Diocese de Afogados da Ingazeira debate desmatamento e exploração de recursos naturais no Pajeú

Seminário, com o título "A Caatinga, Guardiã da Água", ocorreu dentro da 13ª Semeia (Semana do Meio Ambiente).

Diocese de Salgueiro inicia preparativos para Assembleia Diocesana de Pastoral

Preparativos têm início com Assembleia na Área Pastoral São Marcos.

Na solenidade de Corpus Christi, dom Fernando Saburido convida fiéis a serem “Eucaristia” para o próximo

Celebração foi realizada na quinta-feira, 04, na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo – Sé de Olinda/PE.

Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, recebe alta médica

Dom Antônio foi internado para cirurgia cardíaca realizada dia 20 de maio.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Festa da Imaculada - Dom Genival Saraiva

A Igreja Católica celebra a Imaculada Conceição de Maria. Para os católicos, essa verdade foi proclamada como Dogma de fé pelo Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1854. Convém compreendê-la nas palavras da Bula papal Ineffabilis Deus: “A doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus, e por isto deve ser crida firme e inviolavelmente por todos os fiéis.” À proclamação desse dogma, segue-se uma palavra de advertência do Papa a quem o negar: “Portanto, se alguém (que Deus não permita!) deliberadamente entende de pensar diversamente de quanto por Nós foi definido, conheça e saiba que está condenado pelo seu próprio juízo, que naufragou na fé, que se separou da unidade da Igreja, e que, além disso, incorreu por si, ‘ipso facto’, nas penas estabelecidas pelas leis contra aquele que ousa manifestar oralmente ou por escrito, ou de qualquer outro modo externo, os erros que pensa no seu coração. (...) Ninguém, portanto, se permita infringir este texto da Nossa declaração, proclamação e definição, nem contrariá-lo e contravir-lhe. E, se alguém tivesse a ousadia de tentá-lo, saiba que incorre na indignação de Deus onipotente e dos bem-aventurados Pedro e Paulo, seus apóstolos.” Por isso, a piedade popular que, na tradição católica, sempre exprimiu sua fé nessa verdade, manifesta-a na forma mais simples e mais profunda de sua invocação: “Ó Maria, concebida sem pecado original, rogai por nós que recorremos a vós.”

Um dogma de fé, em princípio e de fato, não é uma verdade de compreensão simples porque a natureza do seu conteúdo não é objeto de investigação da razão; porém, mesmo não alcançando a sua compreensão, a razão humana nunca vai encontrar contradição no seu conteúdo. “Esta verdade de fé não é fácil de entender! No entanto, é símbolo do amor supremo de Deus que deseja fazer ‘amizade’ com o homem. Após o pecado, de fato, Deus prometeu colocar inimizade entre a mulher e o mal (representado pela serpente), e os seus descendentes. Com a vinda de Cristo essa promessa se realizou. A Mãe do Messias não poderia nunca ter sido a amiga da serpente. E para a missão de mãe do Salvador, Deus lhe concedeu uma graça antecipada em vista de toda a obra de Cristo salvador e redentor que graças ao sim de Maria estava prestes a acontecer. (...) Assim, a celebração deste dogma, como todos os dogmas marianos, quer exaltar primeiramente a Cristo. É útil para melhor compreender o verdadeiro caráter da obra de nossa redenção: a universalidade e a potência mediadora de Cristo.”

Nos dogmas da Conceição Imaculada de Maria, da sua Virgindade, da sua Maternidade divina e da sua Assunção sobressaem, antes de tudo, o poder e o amor de Deus, mas, ao mesmo tempo, evidenciam-se as virtudes com as quais Deus a distinguiu, na sua condição de Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e Esposa do Espírito Santo, como rezam os fiéis católicos. O beato João Paulo II, no seu rico magistério mariano, que é uma transparência de sua devoção filial, ensinou: “As virtudes dela estão em consonância com a concepção de Jesus, com a sua responsabilidade para fazer crescer em ‘santidade e graça’ aquela criança, com seu caminho de fé que progredia no seguimento de Cristo, até o momento da cruz e a alegria da ressurreição. Maria é a mulher rica de virtudes, porque é plenamente ‘mulher’, ou seja, é aquela que viveu plenamente a vida humana.”

A cada ano, a celebração da Imaculada Conceição é um tempo de graça, alegria e festa para os fiéis católicos.

Dom Genival Saraiva de França é Bispo da Diocese de Palmares - PE; Presidente da Conferência Nacional de Bispos Regional Nordeste 2 (CNBB NE2), Responsável pela Comissão Regional de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; Diretor presidente do Conselho de Orientação do Ensino Religioso do Estado de Pernambuco (CONOERPE); Membro efetivo do Conselho Econômico da CNBB NE2.

Diocese de Caicó realiza Assembleia de Pastoral



Nos dias 18 a 19 a diocese de Caicó(RN) realizou sua Assembleia Diocesana que discutiu o tema “Está e a graça e a vocação da igreja: Ela existe para Evangelizar. Bento XVI que definiu as linhas de ação pastoral para o período 2011 a 2015. Após a oração inicial as palavras de abertura do Bispo Diocesano Dom Delson ressaltou “que a Assembleia é um momento especial de unidade e comunhão, momento de escuta da palavra de Deus e juntos em clima  de oração procuramos meios para a ação pastoral, queremos assumir as linhas principais para o plano de pastoral para os próximos anos, levando-se em conta as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, com base na pesquisa feita em 2011 sobre a situação da Igreja de Jesus Cristo no Seridó”. Conclui refletindo a luz do documento de Aparecida.

Em seguida o Pe. Amaurilo apresentou as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora ( DGAE 2011-2015), enfocando dentre outras temáticas as cinco  urgências apontadas no documento: 1)Igreja em estado permanente de missão; 2)Igreja: casa da iniciação cristã; 3)Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral; 4) Igreja: comunidade de comunidades; 5)Igreja a serviço da vida plena para todos. 

Através das cinco urgências, a Diocese em comunhão com a Igreja do Brasil caminhará na mesma direção. Em seguida Arlúcio apresentou os dados consolidados da pesquisa realizada na Diocese, fazendo algumas reflexões sobre os dados levantados, seguido de um Trabalho em Grupo por zonal para elaboração de um Plano de Ação, com olhar no Diagnóstico e nas Diretrizes Gerais da Igreja no Brasil. O primeiro dia teve o encerramento com a Santa Missa.

A manhã do sábado, após a oração inicial foi realizada a plenária com apresentação dos Planos de Ação por zonais que após apreciação da assembléia ficou assim definido como prioridades para o Plano de Pastoral 2011 a 2015: 

ANO – 2012
TEMA: Ano Diocesano da Fé c
METAS: Família; Iniciação Cristã; Dízimo; Formação Bíblico - Doutrinal 
ÂMBITO: PESSOA

ANO - 2013
TEMA: Ano da Juventude
METAS: Infância-Adolescência e Juventude -  Primeira Eucaristia e Crisma) 
ÂMBITO: COMUNIDADE

ANO - 2014
TEMA: Pastoral Urbana
METAS: Comunicação, Universidade, Territoriedade das Paróquias
ÂMBITO: SOCIEDADE

Os planejamentos das ações na assembléia permearam as Diretrizes para que as urgências se concretizem em cada um dos específicos contextos, levando-se em consideração os dados consolidados do questionário após pesquisa realizada em 2011 na Diocese.  Ficam, assim, respeitadas duas características indispensáveis da Igreja: a unidade e a diversidade.  

Ainda foi atualizada as comissões diocesanas e o Calendário Diocesano 2012. A assembleia definiu como  prioridade para 2012 o Ano Diocesano da Fé  e metas  Família, Iniciação Cristã, Dízimo e Formação Bíblico Doutrinal . 

Que a Trindade Santa, a comunidade perfeita, seja nossa inspiração e força, para que nos empenhemos, a exemplo da Mãe de Jesus, com fidelidade e perseverança, na realização dos propósitos definidos e assumidos pelo Povo de Deus em Assembleia.

Fonte: Lucinete Araújo –  Pascom - Diocese de Caicó

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Vindas de Cristo - Dom Genival Saraiva

No início e no término do Ano Litúrgico, em sua sabedoria materna, a Igreja coloca na oração dos fiéis a reflexão sobre a questão da finitude das realidades temporais e da pessoa humana, em face das “coisas futuras” (Escatologia). As coisas criadas, embora finitas e tendo o mesmo Deus como seu criador, não têm a mesma destinação. Com efeito, há coisas que simplesmente passaram, passam ou hão de passar, mesmo consideradas estupendas, em sua grandeza, como a imensidão dos mares, em sua harmonia, como o sistema interplanetário, em sua história, como milenares obras arquitônicas. As coisas materiais passam com o desgaste natural ou pela destruição provocada pelas mais variadas causas.

Há criaturas, perfeitas na sua ordem, por serem dotadas de um “princípio vital”, expressão usual na psicologia escolástica para se referir à alma, que não subsistem, não sobrevivem, ao dar-se o fenômeno da morte, como ocorre no “reino animal”. Entre as criaturas, uma não se esgota no espaço e no tempo: a pessoa humana que não passa, apesar de sua finitude. Eis o grande diferencial na criação: o ser humano. Apenas concebido, como embrião, é mais importante do que o “urso polar em extinção”, no Alaska, de “tartarugas de esporas africanas (...) em risco de extinção” ou de mico-leão-dourado, “em risco de extinção”, no Brasil. Concebido com anencefalia, o embrião, em vista de seu desenvolvimento e nascimento, tem direito a mais cuidados, por parte da família e dos profissionais da saúde, do que aquele dispensado por ambientalistas e biólogos à desova de tartarugas: “uma tartaruga gigante foi flagrada em processo de desova na praia da Pedra do Sal”, no Piauí.

O mundo criado tem uma importância inquestionável, precisamente, porque “vem das mãos de Deus”; por isso, Santo Tomás de Aquino, em “sua obra põe os fundamentos sólidos de uma teologia das realidades terrestres, em respeito aos valores humanos”. Na interação harmoniosa que estabeleceu no paraíso, conforme o ensinamento do Gênesis, Deus colocou o ser humano num estado de supremacia, em relação às demais criaturas, distinguindo-o com muitos dons: a graça santificante, a imortalidade, a ausência de sofrimento, o conhecimento de sua condição e responsabilidade. O pecado original, porém, trouxe consequências para o homem e para o mundo: a perda da graça santificante, tensão no relacionamento entre o homem e mulher, hereditariedade do pecado original, luta pela subsistência, com o “suor do rosto”, rompimento da harmonia com a criação.

A primeira vinda de Cristo ao mundo, como Redentor, cujo mistério a Igreja celebra nesse tempo de Advento, deu-se em razão do pecado original. Como ensina a doutrina católica, a humanização de Cristo o assemelha ao homem, em tudo, à exceção do pecado: “De fato, não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, sem todavia pecar.” (Hb 4,15)

A segunda vinda de Cristo será para “julgar os vivos e os mortos”, dada a sua vocação de eternidade, a condição de imortalidade e a graça da ressurreição, como reza a Igreja na oração do “Creio”. A vida eterna é a mais profunda experiência de comunhão da pessoa humana com Deus. “Que prazer estar ali, no reino celeste, sem medo da morte, tendo a vida para sempre! Que imensa e inesgotável felicidade”. (São Cipriano, bispo e mártir, séc. III). Esse é o Natal da eternidade que a humanidade espera!

Dom Genival Saraiva de França é Bispo da Diocese de Palmares - PE; Presidente da Conferência Nacional de Bispos Regional Nordeste 2 (CNBB NE2), Responsável pela Comissão Regional de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; Diretor presidente do Conselho de Orientação do Ensino Religioso do Estado de Pernambuco (CONOERPE); Membro efetivo do Conselho Econômico da CNBB NE2.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Dom Genival Saraiva entrega carta ao governador do estado de Pernambuco

Confira abaixo a carta entregue por Dom Genival Saraiva de França, Presidente da CNBB Regional Nordeste 2 e Bispo da Diocese de Palmares-PE, ao governador do estado de Pernambuco, Eduardo Campos, por ocasião da reunião do Conselho de Desenvolvimento Social e Econômico de Pernambuco (CEDES), no dia 29 de novembro.




Recife, 29 de novembro de 2011



Senhor Governador Eduardo Campos,

            Reconhecidamente, o Estado de Pernambuco vive um momento especial, no contexto nordestino e nacional, no tocante a políticas públicas e iniciativas do mundo empresarial, voltadas para o desenvolvimento social e econômico. De imediato, salta aos olhos a efervescência da construção civil, notadamente, no Complexo ou no entorno do Suape, com grandes obras, executadas e em andamento. Sem dúvida, está sendo traçado um novo perfil do Estado de Pernambuco que vai se incorporar à história de sua economia.

            Não é por casualidade, é por sua causalidade que o desenvolvimento social e econômico é mais visível, se faz mais pujante em determinados centros, via de regra, nos grandes centros políticos, administrativos e empresariais. Em Pernambuco, a situação não é diferente e vários fatores favorecem e contribuem para o desenvolvimento de alguns de seus polos, segundo a vocação de sua economia. No caso da Região Metropolitana do Recife, a proximidade dos centros universitários, tecnológicos, industriais, comerciais e a geografia portuária, por certo, foram fatores determinantes para a instalação do Complexo do Suape. Como se sabe, o desenvolvimento social tende a ser concentrado nos polos econômicos e dele usufruem indivíduos e grupos, de conformidade com seu talento pessoal, sua origem familiar, sua história política e, em alguns casos, sua ficha partidária.

Uma causa em discussão no Congresso Nacional, atualmente, e também constante na agenda do Governo Federal e dos Governos estaduais, visando a distribuição de Royalties do petróleo, “de forma igualitária entre todos os Estados e municípios do país”, é uma medida de justiça social que, pouco a pouco, vai contribuir para a redução da desigualdade social no Brasil. O Senhor é um dos baluartes dessa causa, Governador. Sabemos que o seu olhar de governante contempla Pernambuco como um todo e seu olhar socialista leva em consideração a situação de áreas mais necessitadas do Estado e de segmentos desvantajados da população. Há alguns anos, citava-se Manari como um dessas áreas desvantajadas: “Manari, no sertão de Pernambuco, assusta pelos números. Segundo a classificação do PNUD, o município tem o menor IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) do Brasil. A renda per capita média de R$ 30,43 mensais só não é inferior, entre 5.507 municípios do país, à da recordista Centro do Guilherme, no Maranhão, com R$ 28,38.” Confesso que não tenho dados atualizados sobre a situação de Manari, mas presumo que não deve ter havido uma mudança substancial em seu perfil. Não sei se há “Manaris” no Agreste. Conheço “Manaris” na Mata Sul que subsistem com a aposentadoria das pessoas idosas e com os contratos temporários nas Prefeituras, opção predominante de seus Prefeitos, em lugar dos empregos estáveis, assegurados pelo Concurso Público.

Como cidadão pernambucano, por uma cidadania adquirida por Título da Assembleia Legislativa, como Bispo de Palmares e como membro do CEDES, permita-me, Senhor Governador, levantar, formalmente, um problema porque, a meu ver, esse é o melhor espaço, dada a natureza deste Colegiado. Este é o problema: de que forma os rendimentos econômicos, gerados no Complexo do Suape e em outras áreas do Litoral, onde estão se localizando grandes conglomerados, podem se tornar benefícios sociais para os segmentos desvantajados e áreas necessitadas de Pernambuco? “Mutatis mutandis” (“Mudadas as coisas que devem ser mudadas”), uma política pública de seu Governo, no sentido de estender os benefícios financeiros do Complexo do Suape a populações e áreas em desvantagem social e econômica, no Estado de Pernambuco, se assemelharia à política da extensão dos Royalties aos Estados e Municípios do Brasil. Sua visão e decisão de estadista, seu qualificado quadro de auxiliares, a contribuição de membros da sociedade civil, como este Colegiado, e a participação institucional do Poder Legislativo encontrarão os mecanismos para implementação dessa política de justiça social, embasada numa pertinente legislação fiscal e tributária, que assegure aos mais necessitados os direitos fundamentais da cidadania. No meu ponto de vista, se não forem adotadas políticas públicas, na linha da justiça social, seguramente, o presente e o futuro registrarão uma acentuada desigualdade social da população que se encontra na Região Metropolitana e em outras áreas do Estado.

Graças à democrática e sadia alternância de personagens à frente do Poder Executivo, o tempo constitucional de Governo tem data para começar e terminar. Positiva ou negativamente, ficam marcadas as intervenções de governantes, pela continuidade ou pelo abandono de determinadas políticas públicas. Em Pernambuco, a concepção e a continuidade das obras do Complexo do Suape é um exemplo de maturidade administrativa, em Governos sucessivos, entre os quais está o seu, Governador Eduardo Campos. Com certeza, a adoção de uma política de socialização dos benefícios desse Complexo industrial e comercial da Região Metropolitana e de seu entorno tem um grande alcance social, ao invés de se converter num fator a mais de concentração de renda. Sem dúvida, se adotada, antes de terminar o seu segundo mandato, essa política de Governo se tornaria uma das marcas de sua administração, por assegurar a sua continuidade, em favor da população de Pernambuco.

Os latinos, em sua sabedoria e com sua conhecida capacidade de síntese, diziam: “Verba volant, scripta manent” (“As palavras voam, os escritos permanecem”). Por isso, Senhor Governador, passo às suas mãos esse escrito que expressa o que penso e o que esperam de seu Governo segmentos da população e áreas de Pernambuco que estão em desvantagem social.



Dom Genival Saraiva de França
Bispo de Palmares
Presidente do Regional Nordeste 2 da CNBB
Membro do CEDES