Diocese de Afogados da Ingazeira debate desmatamento e exploração de recursos naturais no Pajeú

Seminário, com o título "A Caatinga, Guardiã da Água", ocorreu dentro da 13ª Semeia (Semana do Meio Ambiente).

Diocese de Salgueiro inicia preparativos para Assembleia Diocesana de Pastoral

Preparativos têm início com Assembleia na Área Pastoral São Marcos.

Na solenidade de Corpus Christi, dom Fernando Saburido convida fiéis a serem “Eucaristia” para o próximo

Celebração foi realizada na quinta-feira, 04, na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo – Sé de Olinda/PE.

Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, recebe alta médica

Dom Antônio foi internado para cirurgia cardíaca realizada dia 20 de maio.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Unidade, Liberdade, Caridade - Dom Genival Saraiva

A convocação do Concílio Vaticano II, pelo Papa João XXIII, e o início das atividades conciliares representaram, sem dúvida, um marco divisor da história da Igreja. Por séculos, ela se regia pela doutrina e pela disciplina do Concílio de Trento (1545-1563). O Concílio Vaticano I, não obstante o curto período de sua duração (8 de Dezembro de 1869 a 18 de Dezembro de 1870), é considerado o “acontecimento de maior relevo na História da Igreja do século XIX”, dado que definiu verdades doutrinárias de relevância eclesial, por serem dogmáticas, como “primado e infalibilidade do Papa”. É importante saber que o magistério do Papa se reveste desse status, nas seguintes condições: “1. É necessário que ele fale ‘ex-cathedra’, isto é, de maneira decisiva, como Pastor e Mestre dos cristãos, e não apenas de modo particular. Ele não é obrigado a consultar algum Concílio e ninguém, embora possa fazê-lo, e quase sempre o faz. 2. A matéria a ser definida se refira apenas à fé e à moral; isto é, se relacione com a crença e o comportamento dos cristãos. 3. Que o Sumo Pontífice queira proferir uma sentença definitória e definitiva, irrevogável, imutável, sobre o assunto em questão.”

João XXIII, no curto e rico tempo de seu pastoreio, denominado “primavera da igreja”, trouxe a realidade do mundo para o coração da Igreja, abriu as portas da Igreja para o mundo, suscitou iniciativas e adotou providências, visando a relação e a convivência entre Igrejas e Religiões. Nesse sentido, escreveu na Encíclica “Ad Petri Cathedram”, de 29 de junho de 1959: “Mas é preciso manter também a norma comum que, expressa com palavras diversas, se atribui a diferentes autores: nas coisas necessárias, unidade; nas duvidosas, liberdade; em todas, caridade.” O Papa assumiu em seu magistério petrino e em sua prática pastoral essa verdade, com toda significação que tem: “Haja unidade nas coisas essenciais, liberdade nas coisas acidentais, e caridade em todas as coisas”.

Para o magistério da Igreja, as “coisas essenciais” dizem respeito ao campo da fé e da moral; por conseguinte, aqui deve haver unidade na Igreja Católica. Os “dogmas de fé” são verdades que estão entre essas “coisas essenciais”; por estarem no campo moral, a clonagem humana, a utilização de células tronco embrionárias e a prática do aborto são realidades rejeitadas pela fé católica; portanto, essa matéria, incluída nas “coisas essenciais”, está no campo da unidade .

O fenômeno da convivência e do relacionamento, no mundo eclesial e em qualquer âmbito da vida social, se estabelece melhor quando se pauta no princípio da “liberdade nas coisas acidentais”. Assim, num processo de “Evangelização Inculturada”, é absolutamente pertinente o esforço da Igreja de anunciar a Boa Nova, levando em consideração o perfil de uma sociedade urbana, rural, industrial, midiática, pluralista e, em razão desse dado, assumir uma prática pastoral que contemple a “liberdade nas coisas acidentais”. Dessa forma, o mistério da fé fica preservado na liturgia quando, numa determinada sociedade, são adotados símbolos e gestos que têm uma linguagem eloquente em sua cultura. 

A sabedoria da Igreja ensina que, em qualquer contexto, situação, tempo e lugar, a convivência entre as pessoas deve ter a caridade como referência norteadora, seguindo o ensinamento de São Paulo, de incomparável riqueza e beleza, no seu “Hino à caridade”. (cf 1Cor 13, 1-7) Da mesma forma, na Igreja, deve haver “caridade em todas as coisas”, essenciais ou acidentais, porque, segundo São Paulo, ela “jamais acaba.” (1Cor 13,8).

Dom Genival Saraiva de França é Bispo da Diocese de Palmares - PE; Presidente da Conferência Nacional de Bispos Regional Nordeste 2 (CNBB NE2), Responsável pela Comissão Regional de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; Diretor presidente do Conselho de Orientação do Ensino Religioso do Estado de Pernambuco (CONOERPE); Membro efetivo do Conselho Econômico da CNBB NE2.

Diocese de Guarabira sediará Assembleia do Regional NE2 de Pastoral Familiar


Nos dias 04, 05 e 06 de novembro de 2011, a Diocese de Guarabira sediará a Assembleia do Regional Nordeste II de Pastoral Familiar, que será realizada do SESC, no Bairro São José, em Guarabira, e terá como tema: "Jesus, o jeito novo de ser" e Lema: "Nas pegadas de Jesus, somos família em missão".

A Pastoral Familiar da Diocese de Guarabira, convida representantes de Pastorais, Serviços e movimentos para participarem dessa importante Assembleia, que reunirá agentes da Pastoral Familiar e diretores eclesiásticos de todas as Dioceses dos quatro Estados que compõem o Regional Nordeste II da CNBB.

Fonte: Pascom da Diocese de Guarabira.

Regional Nordeste 2 realiza Seminário de Formação para a CF-2012


O Seminário de Formação da Campanha da Fraternidade 2012 da CNBB Regional NE2 teve como objetivo conhecer e aprofundar o texto-base com o tema: “Fraternidade e Saúde Pública” e o Lema: “Que a saúde se difunda sobre a terra!” (Eclo 38,8), realizado na cidade de João Pessoa (PB), nos dias 14 e 15 de outubro de 2011, tendo como assessor o Pe. José Adalberto Vanzella. 

A formação reuniu os membros da Equipe de Campanhas do Regional, representantes das Dioceses, profissionais de saúde, membros da pastoral da saúde, crianças e Idosos, padres, diáconos e leigos. Participaram 56 pessoas. O evento refletiu sobre a saúde pública no âmbito do Regional, o fortalecimento das equipes de animação das Campanhas nas Dioceses, e o lançamento da CF-2012 a nível Regional NE2 será João Pessoa (PB), no dia 25 de fevereiro de 2012, com a presença de todos os Bispos do Regional e representantes das 21 Dioceses.

“A Campanha da Fraternidade de 2012 sensibilizará todos os segmentos da sociedade sobre a difícil realidade das pessoas no acesso à assistência de Saúde. Em meio à desigualdade social é possível ter um sistema de saúde que funcione, e fazer valer o direito básico à saúde de todos e todas sem discriminação. Nunca esquecer da verdadeira condição samaritana, disse Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, Bispo referencial para as Campanhas no Regional NE2.

Fonte: Pascom da Diocese de Guarabira

I Aniversário da Diocese de Salgueiro reúne fiéis de 15 municípios


A Diocese de Salgueiro, composta por Salgueiro, Araripina, Bodocó, Cabrobó, Cedro, Exu, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Parnamirim, Granito, Serrita, Terra Nova, Trindade e Verdejante, celebrou no domingo (16), seu primeiro aniversário. A Programação do aniversário da Diocese ocorreu em dois momentos: pela manhã, no Ginásio Poliesportivo de Salgueiro, comemorou-se o Dia Nacional da Juventude – DNJ, onde foi celebrada, às nove horas, Solene Missa, presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Frei Magnus Henrique Lopes,OFMCap.,  co-celebrada pelo Bispo Emérito de  Petrolina, Dom Frei Paulo Cardoso da Silva, OC, pelo Pe. Zezinho,SCJ e por todo o clero Diocesano de Salgueiro. 

Antes do início da celebração eucarística, com a leitura do Decreto, proferida pelo Pe. José Nilton Pereira Matias, Chanceler da Diocese, foi dada Abertura ao Ano Vocacional da Diocese de Salgueiro, que se encerrará em 14 de outubro de 2012. Em sua homilia, o Pe. Zezinho,SCJ, refletiu sobre o tema vocação. Consagrado cantor, compositor, autor, apresentador e orador, o Pe. Zezinho envolveu a platéia com sua voz terna e firme, sua profunda espiritualidade e incontestável sabedoria. O ‘chamado’ a que se refere a palavra vocação “é para fazer o outro feliz”, afirmou e, prosseguindo em sua reflexão convidou a juventude a imitar o pensamento de Jesus: amar com Jesus amou, sonhar, cantar, viver, como Jesus. Católico tem que pensar. Católico vocacionado é uma cabeça grande tentando entender o mundo. Vocês precisam estudar, pensar, refletir, para que sejam capazes de construir um futuro melhor : “que pensamento, que valores darão  ao País para que ele continue sendo cada dia mais uma democracia? Tudo isso, se faz e se aprende na missa também”, disse o padre.

Encerrada a Missa,  o Pe. Zezinho,SCJ, proferiu uma palestra para cerca de quatro mil fiéis de todas as idades ali presentes, acerca dos valores da Igreja, da Família, do futuro do País. Houve ainda, apresentações de artistas locais e dos jovens que compunham as dezenas de caravanas das paróquias que compõem a Diocese. Estima-se que cerca de dois mil jovens participaram do DNJ.

O Arrastão da Juventude, ás quinze horas, encerrou o DNJ e deu início à programação das comemorações do I Aniversário da Diocese. Aproximadamente quatro mil pessoas seguiram o Trio Elétrico Cignus, entoando canções católicas, louvando e agradecendo a Deus a graça de sermos hoje, uma Diocese, enquanto dirigiam-se à Estação do Forró, onde foram recepcionados pela Banda da Comunidade Católica Boa Nova, de Recife. O público cantou e saiu do chão com Hamilton, Mônica e demais integrantes da Boa Nova. Em seguida, o forrozeiro, Danilo Pernambucano, filho de Salgueiro, prestigiou a festa, com uma bela apresentação. Era o aquecimento para a entrada, do grande show da noite: Pe. Zezinho,SCJ e Banda. 

Show musical

O público cantou junto ao Padre Zezinho no show que marcou o primeiro aniversário da Diocese de Salgueiro, em grande palco na Estação Ferroviária. Entre as canções, fizeram parte do repertório da noite: Um certo Galileu, Utopia, Vocação e Um dia uma criança me parou.

Em meio à comemoração, o anfitrião da noite, Dom Magnus Lopes, agradeceu a todos que participaram da comemoração e lembrando os 20 anos de impunidade do assassinato do Padre José Maria Prada, em Salgueiro, pediu ao Pe. Zezinho que, 
homenageasse a memória do mártir do Matrimônio, cantando “mataram mais um irmão”. O público, emocionado, em coro acompanhou a canção. 

Padre Zezinho despediu-se, agradecendo a calorosa acolhida e parabenizando Dom Magnus, pela Diocese e pelo povo a ele confiado, e uma das suas canções  mais populares, Oração pela Família.

Fonte: Pascom da Diocese de Salgueiro