Diocese de Afogados da Ingazeira debate desmatamento e exploração de recursos naturais no Pajeú

Seminário, com o título "A Caatinga, Guardiã da Água", ocorreu dentro da 13ª Semeia (Semana do Meio Ambiente).

Diocese de Salgueiro inicia preparativos para Assembleia Diocesana de Pastoral

Preparativos têm início com Assembleia na Área Pastoral São Marcos.

Na solenidade de Corpus Christi, dom Fernando Saburido convida fiéis a serem “Eucaristia” para o próximo

Celebração foi realizada na quinta-feira, 04, na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo – Sé de Olinda/PE.

Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, recebe alta médica

Dom Antônio foi internado para cirurgia cardíaca realizada dia 20 de maio.

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sexta-feira, 3 de maio de 2013



comissão diretora do III Congresso de Gestão Eclesial da Arquidiocese da Paraíba e da III Feira de Artigos Religiosos se reuniu nessa quinta-feira (21/02) para definir encaminhamentos para esses eventos que vão ser realizados de 11 a 13 de setembro de 2013, no campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa.
O Congresso e a Feira estão integrados à programação do 1° Sínodo Diocesano, em comemoração aos 100 anos de elevação da Arquidiocese da Paraíba e sede da Província Eclesiástica. Está prevista a particação de representantes das 21 Dioceses dos Estados que compõem o Regional NE 2 (Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoa) e de pessoas de outros lugares que se interessem pelo tema.
"O III Congresso de Gestão Eclesial é uma continuidade do programa de formação permanente para o clero, membros dos diversos conselhos, executores de projetos, funcionários das cúrias e secretários paroquiais, fomentando estratégias nas áreas jurídica, financeira, comportamental e temas de dimensão pastoral", explicam os organizadores.
"A III Feira de Artigos Religiosos acontece juntamente com o Congresso. Ela visa disponibilizar materiais destinados à formação dos participantes à vida cristã individual e comunitária, por meio da exposição de livros, artigos e serviços religiosos, dedicando também espaço para a apresentação de trabalhos sociais desenvolvidos pela Arquidiocese da Paraíba", completam os organizadores.
Até o momento já foram confirmadas as presenças do Pe. João Carlos Almeida, scj (Pe Joãozinho); do Côn. Edson Oriolo; do Prof. Luiz Becker Filho e da Prof. Iany Barros.

Fonte: Pascom

sexta-feira, 1 de março de 2013

Bento XVI em Castel Gandolfo


No início da tarde desta quinta-feira, 28 de fevereiro, o Papa Bento XVI foi levado de helicóptero para a cidade de Castel Gandolfo, nos arredores de Roma. Segundo informações da Sala de Imprensa da Santa Sé ele ficará na residência de verão por dois meses. As 20 horas de Roma, 16 horas de Brasília, estará encerrado o seu pontificado.

A cidade de Castel Gandolfo Fica a 30 km ao sul de Roma, à beira do lago de Albano. A residência foi construída em 1626 pelo Papa Urbano VIII como residência de campo para passar o verão. Desde a sua construção, a Igreja já teve 31 papas, sendo que apenas 15 fizeram uso da residência em algum momento. Bento XVI, nos seus quase oito anos de pontificado, passou longas temporadas neste belo local, onde escreveu parte da trilogia 'Jesus de Nazaré'.

Durante a II Guerra Mundial, os aposentos onde ficará Bento XVI foram transformados numa maternidade, onde nasceram 50 crianças, filhos de italianos que ali se refugiavam. Os pais das crianças, como forma de agradecimento ao Papa Pio XII (Eugenio Pacelli), colocaram o nome das crianças de Eugenio ou Pio.

A Residência Apostólica de Castel Gandolfo e os jardins ao seu redor ocupam 55 hectares, área maior que o Estado do Vaticano. Os jardins, com espaços projetados por Bernini, além das centenas de árvores, tem um espaço especial dedicado à Virgem Maria. Nas três vilas que formam o complexo (a Residência Papal, a Vila Barberini e outra destinada à administração), trabalham 55 pessoas, sendo que muitas vivem no local com suas famílias. O complexo também conta com exploração leiteira, produzindo cerca de 600 litros/dia, vendidos no supermercado Vaticano ou em leiterias locais. Ali também são criadas galinhas e produzidas verduras. A Residência Apostólica não possui grandes obras de arte, destacando apenas a beleza de algumas tapeçarias. A beleza do lugar e do lago de origem vulcânica suprem o que falta no interior da residência.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Bento XVI garante reverência e obediência ao novo Papa


Após ouvir a saudação do Decano do Colégio Cardinalício, Bento XVI tomou a palavra para se despedir dos Cardeais.

Assim como o Card. Sodano, o Papa também citou a experiência dos discèipulos de Emaús, afirmando que também para ele foi uma alegria caminhar em companhia dos cardeais nesses anos na luz da presença do Senhor ressuscitado. 

Como disse ontem diante de milhares de fiéis que lotavam a Praça S. Pedro, a solidariedade e o conselho do Colégio foram de grande ajuda no seu ministério. “Nesses oito anos, vivemos com fé momentos belíssimos de luz radiosa no caminho da Igreja, junto a momentos em que algumas nuvens se adensaram no céu. Buscamos servir Cristo e a sua Igreja com amor profundo e total. Doamos a esperança que nos vem de Cristo e que é a única capaz de iluminar o caminho. Juntos, podemos agradecer ao Senhor que nos fez crescer na comunhão. Juntos, podemos pedir para que nos ajude a crescer ainda nessa unidade profunda, de modo que o Colégio dos Cardeais seja como uma orquestra, onde as diversidades, expressão da Igreja universal, concorrem à superior e concorde harmonia. 

Aos Cardeais, o Papa expressou “um pensamento simples” sobre a Igreja e sobre o seu mistério, que constitui para todos nós a razão e a paixão da vida, escrita por Romano Guardini. Ou seja, de que a Igreja não é uma instituição excogitada, mas uma realidade viva. Ela vive do decorrer do tempo, transformando-se, mas em sua natureza permanece sempre a mesma. O seu coração é Cristo. 

“Parece que esta foi a nossa experiência ontem na Praça. Ver que a Igreja é um corpo vivo, animado pelo Espírito Santo, e vive realmente da força de Deus. Ela está no mundo, apesar de não ser do mundo. É de Deus, de Cristo, do Espírito Santo e nós o vimos ontem. Por isso é verdadeira e eloquente a outra famosa expressão de Guardini: 

A Igreja se desperta no ânimo das pessoas. A Igreja vive, cresce e se desperta nos ânimos que, como a Virgem Maria, acolhem a palavra de Deus e a concebem por obra do Espírito Santo. Oferecem a Deus a própria carne e o próprio trabalho em sua pobreza e humildade, se tornando capazes de gerar Cristo hoje no mundo. 

Através da Igreja, disse o Papa, o mistério da encarnação permanece presente sempre. E fez um apelo aos Cardeais:

“Permaneçamos unidos, queridos irmãos, neste mistério, na oração, especialmente na Eucaristia cotidiana, e assim serviremos a Igreja e toda a humanidade. Esta é a nossa alegria que ninguém pode nos tirar. Antes de saudá-los pessoalmente, desejo dizer que continuarei próximo com a oração, especialmente nos próximos dias, para que sejais plenamente dóceis à ação do Espírito Santo na eleição do novo Papa. Que o Senhor vos mostre quem Ele quer. E entre vós, entre o Colégio dos cardeais, está também o futuro Papa, ao qual já hoje prometo a minha incondicionada reverência e obediência.”

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Bento XVI despede-se em português apresentando renúncia como «inovação»


Bento XVI afirmou hoje no Vaticano que a sua decisão de renúncia ao pontificado, que se conclui esta quinta-feira, implicou uma “inovação” e disse que a mesma foi para o "bem da Igreja".

“Dei este passo com plena consciência da sua gravidade e inovação, mas com uma profunda serenidade de espírito”, explicou o Papa, em português, perante mais de 150 mil pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a última audiência pública do pontificado.

À imagem do que fez no último dia 11, quando anunciou a resignação, Joseph Ratzinger, de 85 anos, explicou a sua renúncia com a idade avançada e a falta de forças.

“Sentindo que as minhas forças tinham diminuído, pedi a Deus com insistência que me iluminasse com a sua luz para tomar a decisão mais justa, não para o meu bem, mas para o bem da Igreja”, precisou.

O Papa agradeceu “o respeito e a compreensão” com que foi recebida a sua decisão de renunciar ao pontificado e deixou uma promessa: “Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja, na oração e na reflexão, com a mesma dedicação ao Senhor e à sua esposa que vivi até agora e quero viver sempre”.

Bento XVI sustentou que um Papa “não está sozinho na condução da barca de Pedro [Igreja Católica], embora lhe caiba a primeira responsabilidade”.

“Nestes quase oito anos, sempre senti que, na barca, está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas do Senhor”, prosseguiu.

O Papa evocou o dia da sua eleição, a 19 de abril de 2005, lembrando que na altura falou num “grande peso” que lhe era colocado sobre os ombros.

“O Senhor colocou ao meu lado muitas pessoas que me ajudaram e sustentaram”, observou.

Bento XVI disse que vai continuar a “acompanhar a Igreja” com a sua oração e pediu aos fiéis que rezem por si e pelo seu sucessor.

“Peço que vos recordeis de mim diante de Deus e sobretudo que rezeis pelos cardeais chamados a escolher o novo sucessor do Apóstolo Pedro. Confio-vos ao Senhor, e a todos concedo a Bênção Apostólica”, apelou, em português, uma das 12 línguas em que o Papa interveio esta manhã.

Bento XVI apresentou a sua renúncia no último dia 11, com efeitos a partir de quinta-feira, por causa da sua “idade avançada”, abrindo caminho à eleição do seu sucessor.

A última renúncia de um Papa tinha acontecido há quase 600 anos, com a abdicação de Gregório XII, em 1415.


Fonte: Agência Ecclesia

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Bento XVI deixa aos cardeais a faculdade de antecipar o Conclave


Foi publicada nesta segunda-feira, 25 de fevereiro, a Carta Apostólica de Bento XVI em forma de Motu Proprio "Normas nonnullas", sobre algumas modificações nas regras relativas à eleição do Romano Pontífice. No documento, Bento XVI faz algumas alterações nas normativas precedentes para "garantir o melhor desempenho de respeito, mesmo com ênfase diferente, da eleição do Sumo Pontífice, e de uma mais correta interpretação e aplicação de algumas disposições.

"Nenhum cardeal eleitor poderá ser excluído tanto da eleição ativa quanto da passiva por nenhum motivo ou pretexto, exceto conforme previsto nos números 40 e 75 da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis", afirma Bento XVI. Foi estabelecido que a partir do momento em que a Sé Apostólica estiver legitimamente vacante, espera-se quinze dias para ter início o Conclave.

O Papa deixa ao Colégio Cardinalício a faculdade de antecipar o início do Conclave se consta da presença de todos os cardeais eleitores, como também a faculdade de prolongar, se existirem motivos graves, o início da eleição por alguns outros dias. Passados ao máximo vinte dias do início da Sé Vacante, todos os cardeais eleitores presentes devem proceder à eleição.

Especificam-se as normas para o sigilo do Conclave: "Todo o território da Cidade do Vaticano e também a atividade ordinária dos escritórios dentro de seu âmbito deverão ser regulados, no dito período, a fim de garantir a discrição e o desempenho livre de todas as operações ligadas à eleição do Sumo Pontífice. Em particular deverá ser previsto, com a ajuda de prelados clérigos, que ninguém se aproxime dos cardeais eleitores durante o percurso da Casa Santa Marta ao Palácio Apostólico Vaticano.

Todas as pessoas que por qualquer motivo e em qualquer tempo ficarem sabendo do que diretamente ou indiretamente concerne aos atos relativos à eleição, sobretudo em relação às cédulas na própria eleição, são obrigadas ao segredo absoluto com qualquer pessoa que não faça parte do Colégio dos Cardeais eleitores. Para esse objetivo, antes do início das eleições, eles deverão fazer juramento segundo modalidades precisas na consciência de que uma sua infiltração levará a excomunhão "latae sententiae", reservada à Sé Apostólica.

Foram abolidas as eleições por aclamação e por compromisso. A única forma reconhecida de eleição do Romano Pontífice é a de voto secreto.

"Se as votações das quais nos números 72, 73 e 74 da Constituição Apostólica Universi Dominici gregis não terão êxito, ficou estabelecido que se dedique um dia de oração, reflexão e diálogo. Nas votações sucessivas, "terão voz passiva somente os dois nomes que na votação precedente obtiveram o maior número de votos, nem poderá retirar-se da disposição que para a eleição válida, mesmo nestes votos, é exigida a maioria qualificada de pelo menos dois terços dos votos dos cardeais do presentes e votantes. Nessas votações, os dois nomes que têm voz passiva não têm voz ativa".

"Realizada canonicamente a eleição, o último dos Cardeais diáconos chama na sala da eleição o secretário do Colégio Cardinalício, o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias e dois Mestres de Cerimônias; então o Cardeal Decano, ou o primeiro dos cardeais por ordem e idade, em nome de todo o Colégio dos eleitores pede o consenso do eleito com as seguintes palavras: Aceita a sua eleição canônica como Sumo Pontífice? E apenas recebido o consenso ele pergunta: Como gostaria de ser chamado? Então o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, atuando como tabelião e as tendo como testemunhas dois Mestres de Cerimônias, redige um documento sobre a aceitação do novo Papa e o nome tomado por ele".

Fonte: CNBB

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Papa aprova mudanças para adiantar Conclave

O Papa Bento XVI aprovou as mudanças necessárias na legislação da Igreja Católica para permitir que os cardeais iniciem o Conclave que irá eleger seu sucessor antes do prazo originalmente estipulado, de 15 dias após o ínicio da Sé Vacante, período que começa com a morte ou renúncia de um pontífice, informou o Vaticano nesta segunda-feira (25).

Segundo a Santa Sé, o Papa aprovou um “Motu Proprio” (um documento papal) que introduz algumas modificações sobre o processo de desenvolvimento do próximo Conclave. Bento XVI deixa o comando da Igreja Católica oficialmente às 20h (no horário de Roma; 16h em Brasília) desta quinta-feira (28). Na quarta-feira (27), ele realiza uma audiência geral na Praça São Pedro, na qual são esperadas milhares de pessoas.

Com o decreto, foi concedida aos cardeais a possibilidade de antecipar o início do conclave caso todos estejam presentes no Vaticano. Permanece a possibilidade de adiar o início da votação por até 20 dias após o início da Sé Vacante, caso seja necessário para a chegada dos cardeais.

Para eleger o novo Papa continuará sendo necessário que um dos nomes tenha pelo menos dois terços dos votos.

Deste modo, o Conclave poderá ser iniciado agora antes do dia 15 de março.

O Papa alemão surpreendeu a Igreja e o mundo ao anunciar, em 11 de fevereiro, que iria deixar o cargo no fim do mês, por conta de sua saúde frágil.

As regras atuais do Conclave -encontro em que os cardeais, secretamente, escolhem o novo Papa- foram estabelecidas em 1996 por João Paulo II, antecessor de Bento XVI.

O Conclave para eleger o sucessor de Bento XVI, segundo a Constituição Apostólica, deve começar "entre um mínimo de 15 dias e um máximo de 20" desde que se decrete a chamada "Sé Vacante", fixada para o próximo 28 de fevereiro às 20h (16h de Brasília), o momento que Bento XVI escolheu para abandonar o Trono de Pedro.

Cardeais de todo o mundo já começaram consultas informais por telefone e e-mail para a construção de um perfil do homem que eles acham que seria mais adequado para liderar a Igreja em um período de crise contínua.

Cerca de 117 cardeais com menos de 80 anos de idade terão o direito de entrar no conclave, que é realizado na Capela Sistina, no Vaticano.

Fonte: G1

Bento XVI no último Angelus : “Não abandono a Igreja”

“Não abandono a Igreja, pelo contrário. Continuarei a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor”: palavras de Bento XVI pronunciadas em seu último Angelus como Pontífice, neste domingo, 24 de fevereiro.

O Senhor me chama a "subir o monte”, para me dedicar ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja, ao contrário, se Deus me pede isso é precisamente para que eu possa continuar a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor com o qual eu fiz até agora, mas de um modo mais adequado à minha idade e às minhas forças.

A Praça S. Pedro estava lotada este domingo para este evento histórico. Faixas e cartazes em várias línguas demonstraram o carinho dos fiéis. A Praça desde as primeiras horas da manhã aos poucos foi sendo tomada por religiosas, sacerdotes, turistas, mas principalmente por famílias com crianças e muitos jovens.

Ao meio-dia, assim que a cortina da janela de seus aposentos se abriu, Bento XVI foi aclamado pela multidão.

Comentando o Evangelho da Transfiguração do Senhor, o evangelista Lucas ressalta o fato de que Jesus se transfigurou enquanto rezava: a sua é uma experiência profunda de relacionamento com o Pai durante uma espécie de retiro espiritual que Jesus vive sobre um alto monte na companhia de Pedro, Tiago e João.

Meditando sobre esta passagem do Evangelho, explicou o Pontífice, podemos tirar um ensinamento muito importante. Antes de tudo, a primazia da oração, sem a qual todo o trabalho de apostolado e de caridade se reduz ao ativismo. Na Quaresma, aprendemos a dar o justo tempo à oração, pessoal e comunitária, que dá fôlego à nossa vida espiritual. Além disso, a oração não é um isolar-se do mundo e de suas contradições.

A existência cristã – disse o Papa, citando sua Mensagem para a Quaresma –, consiste num contínuo subir o monte do encontro com Deus, para depois descer trazendo o amor e a força que dele derivam, a fim de servir nossos irmãos e irmãs com o mesmo amor de Deus.

“Queridos irmãos e irmãs, esta Palavra de Deus eu a sinto de modo particular dirigida a mim, neste momento da minha vida. O Senhor me chama a "subir o monte”, para me dedicar ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja, ao contrário. Se Deus me pede isso, é precisamente para que eu possa continuar a servi-la com a mesma dedicação e o mesmo amor com o qual eu fiz até agora, mas de um modo mais adequado à minha idade e às minhas forças.”
Na saudação em várias línguas, Bento XVI falou também em português: “Queridos peregrinos de língua portuguesa que viestes rezar comigo o Angelus: obrigado pela vossa presença e todas as manifestações de afeto e solidariedade, em particular pelas orações com que me estais acompanhando nestes dias. Que o bom Deus vos cumule de todas as bênçãos”.


Fonte: CNBB

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Papa participa do quinto dia do retiro quaresmal no Vaticano


No quinto dia dos Exercícios Espirituais do Papa e da Cúria Romana no Vaticano o presidente do Pontifício Conselho da Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi, centrou suas reflexões sobre os temas: reconciliação e penitência, a ausência de Deus e o nada. O cardeal é o responsável pelos Exercícios Espirituais para a Quaresma deste ano, iniciados no último domingo, 23.

O Cardeal propôs uma meditação sobre o delito, o castigo e o perdão. “O pecado é um ato pessoal e nasce da liberdade humana”. Segundo ele, é uma rebelião, uma revolta, um desviar a meta, mas, sobretudo, um afastar-se de Deus.

“O pecado é uma realidade, antes de tudo, e sobretudo, teológica; pode ter também aspectos psicológicos, mas é teológica. Por isto, não poderá nunca ser equiparado – o Sacramento da Reconciliação – a uma sessão psicanalítica, porque é absolutamente fundamental a consciência de Deus que o pecador tem”.

O Cardeal destacou ainda que é na conversão que se encontra o caminho correto, no mudar a rota e também no mudar a mentalidade – como pregava Jesus – deixando para trás as coisas às quais o homem se apega. Um percurso que, conforme explicou o purpurado, implica o cansaço. E no percurso cansativo para o perdão não falta a tensão, a espera, o “suspiro profundo”, disse o Cardeal Ravasi, para chegar a ser homens novos.

“Na sociedade nem sempre se dá a possibilidade de recomeçar: alguns são agora marcados, mesmo se é verdade que, na legislação, há tentativas de reconstruir e revitalizar na sociedade uma pessoa que errou. Porém, permanece sempre esta espécie de selo sobre a pessoa que foi – talvez com motivo – considerada pecadora. Isto, na Bíblia, não existe; no Profeta Isaías, sobretudo, há aquela imagem de que Deus lança atrás de teus pecados, de modo que não se olhe mais para eles, para que não haja mais”.

Dando continuidade às suas reflexões, o Cardeal falou sobre a ausência e o nada: o homem sem Deus. Um tema, como destacou o purpurado, que está presente de modo repetido nos Salmos 14 e 53. Entra-se assim no mundo do ateísmo prático. Ausência e nada: dois termos que, conforme explicou, não são sinônimos; simplesmente o primeiro é a nostalgia de Deus enquanto o nada é o verdadeiro mal da cultura de hoje.

“É a indiferença, é a superficialidade, é a banalidade. É por isto que eu continuo a pensar como se pode ter qualquer influência neste tipo de névoa, em uma espécie de mucilagem, é algo suave, mas que não tem nostalgia alguma, é o vazio, o nada, não o vazio com a espera. Aqui, nós, pastoralmente, encontramos com mais frequência, infelizmente, esta segunda forma de ateísmo”, disse.

Depois, sobre o silêncio de Deus, o purpurado recordou as tantas vezes que um crente sente este horizonte. “Pensemos também em nós mesmos, todas as vezes que experimentamos, talvez através da fragilidade, do desânimo, o silêncio de Deus, a ausência. (…) Eu gostaria que todos nós, que somos bispos, a maioria de nós, pensássemos um pouco no clero, em muitos sacerdotes que vivem esta experiência e talvez não têm aquela capacidade de elaboração que deveriam ter, que nós tínhamos que dar a eles. Acredito que sobretudo quantos de vós sois bispos de Igrejas, pastores de Igrejas, este testemunho vós podeis dar”.

Ele destacou ainda a figura do salmista, que depois de ter experimentado o silêncio de Deus, consegue exclamar – na conclusão do Salmo 22: “Tu me repondestes!”. Assim, ele enfatizou que a oração transforma-se um hino de agradecimento que é sinal de confiança depois das horas vazias, porque as súplicas não caem nunca no nada.

Na pregação da tarde do dia anterior, Cardeal Ravasi falou sobre dor e isolamento. “A sociedade contemporãnea criou nas nossas cidades uma multidão de solidão”, disse o cardeal. Ele também falou sobre a visão cristã da dor, um visão que desperta escândalo: Deus em Cristo inclina-se para o homem – disse- e assume o sofrimento, o limite. Jesus atravessa toda a gama escura da dor: medo, solidão, isolamento, traição, sofrimento físico, silêncio, morte.

Fonte: Rádio Vaticano

“Crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação” (Papa Bento XVI)


Ao proclamar o Ano da Fé, o papa Bento XVI publicou a carta apostólica Porta Fidei, em 11 de outubro de 2011. No texto, ele recorda que o centro da atenção eclesial deve estar no encontro com Jesus Cristo e na beleza da fé nele. “Só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior, porque tem sua origem em Deus”.

Retomando a celebração do cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e os vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, o papa vê essa oportunidade como ocasião para que a Igreja se renove, especialmente através do testemunho de vida de quem crê. “De fato, os cristãos são chamados a brilhar, com sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou (...). Nessa perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo”.

O desejo do Santo Padre é de que o Ano da Fé suscite, em cada cristão, o desejo de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. “Esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e refletir sobre o próprio ato com que se crê é um compromisso que cada crente deve assumir”.

Ao delinear o percurso que o cristão deve fazer para compreender o conteúdo da fé, o papa elenca aspectos importantes da unidade entre o ato com que se crê e os conteúdos a que damos assentimento. “O professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos”. Desta forma, a profissão de fé se torna um ato simultaneamente pessoal e comunitário. “De fato, o primeiro sujeito da fé é a Igreja”.

Bento XVI também assinala na carta que o Catecismo da Igreja Católica é um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quem tem a incumbência da formação dos cristãos. “De fato, em nossos dias mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogações, que provêm de uma mentalidade divergente que hoje, de forma particular, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. A Igreja, porém, nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade”.

Por fim, o papa recorda que o Ano da Fé é uma ocasião de intensificar o testemunho da caridade. “A fé sem caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra realizar seu caminho. De fato, não poucos cristãos dedicam amorosamente sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou excluído, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer, porque é precisamente nele que se espelha o próprio rosto de Cristo”.

Confira a íntegra do documento, clicando aqui.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Bento XVI avalia publicação de documento sobre o próximo Conclave


O porta-voz do Vaticano revelou hoje que Bento XVI está a estudar a publicação de um documento sobre o próximo Conclave para a eleição do novo Papa, sem precisar se o mesmo se refere à antecipação deste encontro de cardeais.

“O Papa está a tomar em consideração a publicação de um Motu Proprio [documento publicado por iniciativa pessoal], nos próximos dias, obviamente antes do início da Sé vacante, para precisar alguns pontos particulares da constituição apostólica sobre o Conclave que foram apresentados ao longo dos últimos anos”, disse o padre Federico Lombardi aos jornalistas.

O sacerdote italiano admitiu não saber se Bento XVI “julgará necessário ou oportuno apresentar alguma precisão sobre a questão do tempo de início do Conclave".

“A questão depende da avaliação do Papa e se for publicado este documento, será divulgado de modo oportuno”, concluiu.

O vice-prefeito da Biblioteca do Vaticano e especialista em História, Ambrogio Piazzoni, tinha recordado hoje em conferência de imprensa que só Bento XVI pode mudar as regras de eleição do seu sucessor.

“O Papa é o único que pode legislar sobre estes temas, pelo que até às 19h59 de 28 de fevereiro pode chegar alguma norma emanada por Bento XVI que será válida”, declarou, num encontro dedicado aos conclaves da Igreja Católica.

Piazzoni comentou a possibilidade de se antecipar o próximo Conclave, após o final do pontificado de Bento XVI, a 28 de fevereiro.

As regras da Igreja implicam uma espera de 15-20 dias após o fim do pontificado, situação prevista pela constituição apostólica ‘Universi Dominici Gregis’ (1996), de João Paulo II.

O beato polaco determinou que após o momento em que a “Sé Apostólica ficar legitimamente vacante” – morte ou renúncia do pontífice -, os cardeais eleitores presentes “devem esperar, durante 15 dias completos, pelos ausentes”.

“O documento diz que os cardeais presentes em Roma têm de esperar pela chegada dos outros. Poderia significar que se todos os outros chegassem antes dos 15 dias, não seria preciso esperar. O documento diz que se deve esperar, não que não é possível começar antes”, declarou o vice-prefeito da Biblioteca do Vaticano, autor da obra ‘História das eleições papais’.

O atual Papa já promoveu uma alteração à ‘Universi Dominici gregis’ quando, em 2007, eliminou a hipótese de a eleição acontecer com maioria simples e não de dois terços dos votos, após 34 escrutínios.

Os cardeais vão ser chamados ao Vaticano após Bento XVI ter anunciado no último dia 11 a sua decisão de renunciar ao pontificado, a partir das 20h00 (menos uma em Lisboa) do dia 28 de fevereiro, por causa da sua “idade avançada”.

O sucessor do Papa alemão, de 85 anos, será o 266.º a ocupar o cargo na história da Igreja Católica.

O Anuário Pontifício da Santa Sé publica a lista dos Papas que guiaram a Igreja Católica desde o primeiro, São Pedro, incluindo o português João XXI, falecido em 1277.

O Conclave, palavra com origem no latim 'cum clavis' (fechado à chave), pode ser definido como o lu­gar onde os cardeais se reúnem em clau­sura para eleição do Papa.

Fonte: Agência Ecclesia 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

“Deus é caridade: da caridade de Deus tudo provém, por ela tudo forma, para ela tudo tende” (Papa Bento XVI)


O papa Bento XVI durante os seus oito anos de pontificado deixou um verdadeiro legado. Suas obras científicas permearão pela eternidade como um aprendizado para as atuais e futuras gerações. Como membro de várias academias científicas da Europa, e com oito doutorados honoríficos de diferentes universidades, o Santo Padre sempre foi um intelectual, e profundo conhecedor da essência humana.

Na Carta Encíclica, Caritas in Veritate, dos documentos pontifícios, Bento XVI chama a atenção para temas contemporâneos como os desvios e esvaziamento do sentido da caridade na atualidade, que a excluem da vida ética, e ainda impedem a sua correta valorização. No documento intitulado “O Desenvolvimento Humano Integral na Caridade e na Verdade”, Bento dedica aos bispos, presbíteros, diáconos, pessoas consagradas, fiéis leigos, e a todos as pessoas de boa vontade, uma intensa reflexão sobre a caridade, via mestra da doutrina social da Igreja.

“A caridade é amor recebido e dado; é graça. A sua nascente é o amor fontal do Pai pelo Filho no Espírito Santo. É amor, que, pelo filho, desce sobre nós. É amor criador pelo qual existimos; amor redentor, pelo qual somos recriados.”. Descreve um trecho da Carta.

Perante uma realidade de um mundo cada vez mais individualista, o Sumo Pontífice faz um chamamento ao “bem comum”. “Amar alguém é querer o seu bem e trabalhar eficazmente pelo mesmo. Ao lado do bem individual, existe um bem ligado à vida social das pessoas: o bem comum. É o bem daquele “nós-todos”, formados por indivíduos, famílias e grupos intermediários que se unem em comunidade social. Não é um bem procurado por si mesmo, mas para as pessoas que fazem parte da comunidade social e que, só nela, podem realmente e com maior eficácia obter o próprio bem. Querer o bem comum e trabalhar por ele é exigência de justiça e de caridade.”

O papa ainda questiona o sentido e os critérios que a sociedade se baseia para “diferenciar” os seres humanos. “A vocação ao progresso impele os homens a “realizar, conhecer e possuir mais, para ser mais”. Aqui levanta-se o problema, sobre o que significa “ser mais”? Para responder a esta indagação Bento XVI lembra Paulo VI: “O que conta para nós é o homem, cada homem, cada grupo de homens, até se chegar à humanidade inteira”.

Fonte: CNBB

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O papa não exerceu um poder, mas cumpriu uma missão


A declaração da renúncia de Bento XVI ao pontificado, na segunda-feira passada, abalou o mundo, tão inesperada que era para a maioria, dentro e fora da Igreja e do Vaticano. Todos ficamos profundamente tocados e ainda tentamos entender o seu alcance e o seu significado.

Mas, para sermos honestos, é uma decisão que surpreendeu mais aqueles que não o conheciam do que aqueles que o acompanhavam com atenção. Ele tinha falado claramente desta possibilidade no livro-entrevista “Luz do Mundo”; tinha um jeito sempre discreto e prudente de falar sobre os compromissos futuros do seu pontificado; era absolutamente claro que ele estava cumprindo uma missão recebida, mais do que exercendo um poder adquirido.

Realmente não foi por falsa humildade que, no início do papado, ele se apresentou como “um humilde trabalhador na vinha do Senhor”, sempre cuidadoso para usar com sabedoria as forças físicas, que não eram mais exuberantes, a fim de realizar do melhor modo possível o trabalho imenso que lhe foi confiado, e que para ele era inesperado, pois já estava com uma idade avançada.
Sabedoria humana e cristã admirável de quem vive diante de Deus, na fé, em liberdade de espírito; de quem conhece as suas responsabilidades e forças; e que indica, na renúncia, uma perspectiva de esperança e de compromisso renovado. Um grande ato de governo da Igreja, não, como alguns pensam, porque o papa não sentisse mais a força para guiar a cúria romana, e sim porque os grandes problemas da Igreja e do mundo, dos quais ele é mais do que consciente, requerem hoje uma grande força e um horizonte de tempo de governo proporcional a grandes empreitadas, que não pode ser de curta duração.

Bento XVI não nos abandona no momento de dificuldade. Com segurança, ele convida a Igreja a se confiar ao Espírito e a um novo sucessor de Pedro. Ele disse que sente quase fisicamente a intensidade da oração e do amor que o acompanha. E nós sentiremos, por nossa vez, a intensidade única da sua oração e do seu afeto pelo sucessor e por nós.

Provavelmente, esta relação espiritual será ainda mais profunda e mais forte do que antes. Intensa comunhão na liberdade absoluta.

Fonte: Zenit

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Bento XVI: Caridade é anúncio do Evangelho


No final da manhã desta sexta-feira, Bento XVI recebeu na Sala dos Papas, no Vaticano, os membros da Associação belga “Pro Petri Sede”.

Essa Associação atua na Bélgica, em Luxemburgo e nos Países Baixos no acolhimento dos pobres e dos estrangeiros, vivendo o ideal evangélico de entreajuda espiritual e material.

Em seu discurso, Bento XVI falou do testemunho da caridade neste Ano da Fé. “Como já tive ocasião de dizer na Carta Apostólica Porta fidei, o Ano da Fé é uma boa oportunidade para intensificar o testemunho da caridade. A fé sem a caridade não dá fruto e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente Pa outra realizar o seu caminho "(n. 14).

Para viver este testemunho de caridade, disse ainda o Papa, o encontro com o Senhor, que transforma o coração e os olhos do homem, é indispensável. “Na verdade, é o testemunho do amor de Deus por todos os nossos irmãos que dá o verdadeiro sentido da caridade cristã. Não se trata só de ajuda material, também ela necessária, mas caridade é participação ao amor de Cristo recebido e partilhado.” 

O Pontífice recorda que toda obra de autêntica caridade é uma manifestação concreta do amor de Deus pelos homens e, assim, torna-se anúncio do Evangelho. “Neste tempo de Quaresma, que os gestos de caridade permitam a todos de se dirigir a Cristo, que continua a vir ao encontro dos homens!”

Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Papa exorta a não se banalizar mundo dos jovens: Igreja tem grande confiança neles


Não existe uma "cultura juvenil" unívoca, mas uma realidade muito articulada que a Igreja quer conhecer melhor, porque tem "confiança nos jovens" e "precisa de sua vitalidade".

Em síntese, esse foi o pensamento que Bento XVI expressou na manhã desta quinta-feira aos participantes da plenária do Pontifício Conselho para a Cultura, recebidos em audiência na Sala Clementina, no Vaticano. O Papa convidou-os a não olharem para o mundo juvenil com os habituais lugares comuns.

Não vivem em um "universo", que embora vasto, é decifrável. Os jovens de hoje habitam um "multiverso", ou seja, um espaço, mas também um tempo, nos quais coexiste uma "pluralidade de visões, de perspectivas e de estratégias".

Parte daí a análise do Santo Padre sobre "culturas juvenis emergentes", às quais o Cardeal Gianfranco Ravasi quis dedicar a plenária do Pontifício Conselho para a Cultura. A Igreja quer entender os aspectos positivos e negativos da dimensão "complexa e articulada" do cosmo juvenil e de suas linguagens – velocíssimas graças, sobretudo, à influência e ao rápido desenvolvimento dos meios de comunicação social, observou o Papa.

Os aspectos negativos dizem respeito às fragilidades psicoafetivas dos jovens, as suas dificuldades de inserção social, que acabam em marginalização, que acabam, aliás, quase numa "invisibilidade" em nível histórico e cultural, e, infelizmente, nos refúgios da droga, em desvios e violências.

"A esfera afetiva e emotiva, o âmbito dos sentimentos, bem como o da corporeidade, são fortemente influenciados por esse clima e pela tempérie cultural que deles deriva, expressa, por exemplo, por fenômenos aparentemente contraditórios, como a espetacularização da vida íntima e pessoal e o fechamento individualista e narcisista sobre as próprias necessidades e interesses. Também a dimensão religiosa, a experiência de fé e a pertença à Igreja são muitas vezes vividas numa perspectiva privada e emotiva."

Por outro lado, é consolador para o Pontífice constatar os "ímpetos generosos e corajosos de tantos jovens voluntários" e as "experiências de fé profunda e sincera de muitos rapazes e moças". E não se pode deixar de lado os desdobramentos vividos pelos jovens do chamado "Terceiro mundo", observou:

"Nós nos damos conta de que eles representam, com as suas culturas e com as suas necessidades, um desafio para a sociedade do consumismo globalizado, para a cultura dos privilégios consolidados, dos quais se beneficia um pequeno grupo do mundo ocidental. As culturas juvenis, consequentemente, se tornam 'emergentes' inclusive no sentido que manifestam uma necessidade profunda, um pedido de ajuda ou até mesmo uma 'provocação', que não pode ser ignorada ou subestimada, quer por parte da sociedade civil, quer por parte da Comunidade eclesial."

Consciente "das muitas situações problemáticas que dizem respeito também ao âmbito da fé e da pertença à Igreja", Bento XVI concluiu o seu discurso abraçando idealmente, com afeto e estima, os jovens do mundo inteiro:

"A Igreja confia nos jovens, espera neles e em suas energias, precisa deles e de sua vitalidade para continuar vivendo com renovado impulso a missão que Cristo lhe confiou. Portanto, faço votos prementes de que o Ano da Fé seja também para as jovens gerações uma ocasião preciosa para reencontrar e reforçar a amizade com Cristo, da qual possa brotar a alegria e o entusiasmo para transformar profundamente as culturas e as sociedades." 

Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Papa recebe roqueiros no final da Plenária do Conselho da Cultura


Bento XVI recebeu, nesta quinta-feira, 7 de fevereiro, os participantes da Plenária do Pontífício Conselho da Cultura, que tem como tema os jovens. Estavam na audiência, na Sala Clementina, os membros do grupo de rock "The Sun", que se apresentarou por ocasião da Plenária.

"Cultura da comunicação e novas linguagens”. Este é o tema da Assembleia Plenária que o Pontifício Conselho para a Cultura realizada nos dias 10 e 13 de novembro. O evento pretende contribuir para a definição do vocabulário mais indicado para a Igreja se comunicar com o mundo exterior.

Em entrevista à Rádio Vaticano, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, dom Gianfranco Ravasi, lamentou que, muitas vezes, a comunicação da Igreja seja feita “para dentro”, e deu como exemplo a “linguagem teológica tão sofisticada que não encontra referências na população católica, que tem no seu interior as linguagens da televisão, da internet ou do dia a dia”.

“Se não se encontrar o vocabulário, a gramática ou até mesmo o estilo com o qual nos relacionamos com o outro, então é impossível passar aos conteúdos”, sublinha dom Ravasi.

Segundo o presidente, o objetivo da assembléia é “estudar a comunicação a um nível superior, teórico, estrutural”, para depois se poder passar “aos conteúdos do próprio diálogo, uma vez encontrada a sintonia nas linguagens”.

O Pontifício Conselho vai fazer a inauguração da Assembleia Plenária, de forma inédita, a partir do Capitólio, na Câmara Municipal de Roma.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Audiência Geral: No Criador, podemos encontrar liberdade e paz


Bento XVI recebeu milhares de fiéis e peregrinos para a tradicional Audiência Geral das quartas-feiras.

Em sua catequese, neste Ano da Fé, o Papa continuou sua meditação sobre o Credo. A profissão de fé inicia qualificando Deus como “Todo-poderoso”, e a seguir afirma que Ele é o “criador do céu e da terra”, retomando a frase com a qual tem início a Bíblia.

Deus é Pai enquanto origem da vida, disse o Pontífice. Ao criar, mostra a sua onipotência. Deus põe ordem, harmonia e beleza em todas as coisas, e não abandona suas criaturas. Assim, o mundo criado mostra vestígios da ação divina, que permitem vislumbrar a profunda verdade da criação e o amor de que está impregnada, mais além de uma análise meramente fática. 

Por meio da revelação, o fiel pode ler no grande libro da natureza quem é Deus como Criador e Pai. O ápice da criação é o homem e a mulher, o ser humano: um ser pequeno em relação à imensidão do universo, porém o único que foi feito «à imagem de Deus», capaz de entender a sabedoria da sua obra, reconhecendo e louvando através dela o Criador. 

Por isso, o homem goza da proteção especial de Deus, que fundamenta a inviolabilidade da dignidade humana, frente à tentação de ver na pessoas simples objetos inanimados para a própria utilidade.

“Queridos irmãos e irmãs, concluiu o Papa, viver de fé significa reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a nossa pequenez, a nossa condição de criaturas deixando que o Senhor a preencha com o seu amor. O mal, com a sua carga de dor e de sofrimento, é um mistério que é iluminado pela luz da fé, que nos dá a certeza de nos livraremos dele.”

Após a catequese em italiano, Bento XVI fez um resumo da mesma em varias línguas, entre as quais o português:

Queridos irmãos e irmãs, no Credo, confessamos que Deus é o «criador do céu e da terra», como se lê no Génesis. Deus cria através da sua palavra: a vida surge, porque tudo obedece à Palavra divina. No vértice da criação, aparece o homem e a mulher: formados do pó da terra, possuem o sopro vital de Deus, e cada vida humana está sob a sua proteção. Esta é a razão mais profunda da inviolabilidade da dignidade humana. Viver na fé quer dizer reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a nossa condição de criaturas. Por vezes, somos tentados a ver esta dependência do amor criador de Deus como um peso do qual libertar-se. Mas, indo contra o seu Criador, o ser humano renega a sua origem e a sua verdade, e o mal entra no mundo com a sua penosa cadeia de sofrimentos e morte. E, sozinhos, não podemos sair dela… As justas relações só podem ser reatadas, se Aquele, de quem nos afastamos, vier até nós e nos estender a mão. É o que faz Cristo! Percorre o caminho do amor, humilhando-Se até à morte de Cruz, para repor em ordem as nossas relações com Deus e com os outros. A Cruz torna-se a nova árvore da vida. De coração, saúdo os peregrinos de Guaratinguetá e todos os presentes de língua portuguesa. Sede bem-vindos! Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade de Deus Pai criador, e testemunhar a todos a sua bondade e misericórdia! Desça a sua Bênção generosa sobre vós e vossas famílias.

Ao final da saudação, o grupo brasileiro cantou para Bento XVI um hino a Nossa Senhora Aparecida.

Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Bento XVI encontra novo Patriarca Caldeu


O Papa Bento XVI iniciou seus compromissos desta segunda-feira, 4, recebendo em audiência, no Vaticano, o novo Patriarca de Babilônia dos Caldeus, Sua Beatitude Louis Raphaël I Sako, acompanhado pelos membros do Sínodo dos Bispos da Igreja Caldeia que o elegeram sexta-feira passada em Roma.

Após o encontro, o patriarca presidiu na Basílica Vaticana a uma Divina liturgia durante a qual se realizou a celebração pública da Ecclesiastica Communio a ele concedida pelo Santo Padre.

Tratou-se de um encontro repleto de fraternidade e esperança. O Pontífice acolheu com grande afeto o novo patriarca caldeu acompanhado pelos membros do Sínodo. Depois, durante a Divina liturgia, o prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, citou as duas cartas que Bento XVI endereçou a ele e ao novo patriarca.

Em ambas, o Papa "menciona a graça do martírio não somente como dom precioso dos tempos passados, mas como dimensão permanente da autenticidade cristã".

A primeira visita ao Iraque, "que fiz recentemente, evocou justamente a cruz gloriosa de Jesus. E a escolha do novo Patriarca Caldeu, feita no Celio, a colina de Roma onde os Padres Passionistas ergueram o estandarte do Crucificado que Ressuscitou, simbolicamente a confirmou como fonte de vida e ressurreição", destacou o Cardeal Sandri.

Em seguida, o purpurado confiou o novo patriarca "ao amor sem limites d'Aquele que obedeceu até a morte, ao amor que abraça céu e terra e abate toda discórdia a fim de que a paz seja profunda".

Imploremos graças especiais e bênçãos sobre o novo patriarca "para que como o Bom Pastor possa enxugar as muitas lágrimas do povo iraquiano, e consolar, encorajar, sempre pacificar irmãos e filhos e acompanhá-los no testemunho", prosseguiu.

O Cardeal Sandri fez votos de que o novo patriarca possa "ser modelo de seguimento e sinal de esperança" para todos os batizados, os quais – como disse o Papa – possam tornar-se, graças à Eucaristia, semente de "reconciliação, acolhimento recíproco e paz". 

Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Explosão no México: Bento XVI compartilha dor das famílias


Em telegrama enviado ao Cardeal Primaz do México, Dom Norberto Rivera Carrera, Bento XVI manifestou na manhã deste sábado, 2, sua solidariedade e proximidade às famílias dos falecidos na explosão do Centro Administrativo da Companhia Petrolífera Estatal, ocorrido sexta-feira na Cidade do México. 

Até o momento não se sabe a causa da explosão, e autoridades mexicanas disseram que vão recorrer a peritos internacionais para investigá-la. O edifício atingido é parte de um complexo da Pemex - estatal e a maior empresa do país - e adjacente à torre principal.

O Papa “reza pelo eterno descanso dos mortos, transmite seu consolo aos familiares e deseja rápida recuperação dos feridos neste lamentável episódio” – cita o Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado, que assina o telegrama em nome do Pontífice. 

Até o momento foram confirmadas 33 pessoas mortas e 121 feridas. De acordo com um paramédico militar no local, o número de mortos pode subir.

“Nesta circunstância, o Papa invoca o doce nome de Nossa Senhora de Guadalupe e concede de coração a confortadora Bênção Apostólica, em sinal de esperança em Cristo ressuscitado” – prossegue a mensagem pontifícia.

A explosão foi a pior no país desde 19 de novembro de 1984, quando um acidente em um centro de armazenamento e distribuição também da Pemex nos arredores da Cidade do México deixou mais de 500 mortos e quase mil feridos.

A Conferência Episcopal Mexicana também expressou solidariedade com as vítimas da explosão:

“Elevamos súplicas ao criador para que os feridos se recuperem rapidamente; para que aos mortos seja concedida a vida eterna; e para que a as famílias afetadas obtenham a força necessária nestes momentos de dor”. 

A mensagem é assinada pelo Arcebispo de Guadalajara, Card. Jose Francisco Robles Ortega e pelo bispo auxiliar de Puebla, Dom Eugenio Lira Rugarcia, Presidente e Secretário-geral da CEM. 

Fonte: Rádio Vaticano

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Papa: "Verdadeiro profeta obedece a Deus e serve a verdade com a própria vida"


Bento XVI convidou este domingo os católicos a ‘investir’ na vida e na família como resposta eficaz à atual crise, e expressou o desejo de que a Europa seja sempre um lugar em que se defenda a dignidade de todo ser humano.

O Papa lançou esta mensagem ao encontrar cerca de 40 mil fiéis presentes na Praça São Pedro para o Angelus dominical. No breve discurso proferido da sacada de seu escritório, Bento XVI se uniu aos bispos italianos e saudou a celebração na Itália do “Dia pela Vida”, que recorre sempre no primeiro domingo de fevereiro e que este ano lançou a iniciativa “Um de nós”. Trata-se de um apelo que defende a dignidade de todo ser humano como “fundamento de justiça, liberdade, democracia e paz”. 

E ainda em referência à tutela da vida, dirigiu um pedido aos professores da Faculdade de Medicina, para que formem profissionais no respeito da cultura da vida. 

No início do encontro, o Pontífice recordou o episódio narrado no Evangelho de São Lucas, quando Jesus surpreende os cidadãos de Nazaré e os provoca, deixando a entender que é ele o Messias. As pessoas de sua cidade, que bem conheciam ele e sua família, o julgam presunçoso e o expulsam da sinagoga. No entanto, Jesus sabe que “nenhum profeta é bem-quisto em sua pátria” e assim, levanta-se e vai embora. 

Em meio ao povo, surge a dúvida: “Por que esta ruptura? Ele tinha o nosso consenso...”. O Papa esclareceu aos fiéis que Jesus não queria o consenso dos homens, mas “dar testemunho à verdade”. Sim, Jesus é o profeta do amor, mas o amor também tem a sua verdade!”. 

Como escrevia São Paulo, “o amor não se vangloria, não se orgulha, não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor; o amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”.

Falando em espanhol, o Papa prosseguiu dizendo que o Apóstolo garante que “o caminho da perfeição não consiste em ter qualidades particulares, mas em viver o amor autêntico, que Deus nos revelou em Jesus Cristo”. 

Bento XVI concluiu que o verdadeiro profeta católico “não obedece ninguém além de Deus; está a serviço da verdade e sempre pronto a pagar com a própria vida: crer em Deus significa renunciar aos próprios preconceitos”. 

Fonte: Rádio Vaticano 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Meditações da Via Sacra serão propostas este ano pelo Patriarca Maronita Cardeal Bechara Boutros Rai

O Papa, para impulsionar toda a Igreja a rezar pelo Oriente Médio, pelos problemas e pelas comunidades cristãs naquelas terras, convidou, mediante o Cardeal Secretário de Estado Tarcisio Bertone, o Patriarca maronita Bechara Boutros Raí, a prover os textos para a Via-Sacra da Sexta-feira Santa deste ano, a ser celebrada no Coliseu de Roma. Os textos serão preparados, sob a condução do Patriarca, por dois jovens libaneses, e seguirão o esquema tradicional das 14 Estações.

Fonte: Rádio Vaticano