Diocese de Afogados da Ingazeira debate desmatamento e exploração de recursos naturais no Pajeú

Seminário, com o título "A Caatinga, Guardiã da Água", ocorreu dentro da 13ª Semeia (Semana do Meio Ambiente).

Diocese de Salgueiro inicia preparativos para Assembleia Diocesana de Pastoral

Preparativos têm início com Assembleia na Área Pastoral São Marcos.

Na solenidade de Corpus Christi, dom Fernando Saburido convida fiéis a serem “Eucaristia” para o próximo

Celebração foi realizada na quinta-feira, 04, na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo – Sé de Olinda/PE.

Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, recebe alta médica

Dom Antônio foi internado para cirurgia cardíaca realizada dia 20 de maio.

Mostrando postagens com marcador Igreja no Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Igreja no Brasil. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de maio de 2015

Entrevista com Dom Eugênio Sales é publicada em livro

capa_livro_site
Entre janeiro e março de 1963, o jornalista norte-americano Michael Murphy fez uma entrevista com o então Administrador Apostólico de Natal, Dom Eugênio de Araújo Sales. O jornalista trababalho na Arquidiocese de Natal, entre 1961 a 1963, como Diretor da Cáritas norte-americana. A entrevista, feita em inglês, e nunca publicada, agora se transforma no livro “Dom Eugênio Sales em Natal – fé e política”. O texto foi traduzido pelo professor e jornalista Manuel Carlos Chaparro e por Camy Harland Condon. O livro foi organizado por Safira Bezerra Ammann, Marcos José de Castro Guerra e por Otto Euphrásio de Santana. A publicação, segundo o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, “revela, em primeira mão, na integralidade, o contexto e os fundamentos da ação pastoral do Movimento de Natal, estimulado por Dom Eugênio de Araújo Sales.” Dom Jaime escreveu o prefácio da obra.


O lançamento do livro, publicado pela Editora da UFRN, acontecerá no próximo dia 21, às 19 horas, no auditório da Casa da Indústria, da FIERN, situada Senador Salgado Filho, bairro de Lagoa Nova, em Natal.


Natural de Acari (RN),Dom Eugênio foi bispo auxiliar e Administrador Apostólico da Arquidiocese de Natal, nas décadas de 50 e de 60.

Celebração marca oficialmente abertura do processo de beatificação de dom Hélder Câmara


O processo para a beatificação e canonização de dom Hélder Câmara iniciou, oficialmente, no último domingo, 3, com uma missa presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife (PE), dom Fernando Saburido, na catedral do Santíssimo Salvador do Mundo, em Olinda.
A celebração marcou a abertura da fase diocesana do processo para a beatificação e canonização de dom Helder e decretou a formação do tribunal que será responsável pela causa. Composto por cinco membros, o grupo está encarregado de analisar os textos publicados pelo bispo e escutar as pessoas que tiveram contato com ele.
Concluída a fase de investigação, o papa poderá conceder a dom Hélder o título de Venerável Servo do Senhor. Para que um venerável se torne beato, é necessário que tenha havido um milagre por sua intercessão. Caso haja um milagre após ser proclamado beato, ele poderá ser canonizado.
“Temos consciência de que é um processo lento, mas não temos pressa. Queremos que as pessoas possam refletir a mensagem de dom Hélder, suas ideias que são muito atuais. Espero que essa fase diocesana dure no máximo um ano, que dê tudo certo, e que possamos colaborar com a Igreja com essa apresentação de alguém que viveu realmente toda uma vida doada à construção do reino de Deus”, declarou dom Fernando Saburido.
Em 2014 o episcopado iniciou o processo solicitando a beatificação de dom Hélder e, em fevereiro deste ano, recebeu a autorização da Santa Sé para o pedido, oficializado com a celebração pela arquidiocese de Olinda e Recife.
“Dom Hélder era um homem de uma personalidade impressionante. Era uma pessoa baixinha, franzina, mas que quando falava crescia, envolvia as pessoas. Ele sofreu muito diante da repressão, passando maus momentos de perseguição por enfrentar autoridades da época”, disse dom Saburido.
Dom Hélder Câmara
Foi dom Hélder Câmara que teve a iniciativa e levou adiante a ideia de constituir uma entidade que congregasse oficialmente os bispos da Igreja Católica no Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Ele nasceu em 7 de fevereiro de 1909, em Fortaleza (CE), em uma família de doze irmãos. Após entrar muito jovem no seminário, foi ordenado sacerdote aos 22 anos. Conhecido por “dom da paz”, o bispo recebeu diversos prêmios pelo trabalho desenvolvido em defesa dos direitos humanos e por quatro vezes foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz.
Dom Saburdio lembra que dom Hélder era conhecido no mundo todo por se “confundir” com os miseráveis, “estava sempre próximo às pessoas, defendendo a causa dos injustiçados. Ele era alguém que sabia construir um mundo novo, mais fraterno”.
Conhecido também por sua clara opção pelos pobres, dom Hélder Câmara faleceu em 27 de agosto de 1999, aos 90 anos, na casa em que residia em Recife, como arcebispo emérito de Olinda e Recife.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Arcebispo de Brasília é o novo presidente da CNBB

O arcebispo de Brasília (DF), dom Sérgio da Rocha, foi eleito na manhã desta segunda-feira, 20, como presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O novo presidente foi escolhido ainda no primeiro escrutínio, após receber 215 votos, superando assim os 196 que corresponderam aos dois terços necessários para a eleição.
Currículo de dom Sérgio
O arcebispo de Brasília e novo presidente da CNBB nasceu em Dobrada, no estado de São Paulo, em 1959 e foi ordenado presbítero na Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão (SP) em 1984.
Foi nomeado bispo pelo papa João Paulo II em 2001, como auxiliar de Fortaleza (CE) e sua ordenação episcopal foi realizada em agosto do mesmo ano, na Catedral de São Carlos (SP), pelos bispos ordenantes dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, dom Joviano de Lima Júnior e dom Bruno Gamberini.
Em janeiro de 2007 o papa Bento XVI o nomeou como arcebispo coadjutor da arquidiocese de Teresina (PI). Também pelo papa Bento XVI, em 2011, foi nomeado para arcebispo metropolitano de Brasília.
Dom Sérgio estudou Filosofia no Seminário de São Carlos (SP) e Teologia na Pontifícia Universidade de Campinas (SP). O arcebispo é mestre em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP) e doutor pela Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.
Dom Sérgio tem como lema episcopal “Omnia in Caritate” – “Tudo na caridade”

sábado, 18 de abril de 2015

Cerca de 2 mil jovens se reúnem em Vígília no Santuário Nacional hoje

Pelo menos 2 mil jovens de todo o Brasil são esperados na vigília de abertura do projeto “300 anos de bênçãos: com a mãe Aparecida, juventude em missão” no Santuário Nacional de Aparecida. A noite de oração foi preparada para motivar de modo especial a juventude na preparação para o Jubileu de 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida (1717-2017).
Para lançar o projeto, a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB escolheu o período em que todos os bispos do Brasil se reúnem em assembleia na Casa da Mãe Aparecida. “São os senhores bispos que enviam os jovens para a missão, portanto, esta é a ocasião perfeita para um encontro de gerações”, explica o assessor nacional da Comissão, padre Antônio Ramos (Pe. Toninho).
A programação começa às 23h deste sábado (18) e contará com apresentação de peça teatral, procissão, pregações e testemunhos, além da reza do Terço. Na manhã de domingo (19),o ponto alto é a procissão e a missa que reunirão a juventude e seus pastores, a partir das 11h. Todos os bispos participantes da 53ª Assembleia Geral da CNBB concelebrarão a missa de envio no Altar Central da Basílica.
Confira a programação completa: 
Rota 300 - pgm
Rota 300 - O projeto Rota 300 é organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, em parceria com o Santuário Nacional. “Quando surgiu o projeto dos 300 anos do Encontro de Nossa Senhora Aparecida, nós fizemos um projeto e apresentamos ao Santuário e à CNBB e foi aprovado. Então, começamos a organizar, há exatamente um ano”, conta Pe. Toninho.
De acordo com o assessor, jovens da Comissão criaram o slogan Rota 300: “Rota é um caminho que queremos fazer, pois teremos missões, visitas aos presídios e favelas, ações sobre ecologia, lançamentos de livros, enfim. É uma rota que começa agora e só termina em outubro de 2017 com a grande festa de Nossa Senhora Aparecida”.
Cartilha – Todas as atividades do projeto estão descritas em uma cartilha, que será apresentada e distribuída, também neste sábado (18), aos bispos e jovens participantes da vigília. O objetivo é orientar o maio número possível de bispos, líderes de movimentos, pastorais, congregações e paróquias do Brasil. Na cartilha, há sugestões para capacitação, além de estratégias de missões e celebrações que promovam diferentes vivências ao longo dos próximos anos.
Fonte: A12

quinta-feira, 16 de abril de 2015

CNBB aguarda envio do questionário sobre as famílias

As 46 perguntas do questionário serão enviadas à secretaria-geral do Sínodo da Família em Roma
Alessandra Borges
Enviada especial à Aparecida
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP), recordou aos bispos, nesta quarta-feira, 15, que eles podem enviar a colaboração de suas dioceses para o Sínodo das Famílias, que acontecerá em outubro, no Vaticano, durante estes dias. O lembrete foi dado em seu pronunciamento na abertura da 53ª Assembleia Geral da CNBB
“Recordo aos senhores bispos, que não enviaram ainda a síntese das respostas das 46 perguntas propostas pelo alinhamento do Sínodo, que o questionário pode ser entregue, durante a assembleia, na secretaria-geral, a fim de que uma comissão nomeada possa fazer uma síntese de todas as dioceses e encaminhá-la à secretaria-geral do Sínodo”, disse o cardeal.
DomAugusto
Dom Antônio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar da Arquidioecese do Rio de Janeiro (RJ). Foto: Wesley Almeida.
O questionário com 46 perguntas proporcionou às dioceses do Brasil uma reflexão sobre as seguintes temáticas: “O contexto sociocultural”, “A relevância da vida afetiva”, “A família no desígnio salvífico de Deus”, “A indissolubilidade do matrimônio e a alegria de viver juntos”, “Cura pastoral de quantos vivem no matrimônio civil ou convivem”, “A atenção pastoral às pessoas com tendência homossexual” e “O desafio da educação e o papel da família na evangelização”.
Para o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ), Dom Antônio Augusto Dias Duarte, é muito importante o envio dos questionários, pois essas reflexões servirão como instrumento de trabalho dos bispos em Roma. As dioceses foram apoiadas pela Pastoral Familiar e outras pastorais como juventude, catequese e batismo para responder às questões.
“Creio que a maioria das dioceses consigam cumprir esse prazo. Nós já tivemos uma experiência, em 2013, de responder um questionário em preparação à Assembleia Extraordinária de outubro de 2014. Posso dizer, pela diocese do Rio de Janeiro, que essa experiência foi mais rica agora, porque veio com um texto não conclusivo, apenas orientativo, para que pudéssemos trabalhar. Lógico que havia questões difíceis para serem respondidas, mas o Papa quer justamente ouvir todas as vozes da Igreja para poder servir-se, assim, de um exame de reflexão por parte dos bispos e cardeais que estarão ali reunidos em outubro”, comentou o Dom Antônio.
O bispo auxiliar do Rio de Janeiro afirmou ainda que eles (os bispos) “têm o dever de dar resposta às pastorais e a tantas pessoas que estão em situações familiares das mais diversas e esperam da Igreja uma orientação”.
Estas respostas serão analisadas pelos bispos durante a 14º Assembleia Geral Ordinária, que ocorrerá de 4 a 25 de outubro próximo, no Vaticano. O tema proposto será “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”.

domingo, 12 de abril de 2015

TV Aparecida faz cobertura completa da 53ª Assembleia Geral da CNBB


Entre os dias 15 e 24 de abril acontece a 53ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB - no Santuário Nacional em Aparecida/SP.
A TV Aparecida fará cobertura completa do evento durante todos os dias. Serão boletins, reportagens e entrevistas que deixarão o telespectador informado sobre o que ocorrerá durante o evento. A 53ª Assembleia da CNBB contará com bispos de todo o Brasil que se reunirão para discutir e atualizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). Segundo o presidente da CNBB cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida não haverá um novo texto, mas a atualização das atuais ações pastorais.
Esse ano o evento também será eletivo, isto é, será realizada a escolha da nova Presidência da CNBB para o próximo quadriênio, sendo assim, Dom Raymundo Damasceno deixara o cargo que ocupou pelos últimos quatro anos.


Dom Helder e a CNBB


Nas proximidades de mais uma assembleia da CNBB, foi divulgada nestes dias uma notícia que promete muitos desdobramentos. Trata-se do processo de beatificação de Dom Helder. Ele abre caminho para invocar Dom Helder como santo brasileiro, a quem poderemos confiar tantas causas importantes de nosso país, pelas quais ele lutou em sua vida.
Antes que ninguém, a CNBB poderá se habilitar a ter Dom Helder como seu padroeiro. Sua figura já se encontra no salão de reuniões na sede da CNBB em Brasília.  Ninguém mais que Dom Helder soube encarnar as causas da CNBB.
A história se encarrega de comprovar a estreita ligação que existiu entre Dom Helder e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Foi ele que teve a iniciativa, e levou em frente a ideia de constituir uma entidade que congregasse, oficialmente, os Bispos da Igreja Católica no Brasil.
Era no começo dos anos 50. Dom Helder tinha a viva experiência de como era importante a articulação dos leigos do Brasil, através da Ação Católica. A partir desta constatação, projetou sua hipótese, que ele passou a sonhar com crescente determinação. Se os leigos podiam se articular, muito mais os bispos poderiam multiplicar sua atuação, se contassem com uma entidade que lhes desse respaldo jurídico e permitisse uma estratégia de ação.
Quando ainda não era Bispo, Dom Helder foi a Roma, onde esperava confiar sua utopia para alguém que ajudasse a fazê-la acontecer.
Providencialmente, encontrou a pessoa certa. Conheceu o Monsenhor Montini, o futuro Papa Paulo VI. Ambos foram falar com Pio XII, e de imediato perceberam o incentivo que o Papa lhes dava.
Daí nasceu a decisão de se criar a CNBB. Com desenvoltura e lucidez, elaboraram o estatuto provisório, que foi dando forma à nova entidade, que passou cedo a ser reconhecida pelo povo, através de sua sigla, que logo foi adquirindo notoriedade.
De tal modo que, já em 1952, dez anos antes do início do Concílio, os Bispos do Brasil já tinham sua entidade representativa, que permitia agirem de modo mais eficaz e articulado. 
A CNBB mostrou sua validade, especialmente durante o Concílio, quando sua experiência de articulação ajudou muito o desenrolar do próprio Concílio. Ela guardará sempre a marca de Dom Helder. Foi ele que a imaginou, e foi ele que a conduziu durante muitos anos como Secretário Geral.
Agora, a abertura do processo de beatificação vem ratificar a importância da CNBB, que vai aprimorando sua atuação, assimilando a experiência dos anos.
Vincular Dom Helder com a CNBB é cultivar nossa consciência histórica, sempre tão importante para discernir os novos apelos que a realidade nos apresenta.
Junto com Dom Helder poderíamos colocar uma plêiade de outros Bispos, beneméritos por sua atuação e seu testemunho de vida. Um deles devemos citar quando falamos de Dom Helder. É Dom Luciano. Ele também já está em vias de ser beatificado, sendo sua causa assumida pela Arquidiocese de Mariana. Entre os dois, a Providência colocou caprichosamente suas pegadas. Tanto Dom Helder, como Dom Luciano, morreram no dia 27 de agosto. Dom Helder em 1999. Dom Luciano em 2006.
Para concluir hoje esta breve evocação de Dom Helder, convém lembrar outro grande bispo latino americano, que finalmente será beatificado no próximo mês de maio. É Dom Oscar Romero, bispo de El Salvador. Ele foi morto quando celebrava a eucaristia, no dia 24 de março de 1980.
Bem vindas as beatificações que nos permitem recuperar a memória de nossa caminhada.  É uma honra e um compromisso, incluir em nossa história a lembrança de pessoas tão marcadas pela graça de Deus.          
Dom Romero, Dom Helder, Dom Luciano, e tantos outros, rogai por nós!

Dom Luiz Demétrio Valentini
Bispo de Jales (SP)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Dom Helder Camara é declarado “Servo de Deus” pela Santa Sé

Conhecido como o “Dom da paz”, o ex-arcebispo de Olinda e Recife, Dom Helder Camara acaba de receber o título de “Servo de Deus”. A Congregação para a Causa dos Santos emitiu o parecer favorável autorizando o início do processo de beatificação e canonização do religioso. Em entrevista coletiva, nesta quarta-feira (8), às 9h, na Cúria Metropolitana, bairro das Graças, Dom Fernando Saburido explicará como se dará os trâmites daqui para frente.
O aval da Santa Sé foi ratificado por meio de carta enviada pelo prefeito da Congregação Causa dos Santos, Cardeal Dom Angelo Amato, menos de dez dias depois que o responsável pelo dicastério confirmou o recebimento do pedido de abertura do processo de Dom Helder Camara, no dia 16 de fevereiro. Contudo, a correspondência só chegou à arquidiocese, na última segunda-feira, (6). Durante a entrevista, Dom Saburido fará a leitura do comunicado traduzido do latim para o português.

Com informações da Arquidiocese de Olinda e Recife.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

53ª Assembleia Geral será eletiva e atualizará Diretrizes Gerais

Durante a 53ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que acontecerá de 15 a 24 de abril, em Aparecida (SP), os bispos atualizarão as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). As orientações pastorais aprovadas em 2011 serão apenas revisadas a partir da Exortação ApostólicaEvangelii Gaudium e do pronunciamento do papa Francisco aos bispos ocorrido no Rio de Janeiro (RJ), em julho de 2013.
 “As diretrizes gerais continuarão a inspirar o trabalho da Igreja nos próximos quatro anos, levando em consideração a atuação do papa Francisco”, explica o arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva.
O arcebispo afirma que as DGAE 2011-2015 foram bem acolhidas pelas comunidades do Brasil. “As pessoas realmente receberam com o coração muito aberto, e aquelas cinco urgências pegaram muito bem. Tanto assim que foi aprovado que essas diretrizes continuarão por mais quatro anos, porém com algumas revisões, inspiradas nos pronunciamentos do santo padre Francisco”, conta.
As Diretrizes Gerais estão ligadas à natureza da CNBB, definida em Estatuto Canônico ratificado pela Congregação para os Bispos do Vaticano. Cabe à Conferência colaborar com os bispos na dinamização da missão evangelizadora, “para melhor promover a vida eclesial, responder mais eficazmente aos desafios contemporâneos, por formas de apostolado adequadas às circunstâncias, e realizar evangelicamente seu serviço de amor, na edificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária, a caminho do Reino definitivo”, diz o texto.
As atuais DGAE contêm cinco urgências para a ação evangelizadora: Igreja em estado permanente de missão; Igreja: casa da iniciação à vida cristã; Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral; Igreja: comunidade de comunidades; e Igreja a serviço da vida plena para todos.
Assembleia Geral
O encontro anual do episcopado brasileiro  reúne mais de 450 bispos, entre cardeais, arcebispos, bispos auxiliares e eméritos, além dos que fazem parte das igrejas de Rito Oriental. No total, serão 274 circunscrições eclesiásticas representadas.
O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, avalia a assembleia geral como momento de comunhão, de encontro, de alegria e de celebração da Igreja no Brasil. “A assembleia é um momento extraordinário para nós bispos. Essa troca de ideias, essa troca de afeto colegial. Imagina todos nós podermos celebrar juntos a Eucaristia? Todas as Igrejas particulares ali presentes na figura do bispo. Isso é extraordinário!”, sugere.
Neste ano, além da atualização das DGAE, os bispos terão a missão de eleger a nova Presidência da entidade, composta pelo presidente, vice e secretário geral; os presidentes das doze comissões episcopais pastorais; além de delegados da CNBB para o Conselho Episcopal Latino Americano (Celam) e para a XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, marcada para outubro deste ano, no Vaticano.
Tema prioritário
Na grade de atividades da 53ª AG, está previsto o debate sobre o novo texto que trata dos cristãos leigos e leigas, preparado após recebimento de sugestões e emendas pela comissão responsável. Aprovado em 2014, o texto de Estudos 107,Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade – Sal da Terra e Luz do mundo, volta à pauta da reunião episcopal para nova avaliação.
“Esse estudo está sendo muito bem acolhido nas nossas dioceses, especialmente pelos leigos organizados em comunidades, em movimentos etc. Eu espero que talvez ele se torne um documento oficial da CNBB”, afirma dom Belisário da Silva.
No contexto dos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II, o vice-presidente da CNBB considera que a Igreja vive em um momento de “plena consciência” de sua identidade como povo de Deus. “Acho que vivemos numa fase em que toma-se plena consciência que a Igreja é o povo de Deus, e dentro do povo de Deus a maior parte é leigo, sem dúvida nenhuma. A hierarquia, os ministérios ordenados estão a serviço, são ministérios, então, a Igreja é fundamentalmente esse povo de Deus, e dentro desse povo de Deus, o povo que caminha no mundo que são os leigos e leigas”, explica.

domingo, 29 de março de 2015

Congregação para a Causa dos Santos aceita pedido de abertura do processo de beatificação de Dom Helder Camara


Menos de um ano depois do pedido de abertura do processo de beatificação do ex-arcebispo de Olinda e Recife, dom Helder Camara, a Cúria Romana emitiu o primeiro parecer. Segundo carta expedida pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, cardeal dom Angelo Amato S.D.B., para o dicastério Nihil Obstat, ou seja, não há nada contra a solicitação enviada por dom Fernando Saburido, em junho do ano passado.
A expectativa agora é pela autorização da abertura do processo em nível diocesano, dependendo, apenas, do posicionamento de outros dicastérios. Com o aval do Vaticano, dom Helder será nomeado Servo do Senhor. A etapa seguinte consiste em reconhecer suas "virtudes heróicas". Para isso, uma comissão jurídica se reunirá para estudar os textos publicados em vida e analisar os testemunhos de pessoas que conheceram o Dom da Paz.
Em seguida, o relator do processo, nomeado pela Congregação para a Causa dos Santos, elabora um documento denominado "Positio". Trata-se de um compêndio dos relatos e estudos realizados pela comissão. Assim que aprovado, o papa concede o título de Venerável Servo do Senhor.
O passo seguinte é o da beatificação. Ser beato, ou bem-aventurado, significa representar um modelo de vida para a comunidade e, além disso, que essa pessoa tem a capacidade de agir como intermediário entre os cristãos e Deus. Depois disso, ainda é preciso passar por mais uma fase: a canonização.
Para ser proclamado santo é imprescindível a comprovação de um milagre, que deve ocorrer após sua nomeação como beato.
Perfil
Dom Helder Camara nasceu em 7 de fevereiro de 1909, em Fortaleza, e  teve 12 irmãos. Após entrar muito jovem no Seminário da capital do Ceará, se tornou padre aos 22 anos.
O primeiro momento da vida religiosa de dom Helder foi marcado pela militância junto a instituições políticas conservadores, como a Ação Integralista Brasileira, entre 1932 e 1937. Mais tarde, o religioso considerou a participação como um erro da juventude. Já radicado no Rio de Janeiro desde 1936, passou a optar por um trabalho assistencialista, quando fundou departamentos da Igreja voltados para atender os mais necessitados.
Após longo período atuando na então capital do Brasil, dom Helder foi nomeado para o Maranhão. Com a morte do arcebispo de Olinda e Recife, é mandado para Pernambuco, onde desembarcou em 12 de abril de 1964, poucos dias após o golpe militar. Na capital pernambucana, o religioso desembarcou em meio a uma relação conturbada entre Governo do Estado e Igreja.
Dois dias após a posse, dom Helder lançaria, juntamente com outros 17 bispos nordestinos, um manifesto à Nação, pedindo liberdade das pessoas e da Igreja. O primeiro grande atrito, entretanto, ocorreu em agosto de 1969, quando o arcebispo foi acusado de demagogo e comunista, por ter criticado a situação de miséria dos agricultores do Nordeste.
A partir de então, dom Helder sofreu represálias, inclusive com sua casa metralhada, assessores presos e com a morte de Padre Antônio Henrique, que foi assassinado. Em 1970, quando dom Helder teve o nome lembrado para o Prêmio Nobel da Paz, o governo brasileiro promoveu uma campanha internacional para derrubar a indicação, já que ele denunciava a prática de tortura a presos políticos no Brasil. Também em 1970, os militares chegaram a proibir a imprensa de mencionar o nome do Arcebispo de Recife e Olinda.
Dom Helder comandou a Arquidiocese de Olinda e Recife até o dia 10 de abril de 1985, quando – por atingir a idade limite de 75 anos – foi substituído pelo arcebispo dom José Cardoso Sobrinho.  Ele morreu em sua casa, no Recife, em 27 de agosto de 1999, devido a uma insuficiência respiratória decorrente de uma pneumonia. Seus restos mortais estão sepultados na Igreja Catedral São Salvador do Mundo, em Olinda.
Pelo seu trabalho em defesa dos direitos humanos, dom Helder recebeu vários prêmios internacionais, como Martin Luther King, nos Estados Unidos, 1970, e o Prêmio Popular da Paz, na Noruega, 1974.  O religioso é autor de 22 livros, a maioria ensaios e reflexões sobre o terceiro mundo e a Igreja.

terça-feira, 24 de março de 2015

terça-feira, 17 de março de 2015

Seminário Brasil Santa Sé iniciou trabalhos nesta manhã


O Campus da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), sedia a partir desta terça-feira (17), o Seminário sobre o Acordo Brasil Santa Sé: implicações jurídicas e administrativas.

A solenidade de abertura, ocorrida nesta manhã, contou com as seguintes presenças: Cardeal Raymundo Damasceno - Presidente da CNBB  e Arcebispo de Aparecida-SP; Dom Antônio Fernando Saburido - Presidente da CNBB NE 2 e Arcebispo de Olinda e Recife; Dom Antônio Tourinho - Bispo Auxiliar de Olinda e Recife; Dom Genival Saraiva de França - Bispo Emérito de Palmares; Padre Pedro Rubens - Reitor da Universidade Católica; Frei Evaldo Xavier - Assessor Canônico da CNBB e do Monsenhor Thomas Grysa que na ocasião representou o Núncio Apostólico.

Bispos, Padres, Religiosas, professores e estudantes de diversos cursos também acompanharam a abertura do evento.

As palavras iniciais ficaram a cargo do Padre Pedro Rubens que, em breves palavras, deu as boas vindas aos participantes do evento em nome de toda a comunidade acadêmica da Universidade Católica. Posteriormente, Dom Fernando Saburido resumiu a intensa participação do Clero arquidiocesano em momentos históricos do Brasil e de Pernambuco: "Toda a história de lutas em defesa da Igreja só confirma a importância deste seminário que iremos estudar" acrescentou.   

Dom Raymundo Damasceno refletiu acerca da importância que seminários como este para a Igreja do Brasil e citou ainda, todo o processo que antecedeu a assinatura do acordo que segundo ele, resguarda a livre prática do catolicismo no Brasil.

Seminário

O primeiro seminário de estudos sobre o acordo Brasil Santa Sé ocorreu em outubro de 2013 na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, este portanto, é a segunda edição.

Estão previstos ainda, outros quatro seminários, com a mesma temática, nas seguintes cidades: Manaus, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e São Paulo.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Arquidiocese de Olinda e Recife - Seminário Acordo Brasil-Santa Sé: implicações jurídicas e administrativas.


Começa amanhã na Universidade Católica de Pernambuco, o seminário Acordo Brasil-Santa Sé: implicações jurídicas e administrativas. O evento é promovido pela Arquidicese de Olinda e Recife (AOR), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Unicap.
PROGRAMAÇÃO

SEMINÁRIO ACORDO BRASIL-SANTA SÉ:  IMPLICAÇÕES JURÍDICAS E ADMINISTRATIVAS

Local: UNICAP, Auditório Pe. José Anchieta/G1

PROGRAMA 

17.03, 3ª FEIRA

8h30m – Chegada e acolhida
9h – Abertura
. S. Emcia. Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Presidente da Comissão de implementação do Acordo, Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB
. S. Excia. Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico no Brasil
. S. Excia. Dom Antonio Fernando Saburido, OSB, Presidente da CNBB/Regional Nordeste 2 e Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife
. Revmo. Pe. Pedro Rubens Ferreira de Oliveira, SJ, Magnífico Reitor da UNICAP
10h – Lanche
10 h30m – Relações Igreja e Estado no Direito Constitucional brasileiro
. Dr. Marcelo Labanca Corrêa de Araújo, Procurador do Banco Central e professor da UNICAP
11h45m – Pausa para almoço
13h45m – Introdução geral ao Acordo Brasil-Santa Sé sobre o estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil
. Frei Evaldo Xavier Gomes, O. Carm., Advogado e consultor jurídico-canônico da CNBB
14h45m – Personalidade jurídica dos entes eclesiásticos
. Dr. Hugo José Sarubbi Cysneiros de Oliveira, Advogado e assessor jurídico-civil da CNBB
16h – Lanche
16h15m – Proteção cultural dos bens eclesiásticos, bens tombados e patrimônio histórico
. S. Excia. Dom Gregório Paixão, OSB, Bispo de Petrópolis
17h15m – Natureza jurídica do vínculo de trabalho de clérigos, leigos e religiosos com instituições eclesiásticas
. Dr. José Soares Filho, Desembargador trabalhista aposentado e professor da UNICAP

 18.03, 3ª FEIRA

8h30m – Efeitos civis de sentenças eclesiásticas em matéria matrimonial
. Dr. Ubiratan de Couto Maurício, Juiz federal e professor da UNICAP
9h30m – Aspectos tributários das organizações e entidades religiosas
. Dr. Hugo José Sarubbi Cysneiros de Oliveira, Advogado e assessor jurídico-civil da CNBB
10h30m – Lanche
10h45m – Continuação do tema e debates
12h – Pausa para almoço
14h – Organizações religiosas e filantrópicas
. Dr. Sérgio Roberto Monello, Advogado especialista em direito filantrópico e assistencial; ex-professor da PUCSP e da UNISINOS
15h15m – Continuação do tema e debates
16 h – Lanche
16h15m – Ensino religioso nas escolas públicas
. Dr. Paulo Silveira Martins Leão Júnior, Procurador do Estado do Rio de Janeiro e Presidente da União dos Juristas Católicos do Rio de Janeiro
17h45m –Encerramento
. S. Excia. Dom José Belisário da Silva, OFM, Arcebispo de São Luís do Maranhão e Vice-Presidente da CNBB

Comissão organizadora
Frei Evaldo Xavier Gomes, O. Carm. – CNBB
  1. Excia. Dom Genival Saraiva de França – CNBB NE 2
Frei Rinaldo Pereira dos Santos – Arquidiocese de Olinda e Recife
Prof. Degislando Nóbrega de Lima – Centro de Teologia e Ciências Humanas da UNICAP
Prof. Ubiratan de Couto Maurício – Centro de Ciências Jurídicas da UNICAP

Visualizar folder do evento

sábado, 14 de março de 2015

Novena a São José

Oração preparatória para todos os dias: 
Deus e Senhor meu, Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, creio que estou em Vossa soberana presença agora, quando pretendo consagrar a São José esta novena.
Valei-nos, São José!
Adoro-Vos com todo o meu coração, porque sois infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas. Adoro-Vos com toda a intensidade de que sou capaz e arrependo-me dos muitos pecados que fiz contra Vossa Divina Majestade.
Quero, nesta novena, aprender as virtudes que, com tanta perfeição, praticou o glorioso Patriarca São José e alcançar, por sua intercessão, as graças de que tanto preciso. Senhor, quem sou eu para me atrever a comparecer diante de Vossa presença?
Conheço a deficiência de meus méritos e a multidão de meus pecados, pelos quais não mereço ser ouvido em minhas orações, mas o que não mereço merece-o o pai nutrício de Jesus; o que não posso ele pode. Venho, portanto, com toda a confiança, implorar a divina clemência, não fiado em minha fraqueza, mas no poder e valimento de São José. Amém.
Oração final para todos os dias:
Lembrai- vos, ó puríssimo Esposo da Virgem Maria, ó meu doce Protetor São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado vossa proteção, implorando vosso socorro e não fosse por vós consolado.
Com grande confiança, venho à vossa presença recomendar-me fervorosamente a vós. Não desprezeis as minhas súplicas, ó pai adotivo do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Assim seja.
ANT. – José, filho de Davi, não temas receber Maria, vossa Esposa Santíssima, em vossa companhia, porque o que ela leva em suas puríssimas entranhas é obra do Espírito Santo.
V. Rogai por nós, José santíssimo.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Ó Jesus, que por uma inefável providência, dignastes-Vos escolher o bem-aventurado esposo de Vossa Mãe Santíssima; concedei-nos que aquele mesmo que veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.
Pede-se agora a graça que necessita conseguir
Para melhor alcançar as graças pedidas, rezaremos sete Pai-nossos, sete Ave-Marias e sete Glórias ao Pai em honra das alegrias e dores do glorioso patriarca.
Primeiro dia
Dou graças à Santíssima Trindade, Santíssimo São José, pelos muitos privilégios, méritos e virtudes com que vos enriqueceu e, principalmente, pelo grande e singularíssimo mérito a poucos concedido de ter sido santificado no ventre de vossa mãe e confirmado em graça. Que alegria para vosso coração ver-vos livre do pecado, que é a única coisa que desagrada a Deus Filho, que vos chamava de pai! Que graças destes à Trindade Beatífica por esse tão assinalado privilégio! Eu vos felicito, com todo o meu coração, pela inocência incomparável que tivestes desde antes de nascer e pela graça a amizade particular com que o mesmo Deus vos distinguiu.
Por esse privilégio e pela grande alegria que Ele vos causou, suplico-vos, ó meu querido pai, que me alcanceis de Deus um grande ódio ao pecado, grande amor às virtudes e à minha salvação eterna. E como creio que a graça que desejo conseguir nesta novena será benéfica à minha salvação, tenho inteira confiança de que a alcançareis por vossa poderosíssima intercessão; todavia, se minha oração não for bem dirigida, endireitai-a e rogai ao boníssimo Deus por mim. Amém.
Segundo dia
Que felicidade a vossa, meu glorioso protetor, serdes escolhido milagrosamente para esposo da Imaculada Maria!
Alegro-me convosco pela satisfação imensa que experimentastes, naquele dia feliz, quando associastes vossa sorte à da Mãe de Jesus Cristo. Que admiração vos teriam os santos anjos, por serdes o sustentáculo da Mãe do Verbo encarnado e, por esse mesmo motivo, também protetor do Filho de Deus!
Uno meus louvores aos que, nesse dia, vos dariam os anjos do céu e, de todo o meu coração, vos felicito por vos ter sido dada de presente a Rainha dos Anjos, e pelo zelo que se dedicou a vosso serviço. Que transbordante felicidade! Que maravilha terdes por companheira aquela que trouxe o Filho de Deus em Seu seio sagrado!
Que felicidade terdes, para vosso consolo nas penas, a Consoladora dos aflitos, para conselheira nas dificuldades a sapientíssima Mãe de Jesus Cristo e para modelo nas virtudes, aquela que é o espelho sem mancha, a Majestade Divina e a imagem da bondade de Deus!
Por esse favor e felicidade tão grandes, peço-vos, poderosíssimo José, a amizade e a graça de Deus, a proteção e o amparo constantes de Maria Santíssima. Amém.
Terceiro dia
Que pena tão amarga devíeis ter sentido em vosso coração, José gloriosíssimo, quando, em vossa humildade, julgastes dever separar-vos de vossa esposa Maria! Separar-vos de Maria, que tanto amáveis e que correspondia a vosso amor com amor puro e sincero.
Confraternizo-me convosco por aqueles momentos de sofrimento e por essa amarga provação que o Senhor vos permitiu! Por caridade, ficastes ao lado da Mãe do Unigênito Filho de Deus. Maria vos pertenceu e amou sempre no amor de Deus. Em Seu infinito poder, Deus fez nela maravilhas de Seu Divino Amor. Fostes a maior testemunha das grandiosidades operadas em Maria. Ela é o jardim de Deus e o paraíso onde o Filho tem seu receio, e vós José, fostes o anjo da guarda desse jardim, o depositário desse eterno tesouro.
São José, aceitai sinceras felicitações pela parte ativa que Deus vos concedeu o mistério da Encarnação, e pela sujeição de Jesus e de Sua Santíssima Mãe às vossas ordens.
Por essa grande alegria e também pelos méritos da tristeza que a precedeu, suplico-vos, meu pai querido, que me alcanceis de Deus o conhecimento de Jesus Cristo e a graça de conservar uma fé tão viva em todos os seus mistérios, que esteja pronto a antes morrer que duvidar deles; alcançai-me, outrossim, a graça que, nesta novena, pretendo conseguir, se for para maior glória de Deus e bem de minha alma. Amém.
Quarto dia
Esposo castíssimo da Mãe do Unigênito Filho de Deus, uno-me a vós na tristeza que experimentastes em Belém, quando lá chegando, depois de penosa viagem, vistes vossa venerada esposa Maria e o Salvador do mundo, que ela levava em suas entranhas, desconhecidos e repelidos de todas as casas e pousadas.
Ó meu querido José, como conhecestes então que o mundo não é amigo de Cristo, e que é impossível servir juntamente dois senhores tão inimigos e contrários! Dai-me a Jesus, que tanta alegria vos causou em Seu nascimento.
As vozes dos anjos dizendo “paz na terra aos homens de boa vontade”” são principalmente dirigidas a vós. Aceitai meus louvores pelo muito amor que Jesus vos manifestou, escolhendo-vos para Seu pai nutrício e para seu poderoso defensor e amparo.
Permiti-me, gloriosíssimo e poderosíssimo Santo, chegar aonde vós estais, perto de Jesus, contemplar Sua santidade divina e esplendor. Pedi a Jesus que Ele me dê as graças recebidas pelos pastores e reis que foram adorá-Lo no presépio; pedi-Lhe também as graças que desejo conseguir nesta novena, se forem para maior glória de Deus e salvação de minha alma. Amém.
Quinto dia
Que grande dor sofrestes, nosso querido São José, quando vistes derramar-se o preciosíssimo Sangue de Cristo na circuncisão! Por que teria, esse infante divino, de sofrer assim, poucos dias depois de ter nascido? Ah! Sendo Jesus a perfeição em pessoa, certamente que foi pelos nossos pecados, esse padecer.
São José, daí-me a conhecer o preço do Sangue de Jesus para que nunca deixe perder a menor gota; e que esse sangue, caindo abundantemente sobre minha alma, lave-me e purifique inteiramente. Permiti, São José, que, para eu conseguir graça tão importante, aproxime-me mais de vós para ouvir atento e obedecer aos ensinamentos do Divino Mestre e receber as bênçãos e graças que dele emanam e que, por bondade divina, passam por vossas sagradas mãos.
Vossas mãos sagradas amparam Jesus, o Salvador do mundo, que tira os pecados dos homens! São José, que alegria a vossa, quando destes ao Salvador o nome de Jesus, sabendo que esse nome, a própria felicidade, é a chave que nos abre a porta do céu!
Adorador de Cristo, consiga que ele seja para mim Jesus, isto é, meu salvador nesta vida e na eterna.
Pelo nome adorável, Jesus, peço-vos também as graças que desejo alcançar nesta novena, se forem para maior glória de Deus e para o bem de minha alma. Amém.
Sexto dia
Ó meu boníssimo São José, protetor e amparo dos desvalidos, por aquela alegria que experimentou o vosso coração, ouvindo os louvores que os doutores da lei fazem ao Cristo Menino, peço-vos que não vos esqueçais de mim, fazei que Jesus, meu Salvador, seja sempre para mim ocasião de ressurreição. Confraternizo-me convosco, pacienciosíssimo José, pela ferida que em vosso coração fizeram as palavras do Santo Simeão, com que anunciara a Maria que uma espada de dor havia de atravessar Seu delicado e amorosíssimo coração.
Em tão tremenda ocasião para Maria, vós nem poderíeis remediar essas dores, nem ao menos ser testemunha de tão terrível padecer, para consolar vossa esposa com vossa presença humana na Paixão de Cristo!
Eu, sim, posso e devo, com minha vida e bons costumes, consolar a Maria, porque culpado, por meus pecados, na morte de Jesus e nas dores de Maria, quero e devo evitar e reparar esses pecados.
Ajudai, José poderosíssimo, minha pobreza espiritual e poucas forças, alcançando-me de Nosso Senhor a graça de nunca ser, por minha culpa, causa das penas de Jesus e das dores de Maria. Alcançai-me, também, a graça que desejo conseguir rezando esta novena, se for para maior glória de Deus e salvação de minha alma. Amém.
Sétimo dia
São José, permiti que, em espírito, eu vos acompanhe na viagem ao Egito para admirar vossos sacrifícios e imitar vossas virtudes. Tudo fizestes para defender Jesus de tantos perigos e, sobretudo, da morte.
Que dor tão grande foi para vosso coração amante ver sofrer Jesus e Maria! Quanta sede devem ter sofrido no deserto os três peregrinos santíssimos!
Peço-vos humildemente que tireis de mim a sede dos prazeres mundanos e dai-me a fome e a sede de todas as virtudes, principalmente a humildade, a paciência, a mortificação que a minha lama deseja ardentemente possuir. Entristeçam-me as coisas que vos entristecem, amável São José, e saiba eu alegrar-me com as que vos causam alegria.
Experimente minha alma, conservando-se na graça de Deus, a mesma alegria que experimentou vosso delicado coração, quando, afinal, depois dos transtornos de uma perigosa viagem por ermos desertos, vistes Jesus a salvo e Maria vossa amantíssima esposa segura no novo lar. Assim como vos alegrastes com a queda dos ídolos do Egito, alegra-se meu coração com a queda dos ídolos das afeições desregradas e das paixões desordenadas, de modo que, em tudo e por tudo, agrade a Jesus, à Santíssima Mãe e a vós, meu amável José, que tanto gozais na glória de Deus. Alcançai-me também a graça que desejo conseguir nesta novena, se for para maior glória de Deus. Amém.
Oitavo dia
Confraternizo-me convosco, terníssimo José, por causa das privações a que vistes sujeita vossa amada família, na terra de peregrinação, e pelo mesmo desterro tão meritório, sobretudo para a Mãe do Filho de Deus.
Uno minhas lágrimas às que derramastes, em vosso coração, pela dureza do exílio e por tudo que faltou a vós, a Maria e a Jesus, no Egito. Vossa família, que é a família de Deus, tão paciente, e eu me queixo de qualquer pequena e insignificante mortificação, ainda que necessária!
Ó meu querido José, pela alegria imensa que inundou vosso coração quando Jesus, pela primeira vez, deu-vos o doce nome de pai, e pela sujeição com que, pela primeira vez, vos prestou a homenagem de sua obediência, suplico-vos que me ensineis a obedecer aos meus superiores e a sofrer, com paciência e resignação, as provas que a divina Providência se dignar enviar-me, para purificar-me de meus pecados, ou para aumentar meus méritos.
Alcançai-me também, pela alegria com que voltastes do exílio para morar em Nazaré, a graça com que tanta humildade vos peço nesta novena, se não for em prejuízo de minha salvação. Amém.
Nono dia
Ó José, chamado por Jesus com o nome de pai, que dor e tormento indizível seria para vosso coração amorosíssimo ter perdido Jesus, com o qual estavam todas as afeições de vossa vida! Que grande aflição sentistes por não ter encontrado o Menino Jesus entre parentes e conhecidos e por ninguém ter dado notícias d’Ele.
Onde estaria Jesus? Como poderíeis viver se Ele era a vossa alegria de viver? Vós perdestes a Jesus, sem culpa vossa, mas eu perdi-O muitas vezes por culpa própria, por causa de minha malícia e de meus pecados.
Fazei-me conhecer a Jesus e procurá-Lo com perseverança, ensina-me a obedecê-Lo, ensina-me a adorá-Lo custe o que custar. Consiga-me a graça de que, de hoje em diante, nunca mais eu o perca pelo pecado e que se por infelicidade eu venha a perdê-Lo, nunca tenha sossego até que o encontre novamente pela divina graça.
Peço-vos esta graça, pela alegria inefável que experimentastes achando a Jesus no templo, ensinando, como Mestre Divino, aos doutores da lei e causando-lhes encanto e admiração com Suas perguntas e respostas.
Intercedei para que eu esteja sempre em união com Jesus e Sua santa Igreja. Consegui que Jesus esteja sempre em meu coração, com Sua divina caridade e que, no futuro, eu possa gozar de Sua visão e amizade no céu para sempre.
Alcançai-me também as graças que vos tenho pedido, todos os dias, durante a novena. Tenho confiança de que, tudo que vos pedi, irei receber do amor de Deus, por vosso intermédio. De agora em diante, com a graça divina, serei divulgador do poder que o Misericordioso Deus vos concede. Amém.