Diocese de Afogados da Ingazeira debate desmatamento e exploração de recursos naturais no Pajeú

Seminário, com o título "A Caatinga, Guardiã da Água", ocorreu dentro da 13ª Semeia (Semana do Meio Ambiente).

Diocese de Salgueiro inicia preparativos para Assembleia Diocesana de Pastoral

Preparativos têm início com Assembleia na Área Pastoral São Marcos.

Na solenidade de Corpus Christi, dom Fernando Saburido convida fiéis a serem “Eucaristia” para o próximo

Celebração foi realizada na quinta-feira, 04, na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo – Sé de Olinda/PE.

Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, recebe alta médica

Dom Antônio foi internado para cirurgia cardíaca realizada dia 20 de maio.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dalila e pecados do poder - Dom Genival Saraiva

“Sansão enamorou-se de uma mulher que habitava no vale de Sorec, cujo nome era Dalila. Então os chefes filisteus foram procurá-la e disseram-lhe: ‘Seduze Sansão e descobre donde lhe vem essa força enorme, e como poderíamos vencê-lo e subjugá-lo. Se fizeres isso, te daremos, cada um de nós, mil e cem moedas de prata’. Dalila perguntou então a Sansão: ‘Dize-me, eu te rogo, donde vem a tua força enorme? Com que deveriam amarrar-te para ficares subjugado?’ Respondeu-lhe Sansão: ‘Se me amarrassem com sete cordas de arco, novas e ainda não curtidas, ficaria fraco e seria como qualquer outro homem’. Os chefes filisteus levaram a Dalila sete cordas de arco, novas e ainda não curtidas, com as quais ela o amarrou, enquanto alguns homens se emboscaram no quarto. Dalila gritou: ‘Sansão, os filisteus!’ Mas ele despedaçou as cordas como se despedaça um fio de estopa chamuscada pelo fogo, e o segredo de sua força ficou desconhecido. Dalila disse a Sansão: ‘Zombaste comigo, contando-me mentiras. Conta-me agora, por favor, com que te deveriam amarrar. Ele respondeu: ‘Se eu for amarrado com cordas grossas, novas e ainda não usadas, ficarei fraco e serei como qualquer outro homem’. Dalila tomou cordas grossas novas, amarrou-o com elas e, na presença dos homens emboscados no quarto, gritou: ‘Sansão, os filisteus!’ Mas ele despedaçou as cordas de seus braços como se fossem fios. Dalila disse a Sansão: ‘Até agora zombaste comigo e me contaste mentiras. Conta-me como deveriam amarrar-te!’ Sansão respondeu: ‘Se teceres as sete tranças de minha cabeleira com a urdidura de um tear e as fixares com um pino, ficarei fraco e serei como qualquer outro homem”. Ela o fez dormir, teceu as sete tranças de sua cabeleira com a urdidura, fixou-as com um pino e gritou:

‘Sansão, os filisteus!’ Despertando do sono ele arrancou o pino do tear e a urdidura. Então ela lhe disse: ‘Como podes dizer que me amas, se não confias em mim? Três vezes já me enganaste, não me revelando de onde vem tua enorme força’. Como ela o importunasse e insistisse todos os dias com suas lamúrias, ele caiu num desespero mortal e acabou revelando-lhe todo o segredo: ‘A navalha’, disse, ‘jamais passou sobre minha cabeça, porque sou consagrado a Deus desde o ventre de minha mãe. Se raparem minha cabeça, minha força me abandonará e eu ficarei fraco, igual a qualquer outro homem’. Percebendo que ele lhe havia contado todo o seu segredo, Dalila mandou chamar os chefes dos filisteus: ‘Vinde todos aqui, porque desta vez Sansão me contou todo o seu segredo’. Eles acorreram, trazendo o dinheiro que haviam prometido. Dalila fez Sansão adormecer no colo e chamou um homem, que cortou as sete tranças de Sansão. Este foi enfraquecendo e de repente sua força o abandonou. Então Dalila gritou: ‘Sansão, os filisteus!’ Despertando do sono, ele pensou: ‘Sairei desta como das outras vezes e me livrarei’. Mas ele não sabia que o Senhor o havia abandonado. Os filisteus agarraram-no e em seguida furaram-lhe os olhos. Depois, levaram-no a Gaza, preso com duas correntes de bronze, e o puseram na prisão, a girar a mó do moinho.’ (Jz 16, 4-20)”

No Antigo Testamento, a participação de mulheres, na sua relação com homens que têm poder político, revela a consciência de pertença ou não ao povo hebreu. Ester e Dalila são dois exemplos. Ester é escolhida para ser mulher do Rei Assuero: “Procura-se outra rainha entre as mais belas jovens de todas as províncias do Império, sendo escolhida a hebreia Hadassa, sobrinha de Mardoqueu. Hadassa recebe o nome persa de Ester.” Perante o Rei, Ester defende o povo hebreu de acusações que o levariam à morte. (cf. Est 7,1-10) Dalila: ao trair Sansão, traiu o seu povo. “Sua residência em Sorec permitiria não considerá-la nem hebreia nem filisteia, mas a narrativa leva a pensar que tenha sido hebreia.” Dalila não tinha poder político, mas tinha poder de sedução; os filisteus, por sua vez, tinham poder político e financeiro e, assim, praticam o crime do suborno.

É muito comum a prática do suborno, de parte de pessoas que têm poder político e econômico, enquanto buscam, de forma inescrupulosa, a concretização de seus intentos que, via de regra, envolvem dinheiro e posição social. Esse problema, cada vez mais acentuado na administração pública, tornou-se um vício na vida de funcionários de carreira e de burocratas de ocasião. O suborno sempre fere a ética e atinge a justiça. Fere a ética porque manipula pessoas, normalmente, em situações de fragilidade e necessidade e, assim, as induz ao mal. O suborno fere a justiça porque sempre causa um prejuízo social. O suborno fere a justiça porque sempre causa um prejuízo social. A população brasileira conhece muito bem esse problema, através de denúncias da mídia, de relatórios de orgãos públicos de fiscalização e controle e de instituições da sociedade civil.




Dom Genival Saraiva de França é Bispo da Diocese de Palmares - PE; Presidente da Conferência Nacional de Bispos Regional Nordeste 2 (CNBB NE2), Responsável pela Comissão Regional de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; Diretor presidente do Conselho de Orientação do Ensino Religioso do Estado de Pernambuco (CONOERPE); Membro efetivo do Conselho Econômico da CNBB NE2.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Acab e pecados do poder - Dom Genival Saraiva

“Depois disso aconteceu o seguinte: Nabot, o jezraelita, possuía em Jezrael uma vinha ao lado do palácio de Acab, rei de Samaria. Acab falou a Nabot: ‘Cede-me tua vinha, para que eu a transformenuma horta, pois fica perto da minha casa. Em troca eu te darei uma vinha melhor, ou, se preferires, pagarei seu valor em dinheiro’. Mas Nabot respondeu a Acab: ‘O Senhor me livre de te ceder a herança de meus pais’. Acab voltou para casa aborrecido e irritado por causa da resposta de Nabot de Jezrael: ‘Não te cederei a herança de meus pais’. Deitou-se na cama, com o rosto para a parede, e não quis comer. Sua mulher Jezabel aproximou-se dele e disse-lhe: ‘Por que estás triste e não queres comer?’ Ele respondeu: ‘Eu conversei com Nabot de Jezrael e lhe fiz a proposta de me ceder sua vinha por seu preço em dinheiro, ou, se preferisse, em troca de outra vinha. Mas ele respondeu que não me cede a Vinha’. Então sua mulher Jezabel disse-lhe: ‘Mostra agora que tu exerces o reinado em Israel! Levanta-te, toma alimento e fica de bom humor, pois eu te darei a vinha de Nabot de Jezrael’. Ela escreveu então cartas em nome de Acab, lacrou-as com o selo real e enviou-as aos anciãos e nobres da cidade de Nabot. Nas cartas estava escrito o seguinte: ‘Proclamai um jejum e convocai Nabot diante da assembléia. Subornai dois vagabundos contra ele, que deem este testemunho: ‘Tu amaldiçoaste a Deus e ao rei!’ Levai o depois para fora e apedrejai-o até a morte’. Os homens da cidade, anciãos e nobres concidadãos de Nabot, fizeram conforme a ordem recebida de Jezabel, como estava escrito nas cartas que lhes tinha enviado. Proclamaram um jejum e convocaram Nabot diante da assembléia. Assim apresentaram-se dois vagabundos, que tomaram lugar na frente de Nabot e testemunharam contra ele perante toda a assembleia: ‘Nabot amaldiçoou a Deus e ao rei’. Em virtude disso, levaram-no para fora da cidade e mataram-no a pedradas. Depois mandaram a notícia a Jezabel: ‘Nabot foi apedrejado e está morto’. Ao saber que Nabot tinha sido apedrejado e estava morto, Jezabel disse a Acab: ‘Levanta-te e toma posse da vinha que Nabot de Jezrael não te quis ceder por dinheiro; pois Nabot já não vive, está morto’. Quando Acab soube que Nabot estava morto, levantou-se para descer até a vinha de Nabot de Jezrael e dela tomar posse. Então a palavra do Senhor veio a Elias, o tesbita, dizendo: ‘Levanta-te e desce ao encontro de Acab, rei de Israel, que reina em Samaria. Ele está na vinha de Nabot, aonde desceu para dela tomar posse. Isto lhe dirás: ‘Assim fala o Senhor: Tu mataste e ainda por cima roubas!’ E acrescentarás: ‘Assim fala o Senhor: No mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu’.” (1Re 21,1-21) Para obter seu intento, Acab é instigado e coadjuvado por sua mulher que tramou a morte de Nabot. Como governante, para se apossar da vinha, Acab agiu com cobiça e ganância.

O acúmulo de bens materiais, por meios desonestos, é uma prática muito generalizada, no mundo inteiro, que tem levado ao pecado pessoas que têm poder político, econômico e social; com efeito, em vista da consecução desse objetivo, elas agem, de forma incontida, considerando válidos todos os meios que estão ao seu alcance, mesmo que isso implique a morte de alguém.

Acab continua tendo seguidores, também no Brasil. Há proprietários, movidos por cobiça geradora de injustiça nas relações interpessoais, que aumentam seu patrimônio, mediante a pressão sobre pequenos agricultores que vendem suas terras, iludidos por aparente vantagem financeira. Há ricos que, num flagrante desrespeito à Lei, compram parcelas de terras desapropriadas pelo INCRA para a Reforma Agrária, para construção de casas e pousadas, conforme denúncia recente da midia. Há grileiros, movidos por ganância causadora de prejuízo social, que se apropriam de terras que não lhes pertencem, sob a complacência de autoridades constituídas.


Dom Genival Saraiva de França é Bispo da Diocese de Palmares - PE; Presidente da Conferência Nacional de Bispos Regional Nordeste 2 (CNBB NE2), Responsável pela Comissão Regional de Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; Diretor presidente do Conselho de Orientação do Ensino Religioso do Estado de Pernambuco (CONOERPE); Membro efetivo do Conselho Econômico da CNBB NE2.

Bento XVI nomeia Dom Manoel dos Reis de Faria como Bispo de Petrolina

O papa Bento XVI nomeou, nesta quarta-feira, 27, Dom Manoel dos Reis de Faria como bispo da diocese de Petrolina (PE), transferindo-o da diocese de Patos, na Paraíba. Ele sucede a Dom Paulo Cardoso da Silva, 76, que teve seu pedido de renúncia aceito pelo Santo Padre, por limite de idade, conforme o Cânon 401 § 1º do Código de Direito Canônico.

O novo bispo de Petrolina, nasceu em Orobó, em Pernambuco, no dia 23 de abril de 1946. Estudou filosofia no Instituto "Estrela Missionária" em Nova Iguaçu e Teologia no monastério "São Bento" do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote em 6 de janeiro de 1983 em Orobó.

Em Nazaré, como sacerdote, foi reitor da Casa de Formação (1985-1986); pároco da paróquia de São Sebastião em Machados (1988-1990); pároco da igreja "Divino Espírito Santo" em Paudalho (1990-2001); diretor espiritual dos seminaristas maiores (1990-2001) e membro do colégio dos consultores.

Em agosto de 2001, foi nomeado bispo da diocese de Patos e recebeu a ordenação episcopal no dia 10 de novembro do mesmo ano. Tem especialização em Direito Canônico e seu lema episcopal é “Servir na unidade”.

Confira abaixo a nota da CNBB Regional NE2 sobre a tranferência de Dom Manoel dos Reis:

Nota do Regional Nordeste 2

Ao tomarmos conhecimento da aceitação do Papa Bento XVI ao pedido de renúncia ao governo da Diocese de Petrolina, apresentado por Dom Paulo Cardoso da Silva, queremos manifestar a esse irmão o reconhecimento do Conselho Episcopal Regional (CONSER) em razão de sua fraterna convivência, sua ativa participação na vida pastoral do Regional Nordeste 2 e ante a certeza de continuarmos contando com sua presença e colaboração, na condição de Bispo Emérito.

Ao mesmo tempo, ao agradecermos a Dom Manoel dos Reis de Farias, por seus trabalhos prestrados ao Regional Nordeste 2, enquanto Bispo de Patos – PB, apresentamos-lhe nossos cumprimentos ao ser nomeado pelo Papa Bento XVI para Bispo Diocesano de Petrolina, desejando-lhe um frutuoso trabalho, em favor dessa parcela do “povo de Deus” que lhe é confiada pela Santa Sé.

Recife, 27 de julho de 2011

Dom Genival Saraiva de França
Presidente do Regional Nordeste 2

Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz
Vice-Presidente

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena
Secretário

Diocese de Campina Grande lança Campanha em favor dos atingidos pelas chuvas

“Se a chuva destrói a solidariedade constrói”. É com este tema que a diocese de Campina Grande (PB) lançou no último dia 23 até o próximo dia 31 de julho, a Campanha de Solidariedade aos atingidos pelas chuvas.

O objetivo da campanha é arrecadar alimentos não perecíveis, roupas, cobertores, colchões, calçados e materiais de construção e materiais de limpeza e higiene pessoal. Os postos de arrecadação são as secretarias paroquiais e a cúria Diocesana, que fica na Rua Afonso Campos, 251. As doações serão entregues às vitimas das enchentes.

O bispo diocesano, dom Jaime Vieira Rocha; o coordenador de Pastoral, padre Aparecido Francisco Camargo e Andréa Brito, da Pascom, visitaram algumas áreas da cidade que foram atingidas com as chuvas dos últimos dias no município. Dom Jaime conversou com moradores dos bairros do Mutirão, Bairro das Cidades e Cruzeiro. De acordo com o bispo, a situação dos moradores é desoladora.

A campanha foi lançada na celebração eucarística que presidida pelo bispo diocesano. A celebração marcou também a passagem da imagem de Nossa Senhora da Neves (Padroeira da Paraíba), por Campina Grande.

Para quem está fora da área geográfica da diocese, pode fazer doações em dinheiro. O depósito pode ser feito no Banco do Brasil C/C - 11951-2; Agência - 1634-9, em nome da Mitra diocesana de Campina Grande.

Mais Informações sobre as doações: 3321 4199 ou diocese@gmail.com.

Fonte: Diocese de Campina Grande