Diocese de Afogados da Ingazeira debate desmatamento e exploração de recursos naturais no Pajeú

Seminário, com o título "A Caatinga, Guardiã da Água", ocorreu dentro da 13ª Semeia (Semana do Meio Ambiente).

Diocese de Salgueiro inicia preparativos para Assembleia Diocesana de Pastoral

Preparativos têm início com Assembleia na Área Pastoral São Marcos.

Na solenidade de Corpus Christi, dom Fernando Saburido convida fiéis a serem “Eucaristia” para o próximo

Celebração foi realizada na quinta-feira, 04, na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo – Sé de Olinda/PE.

Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, recebe alta médica

Dom Antônio foi internado para cirurgia cardíaca realizada dia 20 de maio.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Prática ecumênica pela paz - Dom Aldo Pagotto

Como construir ambientes de paz? Há 25 anos João Paulo II convidou representantes das várias religiões do mundo para um encontro em Assis, terra de São Francisco, com a finalidade de refletir, orar e trabalhar pela paz mundial. Em outubro de 2011, Bento XVI fez o mesmo, relembrando o seu antecessor. Naquela ocasião a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo emblemático daquela divisão era o muro de Berlim que atravessava a cidade, traçando uma fronteira entre os dois mundos. Três anos depois do encontro ecumênico de Assis, em 1989, o muro caiu sem resistência nem derramamento de sangue.

Os enormes arsenais que estavam por detrás do muro perderam a capacidade de aterrorizar. A vontade que os povos tinham de ser livres era mais forte que os arsenais da violência. Ao lado dos fatores econômicos e políticos, a causa mais profunda desse acontecimento tem sua razão de ser na espiritualidade. Por detrás do poder material havia apenas ideologia, sem qualquer convicção espiritual. Face à violência a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo. A violência, pura ideologia, foi derrotada. A vitória da liberdade representa a vitória da paz.

A iniciativa de orar e trabalhar pela liberdade e pela paz significa uma construção permanente, pois o mundo está cheio de discórdias e estas têm origem no coração do homem (Cf. Mc 7,20 ss). A violência sempre presente caracteriza-se como desconcertante condição do nosso mundo. A liberdade é um bem quando orientada para o compromisso para o desenvolvimento de todos (não apenas para alguns). A liberdade que é utilizada para provocar violência encarna-se em fisionomias assustadoras.

Hoje presenciamos formas de terrorismo sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes, cruelmente ceifadas ou mutiladas. Inclui-se o fanatismo religioso que anula a regra do direito e do bom senso para justificar a destruição dos outros. O “bem” pretendido pelo terrorismo não passa de ideologia violenta, cruel e monstruosa. Daí nasce a hostilidade generalizada contra as religiões quando estas justificam e legitimam a violência para destruir os outros. Esta, porém, não é a natureza da religião.

A Igreja Católica comprometeu a credibilidade do Evangelho de Jesus quando investiu na defesa da fé utilizando meios equivocados. Temos como exemplos históricos abomináveis as cruzadas que se identificaram como guerras santas de caráter político e financeiro. A inquisição deixou atrás de si a pecha da perseguição odiosa e vingativa contra alguém que pensasse de forma diversa. Ora, Cristo crucificado é sinal do amor do Pai que, através do seu Filho, quer que todos se salvem. Enviou-nos o seu Filho não para julgar e condenar senão para perdoar, reconciliar e reunir os filhos e filhas de Deus que andavam dispersos e divididos entre si (Cf. Jo 17,1ss).

O dom da fé cristã que cada um de nós recebe deve ser purificado. Nós temos a mania de instalar ideologias em nome da fé. O dom da fé corresponde a uma tarefa construtiva permanente. Apesar das nossas fraquezas e contradições, a proposta do Senhor é fazer de nós instrumentos da sua paz no mundo. Trata-se de nos sentirmos unidos convergindo para a verdade, para o bem comum, comprometendo-nos decisivamente pela promoção da dignidade da vida humana. Cabe-nos assumir o diálogo e a prática construtiva da paz superando a violência que só destrói o que é de direito, justo, belo.





Dom Aldo Di Cillo Pagotto é Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba.


Fiéis e turistas rendem homenagens a Nossa Senhora do Ó


Está tudo pronto para uma das maiores festas religiosas da Arquidiocese de Olinda e Recife. Do dia 27 de janeiro até o dia 5 de fevereiro, o distrito de Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca, Litoral Sul do Estado, festeja a sua padroeira. Durante os dez dias haverá missas, procissões, recitação do terço e shows. Tradição desde o século 19, a Festa de Nossa Senhora do Ó é parte do roteiro de turistas que lotam as praias do distrito nesse período. De acordo com a organização do evento, são esperadas mais de 50 mil pessoas.

A festa que tem como tema “Maria,fonte de Fecundidade,Sempre a Favor da Vida” começará próxima sexta-feira, 27, com a procissão da bandeira, às 18h. Em seguida, na matriz, haverá a celebração da missa presidida pelo vigário episcopal do Cabo de Santo Agostinho, padre Josivaldo Bezerra. Durante os dez dias serão celebradas missas, às 19h. No domingo, 5 de fevereiro, as comemorações à Nossa Senhora do Ó começam às 5h, com a alvorada festiva. Depois tem missas às 7h e às 10h. À tarde, a partir das 16h, acontecerá a tradicional procissão pelas principais ruas e avenidas do distrito. Em seguida, um missa campal na praça da matriz encerra os festejos.

O pároco, padre Djanilson Pereira, explicou que a devoção a Nossa Senhora do Ó é muito forte na região, que além dos fieis e turistas que aproveitam o período de férias para participar da festa, muitos romeiros de diversas partes do Estado e do país vão até a matriz homenagear a santa. O religioso espera que a festa supere o sucesso do ano passado. “A cada ano o evento cresce mais, graças à participação e o empenho dos leigos. Esperamos um público maior ainda nesta edição”, afirmou.

Como em 2011, a festa terá shows de importantes nomes da música gospel. No dia 28, na praça em frente à Igreja de Nossa Senhora do Ó, haverá a apresentação da cantora católica Celina Borges, com participação do cantor Neto Monteiro. “Trazer importantes artistas da cena musical católica é uma novidade da festa, que tem o intuito de evangelizar e converter os corações”, disse padre Djanilson.

Devoção – A Festa de Nossa Senhora do Ó foi instituída na Igreja Católica, em 656, durante o Concílio de Toledo, chamando-se Festa da Expectação do Parto Divino. No início, a santa era homenageada no sétimo dia antes do Natal, ou seja, em 18 de dezembro. Em cada um dos dias se cantava uma das sete grandes antífonas que começavam com “Ó”, como suspirando. Daí veio o nome ‘Nossa Senhora do Ó’.

Por diversas razões a Festa de Nossa Senhora do Ó é realizada no mundo inteiro, por mais de 200 anos, no primeiro domingo de fevereiro. Em Ipojuca, essa tradição se deu pela falta de sacerdotes na região em dezembro. Desde o século XIX, as festividades acontecem do final de janeiro ao início de fevereiro.


Fonte: Pascom da Arquidiocese de Olinda e Recife

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

46ª Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais


O papa divulgou ontem, 24, a Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2012. Com o título “Silêncio e palavra: caminho de evangelização”, Bento XVI explica que as relações entre o silêncio e palavra são “dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas”.
Leia a íntegra da 46ª Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais:
Silêncio e palavra: caminho de evangelização
Amados irmãos e irmãs,
Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.
O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.
Grande parte da dinâmica atual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.
No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).
Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem atual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Onipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort.  ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.
Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.
Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.
Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.
Vaticano, 24 de Janeiro – Dia de São Francisco de Sales – de 2012.
BENEDICTUS PP XVI

Peregrinação dos Símbolos da JMJ em Natal vai celebrar memória dos Mártires


martiresA peregrinação da Cruz e o Ícone de Nossa Senhora na arquidiocese de Natal (RN) vai relembrar o sacrifício dos Mártires do Rio Grande do Norte, também conhecidos como Protomártires do Brasil. No dia 11 de fevereiro, os Símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) serão levados à Basílica dos Mártires, no bairro de Nazaré, e, em seguida para São Gonçalo do Amarante, onde fica a Comunidade do Uruaçu, um dos locais do martírio. Lá, no Monumento dos Mártires, haverá uma caminhada luminosa e uma vigília dos jovens.
No dia 16 de julho de 1645, cerca de 70 fiéis estavam reunidos na capela de Nossa Senhora das Candeias, perto do Engenho de Cunhaú (a 65 quilômetros de Natal) para a missa. Quando o padre André de Soreval ergueu o Corpo de Cristo para adoração, as portas da igreja foram fechadas e começou um massacre que terminou com todos os fiéis mortos. O ataque, levado a cabo por uma tropa formada por holandeses calvinistas e por índios das etnias tapuia e potiguar, foi comandado por um alemão chamado Jacó Rabe, que estava a serviço dos holandeses, que, na época, dominavam o Nordeste brasileiro.
Meses depois, em 3 de outubro, novo massacre aconteceu. Desta vez o cenário foi o Engenho do Uruaçu, para onde foram levados cerca de 80 católicos aprisionados na Fortaleza dos Reis Magos, em Natal, e em Potengi. Lá, comandados novamente por Jacó Rabe, duas centenas e índios canibais e alguns soldados holandeses se lançaram sobre os fiéis e os mataram com requintes de crueldade. Um deles, Mateus Moreira, teve o coração arrancado pelas costas enquanto exclamava: "Louvado Seja o Santíssimo Sacramento".
Das cerca de 150 vítimas dos dois episódios, 30 foram identificados - dois padres e 28 leigos. Em 5 de março de 2000, o papa João Paulo II beatificou os 30 mártires, que morreram em razão de sua fé católica. Na ocasião, o Santo Padre lembrou a evangelização do Brasil. “Hoje, uma vez mais, ressoam aquelas palavras de Cristo, evocadas no Evangelho: ‘Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma’ (Mt 10, 28). O sangue de católicos indefesos, muitos deles anônimos crianças, velhos e famílias inteiras servirá de estímulo para fortalecer a fé das novas gerações de brasileiros, lembrando sobretudo o valor da família como autêntica e insubstituível formadora da fé e geradora de valores morais”, disse o papa João Paulo II na missa de beatificação.
O Postulador da Causa de beatificação desses Mártires, Monsenhor Francisco de Assis Pereira (falecido em 2011), disse, pouco antes da beatificação, que "a memória dos servos de Deus sacrificados em Cunhaú e Uruaçu, em 1645, permaneceu viva na alma do povo potiguar, que os venera como autênticos defensores da fé católica".
Shows
Um grande show com mais de 20 artistas católicos vai marcar o começo da peregrinação dos Símbolos da JMJ em Natal. No dia 10 de fevereiro, na Arena Bote Fé, situada na Praia do Forte, vão se apresentar: Padre Zezinho, Padre Fábio de Melo, Padre Reginaldo Manzotti, Padre Antônio Maria, Cantores de Deus, Banda Rosa de Saron, Banda Dominus, entre outros.
O show é organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da CNBB, pela arquidiocese de Natal e pela Sony Music. O ingresso promocional para o show, no valor de R$ 25,00, pode ser adquirido na Central Bote Fé, localizada no piso superior do Natal Shopping, diariamente, das 10 às 21 horas; ou na Catedral Metropolitana, de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas. Moradores de outras cidades que desejarem adquirir o ingresso podem entrar em contato pelo telefone (84) 3615-2800.
Depois do Bote Fé, os jovens farão vigília no mesmo local e, a partir das 4h da madrugada do sábado, dia 11, iniciarão a peregrinação por vários pontos da capital potiguar, começando com missa na Catedral de Natal, às 6h, e prosseguindo até o Monumento dos Mártires, em Uruaçu, onde haverá nova vigília. A peregrinação continua no domingo, dia 12, até o meio-dia, quando a Cruz e o Ícone serão enviados para a Diocese de Caicó.