprodução CTV
Os filipinos comemoraram junto com Francisco o dia de Santo Niño – uma festa onde se venera a imagem do Menino Jesus, vestido em trajes reais, coroado e ornado com o cetro, o globo e a cruz.
O Papa usou da festividade para lembrar os fiéis de serem sempre como crianças e espalharem o Reino de Cristo no mundo. Santo Niño, disse o Papa, “recorda-nos a nossa identidade mais profunda: todos nós somos filhos de Deus, membros da família de Deus”.
Francisco lembrou que as Filipinas é o maior país católico da Ásia, o que, segundo ele, deve ver visto como um “dom especial de Deus, uma benção”, mas também uma vocação, na qual os filipinos são chamados a ser “exímios missionários da fé na Ásia”.
O mal causado pelo pecado também foi recordado pelo Papa na homilia. Francisco atribuiu ao pecado a destruição da unidade e da beleza da família humana e a autoria das estruturas sociais que perpetuam a pobreza, a ignorância e a corrupção.
Mas, ainda neste sentido, Francisco disse que a grande ameaça ao plano de amor de Deus é, e sempre foi, a mentira que tem por pai, o diabo. Ele, disse o Papa, tem a função de distrair o homem com “prazeres efêmeros e passatempos superficiais”.
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“Cristo Menino é o protetor deste grande país”, afirma o Papa em homilia / Foto: Reprodução CTV
“Desta forma, desperdiçamos os dons recebidos de Deus, entretendo-nos com apetrechos fúteis; gastamos o nosso dinheiro em jogos de azar e na bebida; fechamo-nos em nós mesmos. Esquecemos de nos centrar nas coisas que realmente contam. Esquecemo-nos de permanecer interiormente como crianças”, refletiu.
Entretanto, o Santo Padre recordou que uma Criança, o Santo Niño, trouxe ao mundo a bondade de Deus, a misericórdia e a justiça. “Resistiu à desonestidade e à corrupção, que são a herança do pecado, e triunfou sobre elas com o poder da cruz”.
“Agora, no final da minha visita às Filipinas, entrego-vos a Jesus que veio estar entre nós como criança. Que Ele torne todo o amado povo deste país capaz de trabalhar unido, de se proteger mutuamente a começar pelas vossas famílias e comunidades, na construção de um mundo de justiça, integridade e paz”, concluiu.
Francisco terminará sua viagem às Filipinas nesta segunda-feira, 19, quando tomará o voo de retorno à Roma às 10h (hora local).
Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Encontro Mundial das Famílias abre inscrições

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Com o tema “O amor é a nossa missão: a família plenamente viva”, o Encontro Mundial das Famílias acontecerá na Filadélfia, de 22 a 25 de setembro próximo. As famílias e grupos de peregrinos que desejam participar do evento, com o papa Francisco, já podem se inscrever pelo site oficial.
O Encontro Mundial contará com dois grandes Congressos, sendo um para adultos e o outro para jovens entre 6 e 17 anos. Serão oferecidos programas interativos para os jovens, buscando favorecer reflexões sobre a missão de amor em uma família.
A expectativa da organização é receber 15 mil delegados de mais de 150 nações. Cerca de 100 palestrantes de diferentes partes do mundo irão contribuir com o debate dos temas. De acordo com o arcebispo do Filadélfia, dom Charles J. Chaput, o Encontro Mundial das Famílias será uma oportunidade de debater questões da família, buscando oferecer caminhos pastorais para enfrentar as dificuldades da vida familiar.
Inscrições
Podem se inscrever famílias, grupos ou na categoria individual. A inscrição garantirá acesso ao Centro de Convenções da Pensilvânia, nos quatro dias do evento, além de reserva em hotel. São oferecidos pacotes de acordo com o tipo de inscrição.
Durante o Encontro Mundial das Famílias, haverá, também, uma creche para crianças menores de até seis anos de idade. O Congresso para adultos acima dos 18 anos, será composto de sessões que abordarão maneiras de fortalecer os laços familiares, diante dos desafios que enfrentam a família no contexto atual.
Fonte: CNBB

domingo, 4 de janeiro de 2015

Francisco irá criar 15 cardeais eleitores e 5 não-eleitores; Confira a listagem com os nomes dos novos cardeais



O Papa Francisco nomeou neste domingo (04), 20 novos cardeais em todo o mundo para o topo da hierarquia católica romana, incluindo 15 que podem entrar no conclave para escolher seu sucessor após sua morte ou resignação.

É a segunda vez que Francisco, de 78 anos, coloca sua marca na direção que quer que os 1,2 bilhão de membros da Igreja sigam, tendo nomeado 19 cardeais há um ano. Os novos "príncipes" da Igreja serão empossados em uma cerimônia conhecida como consistório no Vaticano, no dia 14 de fevereiro.

Os 15 novos "cardeais eleitores" - aqueles com menos de 80 anos - vêm da Itália, França, Portugal, Etiópia, Nova Zelândia, Vietnã, México, Miamar, Tailândia, Uruguai, Espanha, Panamá, Cabo Verde e Tonga. Nove deles são de países em desenvolvimento.

Foi a primeira vez que cardeais de Miamar, Tonga e Cabo Verde foram apontados, disse um porta-voz do Vaticano, refletindo o desejo de Francisco de que o Colégio dos Cardeais represente a natureza universal da Igreja.

O porta-voz Padre Federico Lombardi afirmou que o papa "não se sente acorrentado à tradição" de que as maiores cidades no mundo tenham automaticamente cardeais para liderá-las.

Apenas um dos 15 cardeais eleitores é da Cúria, a administração central do Vaticano.

Confira os nomes dos novos cardeais eleitores:
1 – Mons. Dominique Mamberti, Arcebispo titular de Sagona, prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica
2 – Mons. Manuel José Macário do Nascimento Clemente, Patriarca de Lisboa (Portugal)
3 – Mons. Berhaneyesus Demerew Souraphiel, C.M., Arcebispo de Addis Abeba (Etiópia)
4 – Mons. John Atcherley Dew, Arcebispo de Wellington (Nova Zelândia)
5 – Mons. Edoardo Menichelli, Arcebispo de Ancona-Osimo (Itália)
6 – Mons. Pierre Nguyên Văn Nhon, Arcebispo de Hanóid (Vietnã)
7 – Mons. Alberto Suárez Inda, Arcebispo de Morelia (México)
8 – Mons. Charles Maung Bo, S.D.B., Arcebispo de Yangon (Myanmar)
9 – Mons. Francis Xavier Kriengsak Kovithavanij, Arcebispo de Bangkok (Tailândia)
10 – Mons. Francesco Montenegro, Arcebispo de Agrigento (Itália)
11 – Mons. Daniel Fernando Sturla Berhouet, S.D.B., Arcebispo de Montevidéu (Uruguai)
12 – Mons. Ricardo Blázquez Pérez, Arcebispo de Valladolid (Espanha)
13 – Mons. José Luis Lacunza Maestrojuán , O.A.R., Bispo de David (Panamá)
14 – Mons. Arlindo Gomes Furtado, Bispo de Santiago de Cabo Verde (Capo Verde)
15 – Mons. Soane Patita Paini Mafi, Bispo de Tonga (Ilhas de Tonga)

Os cinco novos cardeais acima de 80 anos não poderão entrar no conclave. Eles receberam um título para agradecer por seus longos anos de serviço à Igreja.


Francisco dobrou uma regra da Igreja que limita em 120 o número de cardeais eleitores, decidindo trazer o total dos cardeais abaixo de 80 anos para 125. Com as nomeações de domingo, ele agora apontou 31 deles, um quarto do total.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Papa Francisco reza pelos passageiros da AirAsia


O avião da AirAsia desapareceu em território indonésio com 162 pessoas a bordo neste domingo, 28
O Papa Francisco manifestou solidariedade aos familiares dos passageiros do avião da AirAsia que desapareceu este domingo, 28.
Depois da oração mariana do Angelus, o Papa afirmou: “Estou próximo com o afeto e a oração aos familiares e aos que vivem com apreensão e sofrimento essas difíceis situações e aos que estão engajados nas operações de resgate”.
O avião da AirAsia desapareceu em território indonésio com 162 pessoas a bordo. A aeronave decolou de Surabaia, em Java, e deveria chegar a Cingapura. Devido ao mau tempo, o piloto pediu permissão para mudar de rota. A aeronave transportava 155 passageiros, incluindo 16 crianças e um bebê, e sete membros da tripulação.
A AirAsia informou que os passageiros eram 156 indonésios, três coreanos, um francês, um malaio e um cingapuriano. Um Boeing da Força Aérea da Indonésia, três helicópteros e seis navios participam das operações de rastreamento, e Cingapura ajuda com outro avião.
Embarcação à deriva
Francisco mencionou também uma balsa italiana que está à deriva no Mar Adriático, depois que a embarcação pegou fogo na madrugada deste domingo, 28
A balsa saiu da Grécia em direção à cidade italiana de Ancona, levando a bordo 478 pessoas entre passageiros e tripulantes. Até o momento, não há vítimas.
Radio Vaticano.

Oferecer calor humano: Papa Francisco na Festa da Sagrada Família


Aos milhares de fiéis presentes na Praça de S. Pedro para a oração mariana do Angelus neste primeiro domingo depois do Natal, o Papa Francisco começou por dizer que a Igreja nos convida a contemplar a Sagrada Família de Nazaré e que o evangelho nos apresenta a Virgem Maria e São José quando levam o Menino ao Templo de Jerusalém, 40 dias após o seu nascimento, em obediência à Lei de Moisés, que prescreve que o filho primogênito deve ser oferecido  ao Senhor.

Esta pequena família, disse o Papa, no meio de tanta gente, nos grandes corredores do templo, não se se destaca aos olhos, não se distingue e entretanto não passa despercebida.

Dois idosos, Simeão e Ana, movidos pelo Espírito Santo, aproximam-se e começam a louvar a Deus por aquela criança, no qual reconhecem o Messias, a luz das nações e salvação de Israel. É um momento simples, mas rico de profecia: o encontro entre dois jovens esposos cheios de alegria e fé pelas graças do Senhor e dois anciãos também eles cheios de alegria e fé pela acção do Espírito.

E quem os faz encontrar? se interroga o Papa. É Jesus, responde:

Jesus é Aquele que aproxima as gerações. É a fonte daquele amor que une as famílias e as pessoas, vencendo qualquer desconfiança, qualquer  isolamento, qualquer distância. E isto nos faz pensar também nos avós: quanto é importante a sua presença! Quanto é precioso o seu papel nas famílias e na sociedade! A boa relação entre os jovens e os idosos é fundamental para o caminho da comunidade civil e eclesial.

E olhando para as figuras dos velhões Simeão e Ana, o Papa pediu uma saudação a todos os avós do mundo. A mensagem que nos vem da Sagrada Família é antes de tudo uma mensagem de fé, continuou o Papa. Na vida familiar de Maria e José, Deus está verdadeiramente no centro, e também a pessoa de Jesus, e é por isso que Família de Nazaré é santa, porque está centrada em Jesus, explicou acrescentando que quando pais e filhos respiram juntos este clima de fé, possuem uma energia que lhes permite enfrentar mesmo as provações difíceis, como mostra a experiência da Sagrada Família, por exemplo, no caso dramático da fuga para o Egito.

O Menino Jesus com Maria sua Mãe e São José são um ícone familiar simples mas tão luminoso. A luz que ele irradia é luz de misericórdia e salvação para o mundo inteiro, luz de verdade para cada homem, para a família humana e para cada família individual. Esta luz que vem da Sagrada Família nos encoraja a oferecer calor humano naquelas situações familiares em que, por várias razões, falta a paz, a harmonia e o perdão.

E a todos o Papa pediu  solidariedade concreta especialmente para as famílias que vivem em situações muito difíceis pelas doenças, a falta de emprego, as discriminações, a necessidade de emigrar … E pediu para que em silêncio cada qual reze por estas famílias em dificuldades tendo em seguida convidado todos a recitar o Ave Maria:

Ave Maria …

E confiou a Maria, Rainha das famílias, todas as famílias do mundo, para que possam viver na fé, na concórdia, na ajuda mútua, tendo invocado sobre elas a proteção maternal daquela que foi mãe e filha do  seu Filho.

Depois do Angelus o Papa dirigiu um pensamento particular aos passageiros do avião malaio desaparecido e os navios acidentados no mar Adriático:

O meu pensamento neste momento vai aos passageiros do avião malaio que desapareceu durante o voo entre a Indonésia e Singapura e também aos passageiros dos navios em trânsito nas últimas horas nas águas do mar Adriático que tiveram alguns acidentes. Estou próximo deles com afeto e a oração aos familiares e a quantos vivem com apreensão e sofrimento estas situações difíceis, e a quantos estão empenhados nas operações de socorro.

E por fim o Papa saudou cordialmente a todas as famílias presentes na Praça pedindo para que a Sagrada Família as bendiga e as guie no seu caminho. E  concluiu pedindo para que continuem a rezar por ele e desejando bom domingo e bom almoço a todos. (BS)
Fonte: Rádio Vaticano

domingo, 14 de dezembro de 2014

Sejamos missionários da alegria, pede o Papa no Angelus

Na oração do Angelus deste domingo, 14, o Papa Francisco recordou que o 3º domingo do Advento propõe à Igreja a alegria pela espera de Jesus. Diante disse, convocou: “sejamos missionários da alegria”. Uma alegria que o cristão é chamado a viver e que, segundo o Papa, vem da proximidade com Deus, da sua presença na vida do homem.
“Desde que Jesus entrou na nossa história, com o seu nascimento em Belém, a humanidade recebeu o gérmen do Reino de Deus, como um terreno que recebe a semente, promessa de uma colheita futura. Não é preciso procurar noutro sítio! Jesus veio trazer a alegria a todos e para sempre. Não se trata de uma alegria apenas experimentada e reenviada ao Paraíso mas uma alegria real e experimentável agora, porque Jesus é , Ele próprio, a nossa alegria e a nossa paz”.
O Papa Francisco continuou recordando que todos os batizados são chamados a acolher de forma renovada a presença de Deus e a ajudar os outros a descobri-la. “Trata-se de uma missão belíssima – parecida com a de João Batista: orientar a pessoas para Cristo” – observou o Santo Padre que sublinhou as palavras de São Paulo na liturgia de hoje:
“São Paulo indica as condições para ser missionários da alegria: rezar com perseverança, dar sempre graças a Deus, seguir o seu Espírito, procurar o bem e evitar o mal.”
Este deve ser o nosso estilo de vida – continuou o Papa – que concluiu a sua mensagem afirmando que Jesus, não é um personagem do passado, mas é a Palavra de Deus que ilumina o caminho dos homens. “Em Jesus é possível encontrar a paz interior e a força para enfrentar a vida de cada dia mesmo nas situações mais difíceis”,  afirmou o Papa Francisco que a seguir recitou a oração do Angelus.
O Santo Padre saudou os grupos de fieis vindos de todo o mundo, em particular os grupos italianos vindos de Civitella Casanova, Catania, Gela, Altamura, e Frosinone. Saudou também os fieis polacos que neste III Domingo do Advento acendem a tradicional “vela do Natal” reafirmando o empenho na solidariedade especialmente neste Ano da Caritas que se celebra na Polónia.
O Papa Francisco a todos desejou um bom domingo e um bom almoço pedindo que não nos esqueçamos de rezar por ele.
Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

No Vaticano, cardeal Damasceno concelebrará missa dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe


O papa Francisco presidirá, nesta sexta-feira, dia 12, uma celebração em honra a Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina. O arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, foi convidado a concelebrar com o pontífice na Basílica de São Pedro.
De acordo com a Pontifícia Comissão para a América Latina do Vaticano, o papa confiará a intercessão da padroeira continental “para a evangelização de seus povos, para o crescimento em humanidade e para a construção de condições de paz, justiça e unidade entre suas nações irmãs”.
A missa está marcada para as 18h, no horário local (15h pelo horário de Brasília). Segundo o comunicado da Comissão, a partir de 16h45 (horário local) as bandeiras de todos os países do continente entrarão na Basílica, prestando homenagem à imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Após este momento, haverá recitação do “Rosário Guadalupano”, orações do Advento e cantos da tradição latino-americana.
Cantos da Missa Criola, do compositor Ariel Ramírez, acompanharão a missa. A execução será dirigida por Facundo Ramírez, filho do artista argentino, e por seu grupo musical, além de Patrícia Sosa e o coro romano “Musica Nova”.
A Pontifícia Comissão para a América Latina considera que a festa de Nossa Senhora de Guadalupe tem significado e repercussão especial porque o primeiro papa latino-americano irá presidi-la. O comunicado divulgado em outubro ressalta a demonstração de “uma devoção muito profunda” do papa Francisco à santa. Em maio, por ocasião da visita de bispos mexicanos, foi enviada uma “saudação de filho” à Virgem de Guadalupe.
Evento
No sábado, dia 13, a Comissão organizou um “evento guadalupano”, que acontecerá no Auditório del Augustinianum. Será uma oportunidade de conhecimento mais profundo sobre as aparições e o significado da mensagem de Nossa Senhora de Guadalupe na origem dos povos americanos e na atualidade. Vídeos, cânticos, palestras, diálogos e orações farão parte das atividades.

domingo, 2 de novembro de 2014

Morte não é a última palavra, afirma Papa no Dia de Finados

No Angelus deste domingo, 2, o Papa Francisco destacou que a celebração de finados e a Solenidade de Todos os Santos, celebrada neste sábado, são duas ocorrências intimamente ligadas entre si, do mesmo modo que a alegria e as lágrimas encontram em Jesus uma síntese que é o fundamento da nossa fé e da nossa esperança:
“Por um lado a Igreja, peregrina na história, se alegra com a intercessão dos santos e beatos que a apoiam na sua missão de anunciar o Evangelho, e por outro lado ela, como Jesus, partilha as lágrimas daqueles que sofrem a separação dos seus entes queridos e, como Ele e com Ele, eleva o seu agradecimento ao Pai que nos libertou do domínio do pecado e da morte”.
Francisco explicou que o cemitério é um “lugar de repouso”, à espera do despertar final, e foi o próprio Jesus que revelou que a morte do corpo é como um sono do qual ele nos desperta. “É, pois, com esta fé que devemos olhar para os túmulos dos nossos entes queridos, daqueles que nos amaram e nos fizeram algum bem”, afirmou.
O Santo Padre disse que hoje os fiéis são chamados a recordar a todos, mesmo aqueles que ninguém se lembra. “Recordemos as vítimas da guerra e da violência; tantos ‘pequenos’ do mundo esmagados pela fome e pela pobreza. Recordemos os irmãos e as irmãs mortos por serem cristãos; e aqueles que sacrificaram a vida para servir aos outros. Confiemos ao Senhor especialmente aqueles que nos deixaram ao longo do último ano”.
A tradição da Igreja sempre exortou os fiéis a rezarem pelos falecidos, em particular, com o oferecimento de uma Missa, explicou o Papa. Segundo ele, a Celebração Eucarística é a melhor ajuda espiritual para dar às almas, especialmente às mais abandonadas.
E destacou que o fundamento desta oração pelos defuntos está na comunhão do Corpo Místico pois, como diz o Concílio Vaticano II, “a Igreja peregrina sobre a terra, bem ciente desta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, desde os primeiros tempos da religião cristã, tem honrado com grande piedade a memória dos mortos”.
“A memória dos defuntos, o cuidado pelas sepulturas e os sufrágios são o testemunho de confiante esperança, enraizada na certeza de que a morte não é a última palavra sobre o destino do ser humano, porque o homem está destinado a uma vida sem limites, que tem a sua raiz e a sua realização em Deus”.
Em seguida, Francisco fez uma oração pelos falecidos:
“Deus de infinita misericórdia, confiamos à tua imensa bondade aqueles que deixaram este mundo para a eternidade, onde Tu aguardas toda a humanidade redimida pelo sangue precioso de Cristo Teu Filho, morto para nos libertar dos nossos pecados.
Não olhes, Senhor, para as tantas pobrezas e misérias e fraquezas humanas quando nos apresentarmos diante do Teu tribunal, para sermos julgados, para a felicidade ou a condenação.
Dirige para nós o teu olhar misericordioso que nasce da ternura do teu coração, e ajuda-nos a caminhar na estrada e uma completa purificação. Não se perca nenhum dos teus filhos no fogo eterno do inferno onde já não poderá haver arrependimento.
Te confiamos, Senhor, as almas dos nossos entes queridos, das pessoas que morreram sem o conforto sacramental, ou não tiveram ocasião de se arrepender nem mesmo no fim da sua vida. Que nenhum tenha receio de te encontrar depois da peregrinação terrena, na esperança de sermos recebidos nos braços da tua infinita misericórdia.
Que a irmã morte corporal nos encontre vigilantes na oração e carregados de todo o bem realizado ao longo da nossa breve ou longa existência. Senhor, nada nos afaste de Ti nesta terra, mas tudo e todos nos apoiem no ardente desejo de repousar serena e eternamente em Ti. Amem”.
O Santo Padre concluiu sua reflexão convidando os presentes a se voltarem para a Virgem Maria, que sofreu sob a cruz o drama da morte de Cristo e participou depois na alegria da sua ressurreição, pedindo sua ajuda nessa peregrinação cotidiana aqui na terra, para não perderem de vista a meta última da vida, que é o Paraíso.