Diocese de Afogados da Ingazeira debate desmatamento e exploração de recursos naturais no Pajeú

Seminário, com o título "A Caatinga, Guardiã da Água", ocorreu dentro da 13ª Semeia (Semana do Meio Ambiente).

Diocese de Salgueiro inicia preparativos para Assembleia Diocesana de Pastoral

Preparativos têm início com Assembleia na Área Pastoral São Marcos.

Na solenidade de Corpus Christi, dom Fernando Saburido convida fiéis a serem “Eucaristia” para o próximo

Celebração foi realizada na quinta-feira, 04, na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo – Sé de Olinda/PE.

Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, recebe alta médica

Dom Antônio foi internado para cirurgia cardíaca realizada dia 20 de maio.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Setor Pastoral Social divulga nota sobre Encontro Regional de Articuladores do 21º Grito dos Excluídos


O Setor Pastoral Social realizou, nos dias 03 a 05 de julho, em Caruaru-PE, o Encontro Regional dos Articuladores e Articuladoras do 21º Grito dos Excluídos e Excluídas. O coordenador do setor, Marcos Bezerra, divulgou uma nota a respeito do evento. 

Confira a nota na íntegra a seguir:

"Que País é este, que mata gente,
que a mídia mente e nos consome?"

Neste último fim de semana (03 a 05/07), vinte e oito agentes pastorais e militantes sociais do Regional NE 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), estiveram reunidos no Santuário das Comunidades, em Caruaru-PE, para participarem do Encontro Regional dos Articuladores e Articuladoras do 21º Grito dos Excluídos e Excluídas.

Este momento de discussão e preparação desta atividade serve para avaliar e subsidiar as comunidades nos aspectos organizacional e metodológico, proporcionando aos articuladores/as ferramentas para a construção dos diversos gritos anônimos, silenciosos que ecoam em nossas localidades.

O 21º Grito dos Excluídos/as nos chama a refletir sobre o nosso país e suas contradições, dando ênfase ao quarto poder, o poder da mídia. No Brasil, concentrado na mão de poucas famílias, que ditam os temas centrais e valores, incentivando massivamente o consumo acima de tudo através de sua programação, por muitas vezes escondendo a verdade dos fatos ou evidenciando apenas o lado que lhe convém. 


 Contamos com a grata participação de quatro representantes de Igreja Batista de Coqueiral, que animam a organização do Grito em Recife, partilhando a sua experiência nesta grande mobilização social, ratificando Tiago 2,17:Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.        

Em visita a presídio, arcebispo de Olinda e Recife lamenta condições precárias



O arcebispo de Olinda e Recife e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - Regional Nordeste 2 (CNBB NE2), dom Fernando Saburido, realizou visita pastoral à Penitenciária Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (PJALLB), no Complexo do Curado, Zona Oeste da Capital, na última quarta-feira, 8. O religioso participou da atividade realizada semanalmente pelos agentes da Pastoral Carcerária nas 11 unidades prisionais no território arquidiocesano.

Dom Fernando entrou em alguns pavilhões e enfermaria, rezou e ouviu relatos dos reeducandos. O coordenador de Pastorais da Arquidiocese, padre Josenildo Tavares, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, o superintendente de Segurança  e o juiz titular da Vara de Execuções Penais Luiz Rocha acompanharam a ação.

O número de detentos superior à capacidade de acomodação do local, as condições precárias das instalações e a falta de atividades educacionais e profissionalizantes foram alguns dos problemas constatados e que afligem o arcebispo a cada visita.

“Sempre me choca a maneira desumana como são tratados os presos. Reconheço que cometeram graves atos ilícitos, mas toda criatura humana deve ser tratada com dignidade. A superlotação dos presídios é algo preocupante. É igualmente preocupante a ociosidade dos presos. A defensoria pública deveria ser reforçada para dar condições de dar contas da grande demanda de processos. 
Muita gente, com problemas mais simples, poderiam já ter os seus problemas resolvidos. Faz-se necessário investir na educação e profissionalização dos reeducandos, para que eles tenham, de fato, condições de ressocialização”, lamentou dom Saburido.

A inquietação do religioso se tornou ainda mais visível quando ele teve contato com os presos enfermos e constatou a assistência insatisfatória que recebem. “Fiquei muito emocionado com aqueles que estavam na super precária enfermaria. Havia carência de tudo e cada um que quisesse falar de suas angústias e necessidades”, contou.

Muitos buscavam uma palavra de esperança ou mesmo ter alguém que ouvisse e intercedesse por eles. “Perguntaram-me se gostaria de visitar as enfermarias onde se encontravam os presos soropositivos e Tuberculose. Afirmei que sim e estive lá para rezar com eles e dá-lhes uma palavra de conforto espiritual”, revelou o arcebispo.

A Pastoral Carcerária promove celebrações em datas litúrgicas importantes como a Páscoa e o Natal. Dom Fernando celebra a cada ano uma Missa Natalina com os presos. O último a ter a cerimônia com a presidência do religioso foi realizada em janeiro no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), na cidade de Abreu e Lima, Região Metropolitana do Recife. A partir da visita à PJALLB, o arcebispo pretende ir aos presídios com mais frequência para dar assistência espiritual e reforçar as ações da pastoral. A ideia é que a cada dois meses, ele possa se integrar à missão com os agentes da Pastoral Carcerária.

Missão
A Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Olinda e Recife assiste cerca de 19,5 mil presos entre homens e mulheres. Desse total, mais de 13 mil sequer foram julgados. Inspirados no Evangelho de Cristo, os agentes da pastoral trabalham para garantir a dignidade dos encarcerados, combatendo a violência praticada pelo Estado, e ajudando-os na reinserção social.

Como resultado, mais recente, desse trabalho feito em parceria com o Serviço Ecumênico de Militância nas Prisões (SEMPRI), da Justiça Global e da Clínica Internacional de Direitos Humanos da Universidade de Harvard, o Brasil terá que adotar, urgentemente, medidas provisórias para proteger a vida e integridade dos presos, visitantes e agentes penitenciários do Complexo Penitenciário de Curado. A determinação é da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Papa chega ao Equador


Após um voo de quase 13 horas desde Roma até a capital do Equador, o Papa Francisco voltou a pisar na América Latina depois de quase 2 anos.  Ao chegar a Quito, em seu primeiro discurso, Francisco afirmou agradecer a Deus por poder voltar à América Latina e vir como “testemunha de misericórdia e fé... na linda terra do Equador”.

“Visitei o Equador em diferentes ocasiões por motivos pastorais; e também hoje venho como testemunha da misericórdia de Deus e da fé em Jesus Cristo”, disse Francisco.

Ao recordar santos e beatos da história equatoriana, o Pontífice fez uma exortação: “Hoje, também nós podemos encontrar no Evangelho as chaves que nos permitam enfrentar os desafios atuais, avaliando as diferenças, fomentando o diálogo e a participação sem exclusões, para que as realizações alcançadas no progresso e desenvolvimento possam garantir um futuro melhor para todos, prestando especial atenção aos nossos irmãos mais frágeis e às minorias mais vulneráveis que é a dívida que toda a América Latina tem”.

Metáfora da Igreja

Ao recordar que no Equador está o ponto da Terra mais próximo ao espaço exterior – o Chimborazo – o Papa Francisco fez uma metáfora sobre a Igreja. 

“O Chimborazo, é chamado por essa razão o lugar ‘mais próximo do sol’, da lua. A Igreja é a lua. E a lua não tem luz própria. E se a lua se esconde do sol, se escurece. O sol é Jesus Cristo, e se a Igreja se aparta ou se esconde de Jesus Cristo, se escurece e não dá testemunho”, advertiu Francisco improvisando.  (RB)

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Artigo: A justiça dos homens e a fé nas pessoas

Brasão_Dom_Saburido
(A respeito da PEC 171 que trata da redução da maioridade penal)
Dom Fernando Saburido,Arcebispo de Olinda e Recife
A Comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou no último dia 17 de junho a medida para reduzir a idade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos. De nada adiantou a recente nota pública da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmando que reduzir a maioridade penal é uma medida imoral, além de inócua. Também a OAB e outras entidades se pronunciaram na mesma linha da CNBB. Foi ainda inútil argumentar que tal decisão viola a Constituição Brasileira de 1988 e, segundo a UNICEF, organismo da ONU, desrespeita a Convenção Internacional das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e do Adolescente, que o Brasil assinou em 1989.
Infelizmente, no nosso país, percebe-se que no lugar de argumentos sólidos, as pessoas se deixam envolver pelo clima emocional criado por alguns meios de comunicação de massa e por preconceitos de classe que acabam sempre penalizando a pobreza e condenando a maioria de nossos jovens à marginalidade.  Afinal, como afirmou a nota da CNBB: “Para a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti – antes de discutir a violência cometida pelos adolescentes, precisamos tomar providências efetivas em relação à violência cometida contra os jovens. Hoje, os casos em que os adolescentes cometem atos infracionais que provocam a morte de alguém representam o percentual de apenas 0,1%, enquanto os adolescentes se constituem como 36% das vítimas de homicídio”… “É, portanto, imoral querer induzir a sociedade a olhar para o adolescente como se fosse o principal responsável pela onda de violência no país”.
Todos sabem da situação do sistema prisional brasileiro. Prisões superlotadas, condições carcerárias desumanas, insegurança total de vida e da integridade dos prisioneiros. Conforme os agentes da Comissão Nacional da Pastoral Carcerária, os presídios e cadeias servem como instrumentos de punição e vingança da sociedade e não, como deveriam ser, centros de reeducação das pessoas e reintegração social. Por isso, acabam se tornando mais escolas do crime do que meios de reabilitação. Uma pesquisa feita em São Paulo revela que 60% das pessoas que estiveram em presídios brasileiros acabam voltando. Desses, quase todos são pobres e de periferia e a maioria negros.
Muitos têm escrito sobre as falhas jurídicas e sociológicas que um tipo de iniciativa como a redução da maioridade penal acarreta. Como ministro da Igreja, prefiro apontar a aberração que é o fato de que muitos parlamentares que levantam esse tipo de propostas se dizem cristãos.  É um insulto ao Evangelho o fato de que, no Congresso atual, os que se dizem da “bancada da Bíblia” se unam aos da bancada da Bala (defensores da violência como solução dos problemas sociais) e do Boi (antipáticos à reforma agrária e indiferentes aos pequenos lavradores e índios). Todos esses, em geral, a serviço dos seus interesses ideológicos ou partidários, não ligam minimamente a fé com a ética. Ainda não entenderam que na Bíblia, o nome de Deus é “O Senhor, nossa justiça” (Jr 23, 6). Essa justiça divina não é como a dos homens – simplesmente punitiva e até vingativa. Ela é como defende a Pastoral Carcerária, uma justiça restaurativa. Torna o presidiário responsável por sanar de todos os modos possíveis os prejuízos causados por seu crime, mas de modo que o objetivo seja a redenção da pessoa e a libertação tanto dos culpados, como das vítimas. O anúncio do reino de Deus propõe ao pecador a conversão e inclui o perdão, baseado na justiça restaurativa, capaz de refazer laços sociais solidários. Evangélicos ou católicos, que apresentam de Deus a imagem de um carrasco cruel e vingativo não merecem o nome de cristãos. A mensagem fundamental de Jesus é o amor e a não violência. Sua proposta é a solidariedade como principio de vida, sobretudo com os mais pequeninos e frágeis da sociedade. Por isso, como declara a citada nota da CNBB: “A Igreja no Brasil continua acreditando na capacidade de regeneração do adolescente, quando favorecido em seus direitos básicos e pelas oportunidades de formação integral nos valores que dignificam o ser humano”.