Diocese de Afogados da Ingazeira debate desmatamento e exploração de recursos naturais no Pajeú

Seminário, com o título "A Caatinga, Guardiã da Água", ocorreu dentro da 13ª Semeia (Semana do Meio Ambiente).

Diocese de Salgueiro inicia preparativos para Assembleia Diocesana de Pastoral

Preparativos têm início com Assembleia na Área Pastoral São Marcos.

Na solenidade de Corpus Christi, dom Fernando Saburido convida fiéis a serem “Eucaristia” para o próximo

Celebração foi realizada na quinta-feira, 04, na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo – Sé de Olinda/PE.

Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, recebe alta médica

Dom Antônio foi internado para cirurgia cardíaca realizada dia 20 de maio.

terça-feira, 7 de maio de 2013


Na conclusão da Santa Missa celebrada nesta manhã de domingo, 05 de maio, na Praça São Pedro, diante de milhares de fiéis membros de irmandades provenientes de todas as partes do mundo, Papa Francisco rezou a oração mariana do Regina Caeli. Na mensagem em língua portuguesa, o Santo Padre recordou a beatificação de Nhá Chica.
Ontem no Brasil, foi proclamada Beata Francisca de Paula de Jesus, conhecida como ‘Nhá Chica’. A sua vida simples foi toda dedicada a Deus e à caridade, tanto que era chamada a “mãe dos pobres”. Uno-me à alegria da Igreja no Brasil por esta luminosa discípula do Senhor”.
Na sua alocução que precedeu a oração do Regina Caeli, Francisco destacou que naquele momento de profunda comunhão em Cristo, se podia sentir viva no meio de todos eles a presença espiritual de Nossa Senhora. Uma presença materna, familiar, especialmente para quem faz parte das Irmandades.
“O amor por Nossa Senhora é uma das características da piedade popular, que pede para ser valorizada e bem orientada. Por isso, convido a meditar o último capítulo da Constituição do Concílio Vaticano II sobre a Igreja, a Lumen gentium, que fala precisamente de Maria no mistério de Cristo e da Igreja. Ali se diz que Maria ‘avançou na peregrinação da fé’. Caros amigos, no Ano da Fé, deixo a vocês este Ícone de Maria peregrina, que segue o Filho Jesus e precede todos nós no caminho da fé”.
No domingo em que as Igrejas do Oriente que seguem o Calendário Juliano celebram a Festa da Páscoa, o Papa Francisco enviou a esses irmãos a sua saudação:
“Desejo enviar a esses irmãos e irmãs uma saudação especial, unindo-me de todo coração a eles ao proclamar o alegre anúncio: Cristo ressuscitou! Recolhidos em oração ao redor de Maria, invoquemos de Deus o dom do Espírito Santo, o Paráclito, para que console e conforte todos os cristãos, especialmente aqueles que celebram a Páscoa entre provas e sofrimentos, e os guie no caminho da reconciliação e da paz”.
Papa Francisco saudou ainda todas as irmandades presentes na Praça São Pedro, provenientes de todos os países, e uma saudação especial fez à Associação “Meter”, no Dia das Crianças vítimas da violência.
“Este Dia me oferece a ocasião para dirigir o meu pensamento a todos aqueles que sofreram e sofrem por causa dos abusos. Gostaria de assegurar a eles que estão presentes na minha oração, mas gostaria de dizer ainda com força que todos devemos nos empenhar com clareza e coragem para que cada pessoa, especialmente as crianças, que se encontram entre as categorias mais vulneráveis, seja sempre defendida e tutelada. Uma saudação de encorajamento aos enfermos de hipertensão pulmonar e a seus familiares”.
Fonte: Diocese de Pesqueira 

Diocese de Pesqueira retoma as atividades do Programa Uma Terra e Duas Águas



Atuando há cinco anos com o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), a Diocese de Pesqueira retoma as atividades da continuação do termo na região, que terá a duração de nove meses. O Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) é uma das ações do Programa de Formação e Mobilização Social para Convivência com o Semiárido da Articulação no Semiárido – ASA. A Diocese de Pesqueira executa o P1 + 2 em Buíque, Pedra e Arcoverde.
través do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), mais de 12 mil famílias, ou 60 mil pessoas, estão tendo acesso à água para produção de alimentos no Semiárido. Associadas ao processo de formação, as tecnologias sociais criam melhores condições para que agricultores e agricultoras fortaleçam seus sistemas de produção, gerando segurança alimentar e nutricional, através de alimentos produzidos através da agroecologia, isto é sem qualquer tipo de aditivo químico. Baseado especialmente para fortalecer a agricultura familiar, quando existe um excedente da produção, é comum haver a comercialização dos produtos, um incremento à renda familiar.
As tecnologias adotadas pelo P1+2 são simples, baratas e de domínio dos agricultores e agricultoras. Existem vários tipos de implementações para captar água para produção de alimentos. Dentre as tecnologias sociais utilizadas pelo P1 + 2 estão: cisterna-calçadão, barragem subterrânea, tanque de pedra e bomba d’água popular. “O último termo do P1 + 2 foi um termo bastante desafiador. Nós tivemos um curto espaço de tempo e diversas tecnologias e eventos para serem desenvolvidas, mas ao mesmo tempo foi um termo que possibilitou experimentar outras tecnologias a exemplo do barreiro trincheira, da cisterna de enxurrada, então são tecnologias que já haviam sido desenvolvidas em outras comunidades e que em nossa região a gente teve oportunidade de experimentar”, disse Neilda Pereira, coordenadora executiva da Articulação no Semiárido Pernambuco e coordenadora geral da Cáritas Diocesana de Pesqueira, sobre a experiência de construção de novas tecnologias sociais na região de atuação.
A mobilização social – Outro ponto de relevância do P1 + 2 é o fortalecimento da mobilização social através de intercâmbios com os agricultores, que acontece tanto de forma local como regional. “O P1 + 2 é um programa que tem possibilitado às famílias a experimentarem diversas tecnologias, mas sobretudo a participar de dinâmicas de formação, que tem contribuído para que a família tenha conhecimento, ou seja ampliar a sua experiência na linha de convivência com o semiárido”, relatou Neilda Pereira, evidenciando o papel da construção do conhecimento coletivo. “Esse é um instrumento mobilizador e transformador. O P1 + 2 é ilimitado na questão de formação, de mostrar que ela pode ir além”, reforçou Edmilson Paulino, coordenador do P1 + 2 pela Diocese de Pesqueira.
Um novo panorama no semiárido – Contribuindo de forma a ir além da água para beber e para produção alimentar, com o advento do P1 + 2 hoje é possível observar uma nova forma de viver no semiárido, pois os agricultores que já possuem as tecnologias sociais em uso passam pela prolongada estiagem em que vivemos na atualidade com água de qualidade disponível. “A maioria das tecnologias que foram construídas hoje a gente tem oportunidade de visitar e ver que houve uma captação de água e que as famílias já estão utilizando esta água, seja para criação de animais, seja para diversos usos na sua casa, então são resultados, que eu diria imediatos no sentido de que são reservatórios que permitem guardar a água da chuva para que a família possa utilizar no período de estiagem”, afirmou Neilda Pereira sobre o olhar diferente que as tecnologias sociais tem proporcionado ao semiárido pernambucano.
Adriana Leal – Cáritas Diocesana de Pesqueira

Assessores reafirmam compromisso em colaborar com textos da Questão Agrária e Diretório da Comunicação


GA 06 05 13b No encontro ordinário dos assessores da CNBB para aprofundamento dos compromissos provenientes do serviço que prestam à Conferência foram apresentados os encaminhamentos de trabalho com os dois textos estudados pelos bispos na 51ª assembleia geral: Questão Agrária e Diretório da Comunicação.
Padre Ari dos Reis, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, fez um rápido relato sobre o percurso do material do texto sobre a Questão Agrária até chegar ao plenário da assembleia geral. Ele disse que já em 2010 o tema tinha sido apresentado aos bispos, mas naquele período não foi possível concluir a discussão. Uma questão que é sempre polêmica, mas que havia necessidade de ser reapresentada, segundo o assessor, por motivos muito sérios: a violência no campo não diminuiu; é preocupante o avanço do agronegócio e o apoio do governo para esse tipo de iniciativa econômica e a problemática ambiental.
O último documento da Conferência sobre o tema é da década de 1980 e, desse modo, são quase 30 anos que a CNBB não se manifesta de forma mais extensa sobre a questão. Estudiosos foram convidados para colaborar com os bispos. O texto reelaborado,  resultado do trabalho de dois anos atrás,     foi enviado ao episcopado em dezembro do ano passado. Na assembleia, o texto foi apresentado e recebeu atenção e dedicação dos bispos que repassaram o texto integralmente e apresentaram suas observações. Agora, a comissão delegada pela assembleia terá um tempo até julho deste ano para acolher as contribuições e se espera reapresentá-lo na assembleia de 2014.
O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, disse “que é urgente termos um novo texto. Isso ficou evidente nas participações que os bispos fizeram no plenário da assembleia”.  Por parte dos assessores ficou combinado que vão procurar acompanhar o processo e oferecer ajuda no sentido de melhorar a compreensão do texto por parte das comunidades dando contribuições para a melhoria da linguagem.
Irmã Élide Fogolari e padre Clóvis Andrade, da Comissão Episcopal para a Comunicação, também fizeram considerações sobre o processo de trabalho com o texto do Diretório da Comunicação. Este material deve ser agora retomado pela comissão que, depois de melhorar também a linguagem da apresentação do texto será apreciado pelo Conselho Permanente que recebeu da assembleia a delegação para aprová-lo.
Fonte: CNBB


CNBB divulga nota ‘Sede de água e de justiça’

Durante entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, 16 de abril, a presidência da CNBB apresentou a sua mensagem sobre a seca no semiárido que atinge a região do semiárido do Brasil.
A nota demonstra a solidariedade dos bispos do Brasil pelo sofrimento e a luta pela superação deste fenômeno, secular e cíclico, que ameaça a vida e o desenvolvimento integral da população.
O texto foi aprovado durante a 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil que acontece desde o dia 10 de abril em Aparecida (SP).
A seguir, a íntegra da nota:
Sede de água e de justiça
“Eu estava com fome, e me destes de comer;
estava com sede, e me destes de beber” (Mt 25,35)
Nós, bispos do Brasil, reunidos em Aparecida–SP, na 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de 10 a 19 de abril de 2013, expressamos nossa solidariedade aos irmãos e irmãs castigados pela maior seca que atinge a região do semiárido nos últimos 40 anos. Fazemos nossos seus sofrimentos e suas dores e nos unimos à sua luta pela superação deste fenômeno, secular e cíclico, que ameaça a vida e o desenvolvimento integral da população. Trata-se de mais de 10 milhões de pessoas diretamente atingidas, em 1.326 municípios, segundo dados da Secretaria da Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional (SEDEC/MI).
Os bispos do Nordeste, por várias vezes, assinalaram as consequências de ordem social, econômica, moral e ética provocadas pela seca tais como: a) Migração forçada com a consequente desarticulação e desintegração da família, que fica exposta à máxima penúria; b) tráfico humano, que conduz ao trabalho escravo; c) instrumentalização da extrema vulnerabilidade das pessoas para fins eleitoreiros, em total desrespeito aos valores éticos; d) agravamento da situação econômica relegando milhares de famílias à miséria; e) dizimação da produção agrícola e agropastoril com a morte de rebanhos inteiros, comprometendo o presente e o futuro dos pequenos e médios produtores, além de seu endividamento; f) colapso no abastecimento de água nas áreas urbanas; g) risco de se perderem conquistas econômicas e produtivas fundamentais acumuladas nos últimos dez anos.
O clamor do povo do Nordeste, acolhido pela Igreja, ecoa em documentos históricos como o de Campina Grande, em 1956, e o de João Pessoa – “Eu ouvi o clamor do meu povo (Ex 3,7)” – em 1963. Além disso, a Igreja tem realizado diversas campanhas de doações, promovido inúmeras ações solidárias de apoio às famílias mais atingidas pelo flagelo da seca e participado na luta pela execução de políticas públicas como a construção de cisternas de consumo e de produção.
Apoiamos as “Diretrizes para a convivência com o Semiárido”, lançadas em recente seminário realizado, em Recife-PE, pela Igreja Católica e vários movimentos sociais e sindicais, exigindo que sociedade e governos não pensem no Nordeste apenas em ocasião de seca.
A seca no semiárido é um fenômeno cíclico que se repete sistematicamente. Entretanto, o ciclo de secas “não pode nos fazer pensar que o semiárido brasileiro seja apenas um condicionamento climático e, a longa estiagem, sua intempérie. O semiárido é, antes de tudo, um conjunto de condições próprias de um bioma e, desse modo, exige-nos um novo olhar e a construção de iniciativas diferenciadas” para a convivência nesta região onde vivem 46% da população nordestina e 13% da população brasileira, representando 11% do território nacional. Os 25 milhões de pessoas que aí habitam, aguardam medidas estruturais que facilitem a convivência com esse ecossistema.
Reconhecemos que os Governos têm desenvolvido importantes ações neste momento crítico por que passam os atingidos pela seca. São, no entanto, ações mitigadoras e emergenciais que não resolvem o problema, presente em todo o polígono da seca.
Somente com decidida vontade política e efetiva solidariedade, será possível estabelecer ações que tornem viável a convivência com o semiárido, mesmo no período da seca. Como pastores solidários aos nossos irmãos nordestinos, reivindicamos:
a)      A definição e a aceleração de políticas públicas e institucionais permanentes que garantam segurança hídrica e alimentar, incentivando o uso de tecnologias adaptadas à realidade climática da região para captação, armazenamento e distribuição das águas das chuvas;
b)      Democratização do acesso à água com a construção de sistemas simplificados de abastecimento de água;
c)       Ações estruturantes como a revitalização e preservação dos rios, lagoas, ribeiras, riachos e da floresta nativa; construção de cisternas de placas e de cisternas “calçadão”; perfuração e equipamentos de novos poços tubulares;
d)      Interligação de bacias hidrográficas e de recursos hídricos; construções de diversos tipos de armazenamento de água, bem como de adutoras e canais, para o consumo humano, animal e a produção de alimentos;
e)      Ampliação e universalização da aplicação dos recursos financeiros e técnicos a partir do protagonismo das populações locais e de suas organizações, no campo e na cidade;
f)       Conclusão urgente das numerosas obras cuja paralisação tem causado graves prejuízos econômicos e sociais;
Que Nossa Senhora Aparecida, cuja casa nos abriga durante a 51ª Assembleia da CNBB, alcance para todos os irmãos e irmãs do Nordeste a força renovadora da esperança, que nasce do coração do Cristo Ressuscitado, vencedor do mal e da morte.
Aparecida, 16 de abril de 2013.
Cardeal D. Raymundo Damasceno de AssisArcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da SilvaArcebispo de São Luís do Maranhão – MA
Vice-presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB