Diocese de Afogados da Ingazeira debate desmatamento e exploração de recursos naturais no Pajeú

Seminário, com o título "A Caatinga, Guardiã da Água", ocorreu dentro da 13ª Semeia (Semana do Meio Ambiente).

Diocese de Salgueiro inicia preparativos para Assembleia Diocesana de Pastoral

Preparativos têm início com Assembleia na Área Pastoral São Marcos.

Na solenidade de Corpus Christi, dom Fernando Saburido convida fiéis a serem “Eucaristia” para o próximo

Celebração foi realizada na quinta-feira, 04, na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo – Sé de Olinda/PE.

Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, recebe alta médica

Dom Antônio foi internado para cirurgia cardíaca realizada dia 20 de maio.

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quarta-feira, 22 de julho de 2015

No Vaticano, encontro com prefeitos aborda mudanças climáticas e escravidão moderna

O papa Francisco participou nesta terça-feira, 21, no Vaticano, do encontro sobre “Escravidão Moderna e Mudanças Climáticas”. O evento reuniu cerca de 40 prefeitos de cidades do mundo todo, para tratar da temática que está em sintonia com a encíclicaLaudato si’, sobre o cuidado do meio ambiente.
Sete prefeitos brasileiros estiveram presentes no evento, promovido pela Pontifícia Academia das Ciências, com a finalidade de partilhar as melhores práticas em busca de diminuir os problemas de mudanças climáticas e a escravidão moderna. Também participaram do encontro governadores locais e representantes das Nações Unidas (ONU). 
Na ocasião, o papa Francisco falou que as Nações Unidas precisam assumir uma "forte posição" com relação a esses problemas, sobretudo o tráfico de pessoas.  
A respeito da Laudato Si, disse que não se trata de uma encíclica verde, mas de uma encíclica social, "porque dentro da vida social do homem não se pode separar o cuidado com o ambiente". Para o papa, o problema ambiental é uma atitude social. 
Na abertura do encontro, o chanceler da Pontifícia Academia das Ciências, dom Marcelo Sánches Sorondo, recordou que mais de 30 milhões de pessoas são vítimas da escravidão moderna, feitas de mercadoria de troca em um volume de negócio que movimenta cerca de 150 bilhões de dólares ao ano.
O bispo apontou também que pobres e excluídos incidem minimamente nas alterações do clima, embora sejam os mais expostos às mudanças climáticas provocadas por ações do homem.
Em seguida, dom Sorondo reiterou a posição clara de Francisco contra a escravidão moderna e convidou os presentes a rejeitarem qualquer forma de privação da liberdade pessoal ou de partes do corpo para fins de exploração.

sábado, 30 de novembro de 2013

Papa aos universitários: "Não sejam espectadores, mas protagonistas dos desafios contemporâneos"


Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco presidiu a oração das Primeiras Vésperas do I Domingo de Advento, na tarde deste sábado, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, com os estudantes das Universidades de Roma.

Segue, na íntegra, a homilia do Santo Padre

Renova-se hoje o tradicional encontro de Advento com os estudantes das Universidades de Roma, aos quais se unem os reitores e professores das Universidades romanas e italianas. Saúdo cordialmente a todos: o Cardeal Vigário, os Bispos, as autoridades acadêmicas e institucionais, os assistentes das Capelanias e grupos universitários. Saúdo particularmente vocês, queridos universitários e universitárias.

O augúrio que São Paulo dirige aos cristãos de Tessalônica, para que Deus possa santificá-los até a perfeição, por um lado mostra a sua preocupação com sua santidade de vida colocada em perigo, e de outro uma grande confiança na intervenção do Senhor. Esta preocupação do Apóstolo é válida também para nós cristãos de hoje. A plenitude da vida cristã que Deus realiza nos homens, na verdade, está sempre ameaçada pela tentação de ceder ao espírito mundano. Por isso, Deus nos doa a sua ajuda mediante a qual podemos preservar os dons do Espírito Santo, a nova vida no Espírito que Ele nos deu. Conservando esta "linfa" saudável em nossa vida, todo o nosso ser, espírito, alma e corpo, se conserva irrepreensível, na posição vertical. Mas por que Deus, depois de ter concedido seus tesouros espirituais, ainda tem de intervir para mantê-los íntegros? Porque somos fracos, a nossa natureza humana é frágil e os dons de Deus são preservados em nós como em "vasos de argila".

A intervenção de Deus em favor de nossa perseverança até o fim, até o encontro definitivo com Jesus, é expressão de sua fidelidade. Ele é fiel primeiramente a si mesmo. Portanto, a obra que começou em cada um de nós, com seu chamado, Ele a levará até o fim. Isso nos dá segurança e grande confiança: uma confiança que se apoia em Deus e exige nossa colaboração ativa e corajosa para enfrentar os desafios do momento presente. Queridos jovens universitários, a sua vontade e suas capacidades, unidas ao poder do Espírito Santo que habita dentro de cada um de vocês desde o dia de seu Batismo, permitem que vocês sejam não espectadores, mas protagonistas dos acontecimentos contemporâneos.

São vários os desafios que vocês jovens estudantes universitários são chamados a enfrentar com coragem interior e audácia evangélica. O contexto sociocultural em que vocês estão inseridos às vezes sofre o peso da mediocridade e do tédio. Não é necessário se resignar à monotonia da vida cotidiana, mas cultivar grandes projetos, ir além do comum: não lhes deixem roubar o entusiasmo juvenil! Seria um erro também deixar-se aprisionar pelo pensamento fraco e pelo pensamento uniforme, bem como pela globalização entendida como homologação. Para superar estes riscos, o modelo a seguir não é da esfera na qual está nivelada toda saliência e desaparece toda diferença; o modelo é do poliedro que inclui uma multiplicidade de elementos e respeita a unidade na variedade.

O pensamento, de fato, é fecundo quando é expressão de uma mente aberta, que discerne sempre iluminada pela verdade, pelo bem e pela beleza. Se vocês não se deixarem condicionar pela opinião dominante, mas permanecerem fiéis aos princípios éticos e religiosos cristãos, vocês encontrarão a coragem para caminhar até mesmo contracorrente. Num mundo globalizado, vocês poderão contribuir para salvar peculiaridade e características próprias, buscando, porém não baixar o nível ético. De fato, a pluralidade de pensamento e de individualidade reflete a multiforme sabedoria de Deus, quando se aproxima da verdade com honestidade e rigor intelectual, de modo que cada um pode ser um dom para o benefício de todos.

O compromisso de caminhar na fé e se comportar de maneira coerente com o Evangelho acompanhe vocês neste tempo de Advento, para viver de maneira autêntica a festa do Natal do Senhor. Pode ajudá-los o belo testemunho do Beato Pier Giorgio Frassati, que dizia: "Viver sem uma fé, sem um patrimônio para defender, sem apoiar numa luta contínua a verdade, não é viver, mas com viver com dificuldade. Nós não deveríamos viver com dificuldade, mas viver".

Obrigado e boa caminhada rumo a Belém!


 Rádio Vaticano 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Papa Francisco encontra o clero de Roma, e recorda importância da oração. "“Até dormir diante do Tabernáculo, mas estar ali”.


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"Mesmo agora que sou Papa me sinto ainda um sacerdote”. Esta foi uma das passagens do diálogo que o Papa Francisco teve, na manhã desta segunda-feira, 16 de setembro, com os sacerdotes da Diocese de Roma, durante encontro na Basílica São João de Latrão. O Santo Padre foi acolhido pelo Cardeal Vigário de Roma, Agostino Vallini, que na sua saudação comentou que este encontro foi programado por Francisco logo após ter sido eleito.
“O que é o cansaço para um Sacerdote, para um Bispo e mesmo para o Bispo de Roma?” O Papa Francisco desenvolveu o seu pronunciamento introdutivo, detendo-se neste questionamento. E confiou que a inspiração lhe veio após ler a carta enviada por um sacerdote idoso, que justamente lhe falava sobre este cansaço, um “cansaço no coração”. “Existe – disse o Papa – um cansaço do trabalho e isto todos conhecemos. Chegamos de noite, cansados de trabalhar e passamos diante do Tabernáculo para saudar o Senhor. Sempre – advertiu – é necessário passar pelo Tabernáculo”:
“Quando um sacerdote está em contato com o seu povo, se cansa. Quando um padre não está em contato com o seu povo, se cansa, mas mal e para dormir deve tomar um comprimido, não? Ao invés disso, aquele que está em contato com o povo – que de fato o povo tem tantas exigências, tantas exigências! Mas são as exigências de Deus, não? – este cansa realmente e não tem necessidade de tomar comprimidos”.
Existe, porém, um “cansaço final” – prosseguiu Francisco – que se vê antes do “crepúsculo da vida” onde “existe a luz escura e o escuro um pouco luminoso”. É “um cansaço que vem no momento em que deveria existir o triunfo”, mas ao invés disto “vem este cansaço”. Isto – afirmou – acontece quando “o sacerdote se questiona sobre sua existência, olha para trás, ao caminho percorrido e pensa nas renúncias, aos filhos que não teve e se pergunta se não errou, se a sua vida “falhou”. É justamente sobre o “cansaço do coração” de que o sacerdote escrevia na carta.
O Papa citou então, o cansaço em tantas figuras bíblicas, de Elias a Moisés, de Jeremias até João Batista. Este último, afirmou, na “escuridão da prisão” vive o “escuro de sua alma” e manda os seus discípulos perguntarem a Jesus se Ele é realmente aquele que estão esperando. O que pode fazer então um sacerdote que vive a experiência de João Batista? Rezar, “até dormir diante do Tabernáculo, mas estar ali”. E depois “procurar a proximidade com os outros padres, e sobretudo, com os bispos”.
“Nós, Bispos, devemos ser próximos aos sacerdotes, devemos ser caridosos com o próximo e os mais próximos são os sacerdotes. Os mais próximos do Bispo são os sacerdotes. Vale também o contrário! O mais próximo dos padres deve ser o bispo, o mais próximo. A caridade para com o próximo, o mais próximo é o meu bispo. O Bispo diz: os mais próximos são os meus padres. É bonita esta troca, não? Isto, acredito, é o momento mais importante da proximidade, entre o bispo e os sacerdotes: este momento sem palavras, porque não existem palavras para este cansaço”.
Diálogo
A partir deste ponto, iniciou-se o diálogo do Papa Francisco com os sacerdotes, aos quais pediu para sentirem-se livres para perguntar qualquer coisa. Respondendo à primeira pergunta, Francisco disse que no serviço pastoral, não deve se “confundir a criatividade com fazer alguma coisa nova”. A criatividade – afirmou – “é buscar o caminho para que o Evangelho seja anunciado” e isto “não é fácil”. Criatividade “não é somente mudar as coisas”. É uma outra coisa, vem do Espírito e se faz com a oração e se faz falando com os fiéis, com as pessoas. O Papa, então, recordou uma experiência vivida quando era Arcebispo de Buenos Aires. Com um sacerdote, disse, procurava entender como tornar a sua igreja mais acolhedora:
“Ah, se passa tanta gente aqui, talvez seria bonito que a igreja ficasse aberta durante todo o dia...Boa ideia! Também seria bonito que tivesse sempre um confessor à disposição, ali...Boa ideia! E assim foi”.
Esta – acrescentou – é uma ‘corajosa criatividade’. Também em relação aos cursos em preparação ao Batismo “é necessário superar o obstáculo dos pais e das mães que trabalham toda a semana e no domingo gostariam de repousar”. Então, é necessário “buscar novos caminhos”, como uma “missão no bairro” promovida pelos leigos. E esta é a “conversão pastoral”. A Igreja, “também o Código de Direito canônico nos dá tantas, tantas possibilidades, tanta liberdade para buscarmos estas coisas”. É necessário – destacou – procurar os momentos de acolhida, quando os fiéis devem ir à paróquia por um motivo ou outro. E criticou severamente quem, numa paróquia, está mais preocupado em pedir dinheiro por um certificado que pelo Sacramento e assim “afastam as pessoas”. É necessário, ao invés disto, “a acolhida cordial”: “que aquele que venha à igreja se sinta como na sua casa. Se sinta bem. Que não se sinta explorado”:
“Um sacerdote, uma vez – não da minha Diocese, de uma outra -, me dizia: ‘Mas, eu não faço pagar nada, nem mesmo as intenções da Missa. Tenho ali uma caixa e eles deixam aquilo que querem. Mas Padre: tenho quase o dobro do que tinha anteriormente. Porque as pessoas são generosas, e Deus abençoa estas coisas’.
“Se, ao invés disto, a pessoa vê que existe um interesse econômico, então se afasta”, observou Francisco. O Papa então, respondeu a quem lhe perguntava como ele se define agora, visto que, como Arcebispo de Buenos Aires, gostava definir-se simplesmente como ‘sacerdote’:
“Mas, eu me sinto padre, é sério. Eu me sinto padre, sacerdote, é verdade, bispo...Me sinto assim, não? E agradeço ao Senhor por isto. Teria medo de sentir-me um pouco mais importante, não? Isto sim, tenho medo disto, pois o diabo é esperto, eh!, é esperto e te faz sentir que agora tu tem poder, que tu pode fazer isto, que tu podes fazer quilo... mas sempre girando, girando em volta, como um leão – assim diz São Pedro, não! Mas graças a Deus, isto não perdi, ainda, não? E se vocês virem que eu perdi isto, por favor, me digam e se não puderem me dizer privadamente, digam publicamente, mas digam: ‘Olha, converta-te!’, porque está claro, não?”
Após, o Santo Padre falou sobre os sacerdotes misericordiosos. Um padre enamorado – disse – deve sempre recordar-se do primeiro amor, de Jesus, “retornar àquela fidelidade que permanece sempre e nos espera”. Para mim, isto é “o ponto-chave de um sacerdote enamorado: que tenha a capacidade de voltar à recordação do primeiro amor”. E acrescentou: “uma Igreja que perde a memória, é uma Igreja eletrônica: não tem vida”. Assim, é necessário guardar-se dos padres rigorosos e negligentes. O sacerdote misericordioso – afirmou – é aquele que diz a verdade mas acrescenta: “Não te apavores, o Deus bom te espera, Caminhemos juntos”. A isto acrescentou: “devemos tê-lo sempre sob os olhos: acompanhar. Ser companheiros de caminho”. “A conversão sempre se faz assim – disse – a caminho e não no laboratório”.
“A verdade de Deus é esta verdade, digamos assim dogmática, para dizer uma palavra, ou moral, mas acompanhada do amor e da paciência de Deus, sempre assim”.
“Na Igreja – acrescentou - existem certos escândalos mas também tanta santidade e esta é maior. E existe também esta “santidade cotidiana”, escondida, “aquela santidade de tantas mães e de tantas mulheres, de tantos homens que trabalham todo o dia pela família”. Palavras estas acompanhadas de um encorajadora convicção:
“Eu ouso dizer que a Igreja nunca esteve tão bem como hoje. A Igreja não cai: estou seguro disto, estou seguro!”
O Papa então, voltou ao tema das periferias existenciais, retomando as suas palavra sobre “conventos vazios” e a generosidade para com os mais necessitados. Por fim, refletiu sobre o tema da família, e em particular, sobre a delicada questão da nulidade dos matrimônios e sobre as segundas uniões. "Um problema – recordou – que Bento XVI tinha no seu coração". “O problema não pode ser reduzido à questão do fazer a comunhão ou não - afirmou - porque quem coloca o problema somente nestes termos não entende qual é o verdadeiro problema”.
“É um problema grave – observou - de responsabilidade da Igreja em relação às famílias que vivem esta situação”. A Igreja – afirmou ainda – neste momento deve fazer alguma coisa para resolver os problemas das nulidades matrimoniais. Um tema sobre o qual falará com o grupo dos 8 Cardeais que se reunirão nos primeiros dias de outubro, no Vaticano. E será tratado também no próximo Sínodo dos Bispos, pois é uma verdadeira "periferia existencial”.
Por fim, o Papa Francisco recordou que no próximo 21 de setembro celebrará o 60º aniversário de sua vocação ao sacerdócio.


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Papa encontra-se com refugiados em Roma

“Cada um de vós, queridos amigos, traz uma história de vida que nos fala dos dramas das guerras, dos conflitos, muitas vezes ligados às políticas internacionais. Porém, cada um de vós é portador de uma riqueza, sobretudo, uma riqueza humana e religiosa que deve ser acolhida e não temida”, disse o papa Francisco aos refugiados que estavam no Centro Astalli, instituição dos Jesuítas para os refugiados. Aproximadamente quinhentas pessoas participaram deste encontro com o papa, ocorrido ontem, dia 11, inclusive colaborares da instituição. 


“Muitos de vocês são muçulmanos, de outras religiões, vindos de diferentes países e situações diversas. Não devemos ter medo das diferenças. A fraternidade nos faz descobrir que são um tesouro, um presente para todos”, afirmou o pontífice em seu discurso.
Francisco ressaltou ainda a importância do trabalho dos Jesuítas e sintetizou em três palavras o programa de trabalho desses religiosos: servir, acompanhar, defender. “Servir significa acolher a pessoa que chega e estender-lhe as mãos, sem medidas, sem medo... trabalhar ao lado dos mais necessitados. (...) Acompanhar não é só acolhida. Não basta dar o pão, se não vai acompanhado de oportunidade de aprender a caminhar com os próprios pés”, explicou.
Disse que defender significa “tomar partido pelos mais necessitados”. Para o papa a recepção dos pobres e a promoção da justiça não devem ser confiadas somente a especialistas, mas ter uma atenção de toda a pastoral, da formação dos futuros sacerdotes e religiosos, do compromisso normal de todas as paróquias, movimentos e agregações eclesiais.

Por fim, lembrou aos religiosos e religiosas, que os conventos vazios não servem à Igreja para transformar-lhes em albergues e ganhar algum dinheiro. “Os conventos vazios não são nossos, são para a carne de Cisto que são os refugiados. O Senhor chama a viver com generosidade e coragem a acolhida nos conventos vazios. Certamente que não é algo simples. Devem existir critérios, responsabilidade, mas é necessário também coragem”, acrescentou.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Declaração do Vaticano após visita do rei da Jordânia. Trágica situação da sociedade síria foi abordada.


Na manhã da ultima quinta-feira, 29 de agosto, o Santo Padre Francisco recebeu suas Majestades, o rei da Jordânia, Abdullah II, e sua esposa, a rainha Rania". O soberano se reuniu em seguida com o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, que estava acompanhado pelo arcebispo Dominique Mamberti, secretário para as Relações com os Estados.
Segundo a imprensa da santa sé, “durante as cordiais conversas”, os lideres “abordaram-se temas de interesse comum, em particular o fomento da paz e da estabilidade no Oriente Médio, com especial referência à retomada das negociações entre israelenses e palestinos e à questão de Jerusalém".
"Uma especial atenção foi reservada à trágica situação na Síria". Em particular, "reafirmou-se que a via do diálogo e da negociação entre todos os componentes da sociedade síria, com o apoio da comunidade internacional, são a única opção para encerrar o conflito e a violência que todos os dias causam a perda de tantas vidas humanas, principalmente entre a população civil”.
O Vaticano "expressou agradecimento ao rei Abdullah pelos esforços que vem dedicando ao diálogo inter-religioso e pela iniciativa de convocar em Amã, para o começo de setembro, uma conferência sobre os desafios dos cristãos no Oriente Médio, em particular durante o atual período de mudanças sócio-políticas".

O comunicado termina afirmando que "foi destacada a contribuição positiva que as comunidades cristãs oferecem à sociedade na região, da qual são parte integrante”.


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Antes de ser campeões, são homens

 Alegre e jovial o Papa Francisco recebeu ontem, (13) terça-feira, às 12 horas, na Sala Clementina do Palácio Apostólico as delegações dos times nacionais de futebol da Argentina e Itália, por causa do amistoso que será disputado hoje em sua homenagem no Estádio Olímpico de Roma.
O Papa rapidamente esclareceu que “Será um pouco difícil para mim ser torcedor, mas, felizmente é uma amistoso... e que seja realmente assim, por favor!
Então ele explicou a grande responsabilidade social que os jogadores de futebol têm.
"Queridos jogadores, -  explicou – vocês são muito populares: as pessoas lhes seguem muito, não somente quando estão no campo, mas também fora. Esta é uma responsabilidade social!"
De acordo com o Bispo de Roma, no futebol, "Não há lugar para o individualismo, mas tudo é coordenado pelo time”.
A este respeito, o Papa Francisco destacou que nunca se deve abandonar a paixão do "diletante” do amador, porque “a dimensão profissional nunca deve deixar de lado a vocação inicial de um atleta ou de um time”.
"Um desportista, - acrescentou – embora sendo profissional, quando cultiva esta dimensão de “amador”, faz bem à sociedade, constrói o bem comum a partir dos valores da gratuidade, do companheirismo, da beleza”.
Diante de tantos campeões que atuam nas duas seleções nacionais de futebol, o Papa destacou “antes de ser campeões, são homens, pessoas humanas, com seus pontos fortes e seus defeitos, com seu coração e as suas ideias, as suas aspirações e os seus problemas. E então, embora sejam personagens, permanecem sempre homens, no esporte e na vida. Homens, portadores de humanidade”.
Para todos os dirigentes presentes o Papa disse “O esporte é importante, mas deve ser o verdadeiro esporte! O futebol, como algumas outras disciplinas, tornou-se um grande negócio! Trabalhem para que não perca o caráter esportivo” e por isso convidou-lhes a promover “esta atitude de “diletantes” que, por outro lado, elimina definitivamente o perigo da discriminação. Quando os times vão por este caminho, o estádio se enriquece humanamente, desaparece a violência e voltamos a ver as famílias nas arquibancadas".
O Papa contou a experiência de jovem torcedor do São Lorenzo, e a alegria de toda a família que ia ao estádio. Abençoou os presentes e pediu orações para que “também eu, no ‘campo’ no qual Deus me colocou, possa jogar um jogo honesto e corajoso para o bem de todos nós”.
Entre os 200 jogadores, dirigentes e funcionários das duas seleções da Itália e Argentina, o mais ativo foi Mario Balotelli, que em mais de uma ocasião, tentou trocar algumas palavras com o Papa
Gianluigi Buffon, que, juntamente com Leo Messi deu ao Papa uma oliveira para ser plantada no Vaticano, ficou comovido, e no final do encontro declarou “Foi um dia especial, que ficará gravado nas mentes e nos corações de todos nós para sempre. Temos a sorte de ter um Papa especial, finalmente foi possível traduzir em fatos concretos as muitas palavras e pensamentos que muitas vezes nos propomos não colocamos em prática. Com um Papa assim, que nos indica o caminho, que nos aquece a alma e o coração, é mais fácil fazer aquelas coisas que nos fazem melhores”.
A última palavra foi a do Papa que terminou brincando sobre a indisciplina dos argentinos.
Depois dos cumprimentos e da troca de presentes, o Papa Francisco disse: "Eu vi que a seleção italiana  estava toda em fila... e também vi que os argentinos também... mas isso é importante, porque aqui no Vaticano me dizem que sou muito indisciplinado! Agora, eles viram a minha raça...”


Por Antonio Gaspari
Tradução do italiano por Thácio Siqueira

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Em videomensagem, Papa exorta argentinos ao encontro com os pobres

Buenos Aires (RV) – Durante toda a noite de terça-feira, 06, os católicos de Buenos Aires fizeram fila para passar diante da pequena estátua de São Caetano de Thiene, o mais popular da Argentina, Padroeiro do Pão e do Trabalho, venerado especialmente pelos operários.

Como todo dia 7 de agosto, memória litúrgica da morte do Santo, milhares beijaram o vidro do escrínio, meditaram sobre o tema do dia, que este ano é “Com Jesus e São Caetano, ao encontro dos mais necessitados”, e participaram da missa presidida por Dom Mario Aurelio Poli, arcebispo de Buenos Aires.

Até o ano passado, ali estava o então Cardeal Bergoglio, que depois de presidir a celebração, percorria a fila ao contrário ouvindo os fiéis e abençoando as crianças. Hoje, milhares de km distante, o Papa não se esqueceu desta data e quis estar lá, por meio de uma vídeomensagem.

Desta vez, percorri a fila com o coração... Estou um pouco longe e não posso partilhar com vocês este momento tão bonito”.

Francisco entrou no mérito do tema escolhido para a peregrinação, que fala do encontro com Jesus e com São Caetano, mas principalmente do encontro com os carentes, aqueles que precisam de ajuda, de serem vistos com amor, de terem sua dor compartilhada, assim como suas ânsias e problemas:

Mas o importante não é olhá-los de longe, ou ajudá-los de longe... Não! É ir a seu encontro; isto é cristão! É isto que nos ensina Jesus: ir ao encontro dos necessitados, assim como Ele ia ao encontro do povo”.

Na mensagem, o Papa ensina o que quer dizer dar esmola: “não é jogar uma moeda sem olhar nos olhos ou sem tocar a mão da pessoa que a pede, porque isso não significa ‘encontro’”. Francisco explica que o ensinamento de Jesus é saber se encontrar e se ajudar; e pede que se edifique, que se crie e se construa uma cultura do encontro:

Quantos desencontros, brigas nas famílias, sempre! Problemas no bairro, conflitos no trabalho, discórdias em todo lugar. E as divergências não ajudam!”.

Retomando, o Papa diz que encontrar-se com Jesus significa encontrar-nos com quem passa maus momentos, com quem está pior que nós. No final, Francisco agradece os fiéis por sua escuta e lhes pede que se encontrem com os mais carentes e como irmãos, os ajudem:

Quando houver este encontro, seus corações vão crescer, crescer e crescer, porque ele multiplica a capacidade de amar. O encontro com o próximo aumenta nosso coração”.
(CM)



Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/08/07/em_videomensagem,_papa_exorta_argentinos_ao_encontro_com_os_pobres/bra-717686
do site da Rádio Vaticano 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

PapadomLeonardo
No encontro com os voluntários da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Riocentro, o papa Francisco falou por pouco mais de dez minutos e agradeceu o trabalho de todos. Em sua mensagem, pediu que os voluntários sejam revolucionários.
Ao final do encontro, o Papa recebeu presentes. Entre eles, um álbum com fotografias da peregrinação dos Símbolos da JMJ pelo Brasil, além de mensagens enviadas pela rede social e-catholicus, criada pela Igreja no Brasil. O presente foi entregue pelo Secretário Geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.
"Peço que vocês sejam revolucionários, peço para vocês irem contra a corrente, peço que se rebelem contra essa cultura do provisório. Tenho confiança em vocês em irem contra a corrente. Também tenham a coragem de ser felizes", disse Francisco.
No início da cerimônia, um jovem brasileiro e uma polonesa agradeceram a presença do papa e a escolha de seus países para sediar a jornada. A Polônia irá sediar o próximo evento em 2016.

"Não podia regressar a Roma sem antes agradecer de modo pessoal e afetuoso cada um de vocês pelo trabalho com que ajudaram os milhares de peregrinos e os detalhes que ajudaram a fazer dessa Jornada Mundial da Juventude um espetáculo belíssimo", disse. O papa chegou de helicóptero e entrou no pavilhão de papamóvel, sendo aplaudido pelos voluntários.
"Vocês provaram que a maior alegria é dar do que receber", acrescentou. E lembrou que os jovens devem seguir seu caminho, de ter uma família ou o sacerdócio. "Cada um tem seu caminho. Alguns são chamados a ter família, com o sacramento do matrimônio. Há quem diga que hoje o casamento está fora de moda. Está fora de moda?", perguntou o papa. E o público respondeu: não.
Ao final da cerimônia, o pontífice disse que todos podem contar com as orações dele, "pois sei que posso sempre contar com as orações de vocês". Ele orou e abençoou os voluntários.
Eis a íntegra das Palavras do Papa Francisco nesta ocasião:
Queridos voluntários, boa tarde!
Não podia regressar a Roma sem antes agradecer, de modo pessoal e afetuoso, a cada um de vocês pelo trabalho e dedicação com que acompanharam, ajudaram, serviram aos milhares de jovens peregrinos; pelos inúmeros pequenos detalhes que fizeram desta Jornada Mundial da Juventude uma experiência inesquecível de fé. Com os sorrisos de cada um de vocês, com a gentileza, com a disponibilidade ao serviço, vocês provaram que "há maior alegria em dar do que em receber" (At 20,35).
O serviço que vocês realizaram nestes dias me lembrou da missão de São João Batista, que preparou o caminho para Jesus. Cada um, a seu modo, foi um instrumento para que milhares de jovens tivessem o “caminho preparado” para encontrar Jesus. E esse é o serviço mais bonito que podemos realizar como discípulos missionários: preparar o caminho para que todos possam conhecer, encontrar e amar o Senhor. A vocês que, neste período, responderam com tanta prontidão e generosidade ao chamado para ser voluntários na Jornada Mundial, queria dizer: sejam sempre generosos com Deus e com os demais. Não se perde nada; ao contrário, é grande a riqueza da vida que se recebe!
Deus chama para escolhas definitivas, Ele tem um projeto para cada um: descobri-lo, responder à própria vocação é caminhar para a realização feliz de si mesmo. A todos Deus nos chama à santidade, a viver a sua vida, mas tem um caminho para cada um. Alguns são chamados a se santificar constituindo uma família através do sacramento do Matrimônio. Há quem diga que hoje o casamento está “fora de moda”. Está fora de moda? [Não…]. Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é “curtir” o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, “para sempre”, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. Em vista disso eu peço que vocês sejam revolucionários, eu peço que vocês vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, crê que vocês não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de “ir contra a corrente”. E tenham também a coragem de ser felizes!
O Senhor chama alguns ao sacerdócio, a se doar a Ele de modo mais total, para amar a todos com o coração do Bom Pastor. A outros, chama para servir os demais na vida religiosa: nos mosteiros, dedicando-se à oração pelo bem do mundo, nos vários setores do apostolado, gastando-se por todos, especialmente os mais necessitados. Nunca me esquecerei daquele 21 de setembro – eu tinha 17 anos – quando, depois de passar pela igreja de San José de Flores para me confessar, senti pela primeira vez que Deus me chamava. Não tenham medo daquilo que Deus lhes pede! Vale a pena dizer “sim” a Deus. N’Ele está a alegria!
Queridos jovens, talvez algum de vocês ainda não veja claramente o que fazer da sua vida. Peça isso ao Senhor; Ele lhe fará entender o caminho. Como fez o jovem Samuel, que ouviu dentro de si a voz insistente do Senhor que o chamava, e não entendia, não sabia o que dizer, mas, com a ajuda do sacerdote Eli, no final respondeu àquela voz: Senhor, fala eu escuto (cf. 1Sm 3,1-10) . Peçam vocês também a Jesus: Senhor, o que quereis que eu faça, que caminho devo seguir?
Caros amigos, novamente lhes agradeço por tudo o que fizeram nestes dias. Agradeço aos grupos pastorais, aos movimentos e novas comunidades que colocaram seus membros ao serviço desta Jornada. Obrigado! Não se esqueçam de nada do que vocês viveram aqui! Podem contar sempre com minhas orações, e sei que posso contar com as orações de vocês. Uma última coisa: rezem por mim.

terça-feira, 18 de junho de 2013

"Devemos sair de nós mesmos e das nossas comunidades e ir ao encontro dos homens e mulheres que vivem, trabalham e sofrem", disse Papa Francisco aos católicos de Roma

papa.17.06.2013Papa Francisco inaugurou, na noite desta segunda-feira, 17 de junho, na Sala Paulo VI, no Vaticano, o Congresso eclesial da Diocese de Roma sobre o tema: “Cristo, nós precisamos de você”. Antes de entrar na Sala, o Santo Padre se deteve com os numerosos fiéis, que seguiam o encontro pelos telões.
O Cardeal Agostino Vallini, Vigário do Papa para a Diocese de Roma, fez uma saudação ao Santo Padre, Bispo de Roma, “renovando a fidelidade ao Magistério da Igreja e reafirmando o compromisso da Diocese de Roma com a evangelização, em uma cidade que passa por profundas transformações”.
A seguir, Papa Francisco cumprimentou os presentes, que superlotavam a Sala de Audiências, e improvisou sua reflexão, baseada no texto escrito, sobre o tema “Eu não tenho vergonha do Evangelho”, extraído da Carta de São Paulo aos Romanos.
A graça, disse o Santo Padre, falando da evangelização, é a nossa alegria, a nossa liberdade; é a “revolução” que muda os nossos corações, de pecadores para santos; esta graça, que recebemos gratuitamente, deve ser transmitida também gratuitamente ao próximo. E referindo-se à realidade romana e a quem busca, desesperadamente, a esperança, o Papa acrescentou:
“Entre tantas dores e tantos problemas, existe, aqui em Roma, muita gente que vive sem esperança. Mas, cada um de nós, pode pensar, no silêncio, a estas pessoas que vivem imergidas em uma profunda tristeza. Elas pensam encontrar a felicidade na bebida, na droga, nos jogos de azar, no dinheiro, no sexo desregrado”.
Nós, exortou o Santo Padre, devemos dar esperança ao nosso próximo com alegria, sobretudo com o sorriso e com o testemunho. De fato, o testemunho requer coragem e paciência, as virtudes de todos os cristãos, que devem sair de suas casas e irem ao encontro dos mais necessitados nas periferias das grandes cidades. E o Papa perguntou:
“O que devemos fazer com a coragem e a paciência? Devemos sair de nós mesmos e das nossas comunidades e ir ao encontro dos homens e mulheres que vivem, trabalham e sofrem; devemos anunciar a todos eles a misericórdia do Pai, mediante seu Filho. Jesus de Nazaré. Demos anunciar esta graça que nos foi dada por Jesus”.
Papa Francisco concluiu seu longo discurso, dizendo que há novos inimigos que se opõem à evangelização: a desilusão e a tristeza que agem em nome de satanás. Por isso, o cristão deve lutar e se preparar ao martírio. Mas, a mensagem final, que o Papa deixou aos seus diocesanos de Roma, é “não ter medo”.


Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/06/18/papa_aos_seus_diocesanos:_%E2%80%9Csejam_testemunhas_corajosas_e_pacientes%E2%80%9D/bra-702521
do site da Rádio Vaticano

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A Igreja é o Povo de Deus - o Papa Francisco na Audiência Geral






A Igreja é o “Povo de Deus”. Esta é a principal lição a retirar-se da catequese que o Papa Francisco propôs na audiência geral desta quarta-feira. Uma Praça de São Pedro cada vez mais pequena para tão enormes multidões, recebeu em júbilo o Santo Padre que como sempre retribui com enorme afeto as saudações dos peregrinos. Estes começam a chegar com os primeiros raios de sol e trazem alegria, esperança e neste ano principalmente uma enorme fé em Jesus Cristo. Alíás eles são o Povo de Deus.

"Hoje gostaria de me deter brevemente sobre um outro termo com que o Concílio Vaticano II definiu a Igreja, aquele de Povo de Deus. E faço-o com algumas perguntas, sobre as quais cada um poderá refletir. O que quer dizer ser Povo de Deus? Antes de mais quer dizer que Deus não é posse exclusiva de nenhum povo, porque é Ele que nos chama, nos convoca, nos convida a fazer parte do seu povo seu povo, e esse convite é dirigido a todos sem distinção, porque a misericórdia de Deus quer a salvação para todos. "

A quem se sente longe de Deus e da Igreja, a quem está hesitante ou indiferente, a quem pensa que não pode mudar, é preciso dizer: o Senhor também lhe chama para ser do seu povo e o faz com grande respeito e amor.

"Como é que se torna membro deste povo? Não é através do nascimento físico, mas através de um novo nascimento. No Evangelho, Jesus diz a Nicodemos que é preciso nascer da água e do espírito para entrar no Reino de Deus."

A pertença a este povo, cuja lei é o amor a Deus e ao próximo, dá-se através do Batismo e da fé em Cristo, dom de Deus que deve ser alimentado e crescer ao longo da nossa vida.

"Qual é a lei do Povo de Deus? É a lei do amor, amar a Deus e amar o próximo segundo o mandamento novo que nos deixou o Senhor."

Este amor não deve ser um vago sentimentalismo mas um acolher o outro como verdadeiramente irmão superando divisões, rivalidades, egoismos e incompreensões. Segundo o Santo Padre temos ainda um longo caminho a percorrer para viver em concreto a nova lei da caridade e do amor.

"Que missão é que tem este povo? Aquela de levar ao mundo a esperança e a salvação de Deus: ser sinal do amor de Deus que chama todos à amizade com Ele; ser fermento que faz fermentar toda a massa, sal que dá sabor e preserva da corrupção, luz que ilumina."

A missão do Povo de Deus é levar ao mundo a esperança e a salvação de Deus, fazendo com que o Seu Reino se desenvolva até a sua perfeição, com o regresso glorioso de Cristo. A realidade às vezes parece sombria e dominada pelo mal mas o Papa Francisco afirmou uma certeza:

"Deus é mais forte!"

A realidade pode mudar, porque Deus é o mais forte! E, assim, o Reino de Deus vencerá e viveremos na comunhão plena com o Senhor. E o Santo Padre terminou desejando que a Igreja seja lugar da misericórdia e da esperança de Deus, onde cada um possa sentir-se acolhido, amado, perdoado e encorajado a viver segundo a vida boa do Evangelho.

No final da audiência o Papa Francisco saudou os milhares de fieis presentes. Ouçamos a saudação aos peregrinos de língua portuguesa:

"Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos vindos do Brasil e demais países de língua portuguesa. O Senhor vos chama a ser fermento no mundo, irradiando sua a misericórdia e a sua salvação, com o testemunho de uma vida evangélica. Que o Senhor vos abençoe a todos!"


(RS)



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Contra a cultura do desperdício, a ecologia ambiental e humana - o Papa Francisco na audiência geral


Foi uma multidão de cerca de 90 mil peregrinos que recebeu em júbilo o Papa Francisco nesta manhã solarenga deste dia 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente. E logo na sua saudação o Santo Padre referiu-se à comemoração deste dia:

"Caros irmãos e irmãs,

hoje gostaria de falar-vos sobre o assunto do ambiente, como já tive oportunidade de fazer em diversas ocasiões."

"Quando falamos de ambiente, do criado, o meu pensamento vai às primeiras páginas da Bíblia no Livro dos Genésis, onde se afirma que Deus pôs o homem e a mulher sobre a terra para que a cultivassem e a cuidassem. E surgem-me estas perguntas: O que quer dizer cultivar e cuidar da terra? Nós estamos mesmos a cultivar e a cuidar do criado?"

O Papa Francisco convidou todos os homens e mulheres a um sério compromisso no sentido de respeitarem e guardarem a criação e a serem solícitos na defesa do meio ambiente contrastando a cultura do desperdício com uma cultura da solidariedade e do encontro. Logo no início da história, Deus mandou-nos cultivar e tutelar a criação, fazendo dela um jardim, um lugar habitável para todos. Mas esta ordem, porém, não se refere só à nossa relação com o ambiente, mas também às relações humanas.

"Mas "cultivar e cuidar" não compreende só a relação entre nós e o ambiente, entre o homem e o criado, tem que ver tembém com as relações humanas. Os Papas falaram de ecologia humana intimamente á ecologia ambiental. Nós estamos a viver um momento de crise; vêmo-lo no ambiente, mas sobretudo no homem. A pessoa humana está em perigo: eis a urgência da ecologia humana!"

Desta forma, o Santo Padre considerou que a crise, que hoje se vive, reflecte-se no ambiente, mas é sobretudo uma crise humana. A vida humana já não é sentida como o valor primeiro a respeitar e a tutelar. E o Papa Francisco clarificou esta ideia:

"Assim homens e mulheres são sacrificados aos ídolos do lucro e do consumo: é a cultura do desperdício. Se se avaria um computador é uma tragédia, mas a pobreza, as necessidades, os dramas de tantas pessoas acabam por entrar na normalidade..."

Segundo o Papa os homens e mulheres da actualidade deixaram-se sacrificar aos ídolos do lucro e do consumo onde as pessoas são descartadas, postas de lado, sobretudo se já não são úteis. Mas, Jesus não quer nada disto:

"Há poucos dias atrás, na Festa do Corpus Domini, lemos a parábola do milagre dos pães: Jesus dá de comer à multidão com cinco pães e dois peixes. E o final da parábola é importante: Todos comeram à saciedade e foram recolhidos todos os porções avançadas: doze cestas. Jesus pede aos discípulos que não percam nada: nada de desperdícios."

Jesus depois da multiplicação dos pães e dos peixes ao mandar recolher os pedaços que sobraram, para que nada se perdesse lembra-nos que o alimento que se deita fora é como se fosse roubado da mesa do pobre, ou seja da ,mesa de quem tem fome. Desta forma, o Santo Padre concluiu a sua catequese convidando os fieis à acção:

"Gostaria que tomassemos todos o sério empenho de respeitar a e cuidar o criado, de sermos atentos a cada pessoa, contrastarmos a cultura do desperdício, para promover uma cultura da solidariedade e do encontro."

No final da audiência o Papa Francisco saudou os milhares de fieis presentes. Ouçamos a saudação aos peregrinos de língua portuguesa:

"Queridos peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! Uma saudação particular à tripulação da Fragata «União» da Marinha do Brasil e aos fiéis diocesanos de Curitiba com o seu Pastor, Dom Moacyr Viti, encorajando-vos a todos a apostar em ideais grandes de serviço, que engrandecem o coração e tornam fecundos os vossos talentos. De bom grado abençoo a vós e aos vossos entes queridos." (RS)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Adoração Eucarística: mais de mil fiéis participam em comunhão com o Papa Francisco



Mais de mil fiéis participaram da Adoração Eucarística presidida pelo bispo-auxiliar dom João Justino de Medeiros Silva e concelebrada pelos padres Sacramentinos neste domingo, 2 de junho, às 12h, no Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua, Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem. Um momento especial de Adoração Eucarística em comunhão com o Papa Francisco, que celebrou na Basílica de São Pedro, em Roma, junto com a Igreja de todo o mundo.

Uma procissão com o Santíssimo Sacramento deu início à celebração, que também teve momentos de meditação e leitura orante. Durante a celebração, dom João Justino convidou os jovens para participarem no altar. E anunciou o nome do jovem Ícaro Mateus Cândido da Silva, como representante do Secretariado Arquidiocesano da Juventude (SAJ), para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de janeiro.

O arcebispo metropolitano, dom Walmor Oliveira de Azevedo, em um gesto de profunda oração, proximidade e comunhão, participou da celebração junto com os fiéis. Em entrevista, dom Walmor disse que a Arquidiocese de Belo Horizonte está em unidade com o Papa Francisco neste momento de Adoração, convocado pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização. "Este é um gesto simples, mas de grande densidade, que fortalece o compromisso de fé de cada um, na alegria de estar no coração do mundo como servidores, especialmente neste Ano da Fé".
A Adoração foi transmitida pela Rádio América (AM 750) e Rádio Cultura (AM 830) - emissoras da Rede Catedral de Comunicação católica

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Francisco canonizando duas latino-americanas e um grupo de mártires italianos


"Não ter vergonha de tocar no corpo de Cristo" (pobres, doentes, abandonados): Papa Francisco canonizando duas latino-americanas e um grupo de mártires italianos




Dezenas de milhares de pessoas participaram, neste domingo de manhã, na Praça de São Pedro, na Missa presidida pelo Papa, para a proclamação de novos santos. A celebração teve início às 9.30 locais. Um grupo de mártires italianos e duas religiosas latino-americanas são os primeiros santos deste pontificado e o reconhecimento oficial da sua santidade foi anunciado por Bento XVI, a 11 de fevereiro passado, no consistório em que o atual Papa emérito comunicou a sua decisão de renunciar ao exercício do ministério petrino a partir do fim daquele mês.
Entre os novos santos está a colombiana Laura de Santa Catarina de Sena (1874-1949), a primeira católica do país a ser canonizada. Madre Laura Montoya fundou a Congregação das Irmãs Missionárias da Beata Virgem Maria Imaculada e de Santa Catarina de Sena, uma congregação atualmente presente em 21 países da África, Europa (Espanha e Itália) e, sobretudo, América Latina.
Além de Laura Montoya, são também canonizados hoje o italiano Antonio Primaldo, juntamente com cerca de 800 companheiros leigos, assassinados “por ódio à fé” a 13 de agosto de 1480, na cidade de Otranto, durante uma invasão levada a cabo por tropas otomanas (turcas).
Finalmente, a outra nova santa é a mexicana Maria Guadalupe García Zavala (1878-1963), que participou na criação da Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres.
Na homilia, o Papa Francisco comentou as leituras do sétimo domingo do tempo pascal, começando pelo martírio de santo Estêvão, homem “cheio do Espírito Santo”, como refere os Atos dos Apóstolos. Isso quer dizer que “estava cheio do Amor de Deus, que toda a sua pessoa, a sua vida era animada pelo Espírito de Cristo ressuscitado, seguindo Jesus com fidelidade total, até ao dom de si” – observou o Papa, passando a referir-se aos oitocentos mártires de Otranto, decapitados em 1480, nos arredores daquela cidade do sul da Itália, por se terem recusado a renegar à própria fé em Cristo. Onde encontraram a força para permanecerem fiéis? Precisamente na fé!
“Caros amigos, conservemos a fé que recebemos e que é o nosso verdadeiro tesouro, renovemos a nossa fidelidade ao Senhor, mesmo no meio dos obstáculos e das incompreensões; Deus nunca nos fará faltar força e serenidade. Ao mesmo tempo que veneramos os Mártires de Otranto, peçamos a Deus que sustente tantos cristãos que, precisamente nestes tempos e em tantas partes do mundo, ainda sofrem violências, e lhes dê a coragem da fidelidade e de responder ao mal com o bem”.
O Evangelho do dia, em que Jesus roga ao Pai por todos os que hão-de crer para que sejam uma só coisa n’Ele e no Pai, Papa Francisco referiu a primeira santa colombiana: “Santa Laura Montoya foi instrumento de evangelização primeiro como mestra e depois como madre espiritual dos indígenas, aos quais infundiu esperança, acolhendo-os com esse amor aprendido de Deus e levando-os a Ele com uma eficaz pedagogia que respeitava a sua cultura”.
“Esta primeira santa nascida na formosa terra colombiana ensina-nos a ser generosos com Deus, a não viver a fé solitariamente – como se fosse possível viver a fé isoladamente… Ensina-nos a ver o rosto de Jesus refletido no outro, a vencer a indiferença e o individualismo, acolhendo a todos sem preconceitos nem reticências, com autentico amor, dando-lhes o melhor de nós próprios e sobretudo, partilhando com eles o que mais precioso temos: Cristo e o seu Evangelho”. 

Finalmente, uma referência ao testemunho (do amor de Deus) que estamos chamados a dar na vida quotidiana, como o fez a nova santa mexicana: Santa Guadalupe Garcia Zavala. “Renunciando a uma vida cómoda para seguir a chamada de Jesus, ensinava a amar a pobreza, para poder amar mais aos pobres e aos enfermos. Madre Lupita ajoelhava-se no chão do hospital, diante dos doentes e dos abandonados, para os servir com ternura e compaixão. E isto chama-se tocar a carne de Cristo. Os pobres, os abandonados, os enfermos, os marginalizados são a carne de Cristo. E madre Lupita tocava a carne de Cristo e nos ensinava esta conduta: não nos envergonharmos, não ter medo, não ter repugnância de tocar a carne de Cristo”. 
“Esta nova santa mexicana – concluiu o Papa – convida-nos a amar como Jesus nos amou, e isto supõe não nos fecharmos em nós próprios, nos nossos problemas, nas próprias ideias, nos próprios interesses, mas sair e ir ao encontro de quem tem necessidade de atenção, compreensão e ajuda, para lhe levar a calorosa proximidade do amor de Deus, através de gestos concretos de delicadeza e de afeto sincero”.

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Papa Francisco nomeia dois novos bispos brasileiros


Papa Francisco nomeia dois novos bispos brasileirosNa manha desta quarta-feira, 08 de maio, a Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou que o Papa Francisco fez a nomeação de dois novos bispos brasileiros. O Monsenhor Luiz Antonio Cipolini (na foto, à esquerda) para a Diocese de Marília (SP), e o Monsenhor José Aparecido Gonçalves de Almeida para auxiliar na Arquidiocese de Brasília (DF).
Até agora, Mons. Luiz Antonio trabalhava como pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em São João da Boa Vista (SP). Ao longo de 26 anos de sacerdócio, atuou como vigário em Mogi Guaçu e Vargem Grande do Sul, além de colaborar na formação de novos presbíteros. Sua nomeação ocorre após o pedido de renúncia de dom Osvaldo Giuntini, por motivo de idade.
O Mons. José Aparecido atualmente residia no Vaticano, onde trabalhava no Pontifício Conselho para os Textos Legislativos. Foi ordenado presbítero em 1986, na diocese de Santo Amaro (SP), onde atuou como vigário em diversas paróquias. Foi nomeado como bispo titular de “Enera” e auxiliar para a Arquidiocese de Brasília a pedido de dom Sérgio da Rocha.
Fonte: CNBB

sexta-feira, 3 de maio de 2013



comissão diretora do III Congresso de Gestão Eclesial da Arquidiocese da Paraíba e da III Feira de Artigos Religiosos se reuniu nessa quinta-feira (21/02) para definir encaminhamentos para esses eventos que vão ser realizados de 11 a 13 de setembro de 2013, no campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa.
O Congresso e a Feira estão integrados à programação do 1° Sínodo Diocesano, em comemoração aos 100 anos de elevação da Arquidiocese da Paraíba e sede da Província Eclesiástica. Está prevista a particação de representantes das 21 Dioceses dos Estados que compõem o Regional NE 2 (Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoa) e de pessoas de outros lugares que se interessem pelo tema.
"O III Congresso de Gestão Eclesial é uma continuidade do programa de formação permanente para o clero, membros dos diversos conselhos, executores de projetos, funcionários das cúrias e secretários paroquiais, fomentando estratégias nas áreas jurídica, financeira, comportamental e temas de dimensão pastoral", explicam os organizadores.
"A III Feira de Artigos Religiosos acontece juntamente com o Congresso. Ela visa disponibilizar materiais destinados à formação dos participantes à vida cristã individual e comunitária, por meio da exposição de livros, artigos e serviços religiosos, dedicando também espaço para a apresentação de trabalhos sociais desenvolvidos pela Arquidiocese da Paraíba", completam os organizadores.
Até o momento já foram confirmadas as presenças do Pe. João Carlos Almeida, scj (Pe Joãozinho); do Côn. Edson Oriolo; do Prof. Luiz Becker Filho e da Prof. Iany Barros.

Fonte: Pascom