Diocese de Afogados da Ingazeira debate desmatamento e exploração de recursos naturais no Pajeú

Seminário, com o título "A Caatinga, Guardiã da Água", ocorreu dentro da 13ª Semeia (Semana do Meio Ambiente).

Diocese de Salgueiro inicia preparativos para Assembleia Diocesana de Pastoral

Preparativos têm início com Assembleia na Área Pastoral São Marcos.

Na solenidade de Corpus Christi, dom Fernando Saburido convida fiéis a serem “Eucaristia” para o próximo

Celebração foi realizada na quinta-feira, 04, na Igreja do Santíssimo Salvador do Mundo – Sé de Olinda/PE.

Dom Antônio Muniz, arcebispo de Maceió, recebe alta médica

Dom Antônio foi internado para cirurgia cardíaca realizada dia 20 de maio.

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terça-feira, 21 de abril de 2015

Dom Jaime Spengler é eleito para Comissão dos Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispo do Brasil (CNBB) foi eleito na manhã desta terça-feira, 21, no segundo escrutínio. O escolhido é dom Jaime Spengler, arcebispo metropolitano de Porto Alegre (RS).
Dom Jaime recebeu 205 votos de um total de 283 votantes, superando a maioria absoluta requerida no segundo escrutínio, que era de 143 votos. A comissão foi presidida pelo arcebispo de Palmas (TO), dom Pedro Brito Guimarães, no quadriênio 2011-2015.
Currículo
Dom Jaime é natural de Gaspar, em Santa Catarina, nascido em 1960. Ele estudou Filosofia no Instituto Filosófico São Boaventura, em Campo Largo (PR) e Teologia no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis (RJ). O bispo é também doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Antonianum de Roma.
Foi nomeado em novembro de 2010 pelo papa Bento VXI para bispo titular de Patara e auxiliar de Porto Alegre (RS), sendo ordenado em fevereiro do ano seguinte na paróquia São Pedro Apóstolo, na sua cidade natal, Gaspar, pelo núncio apostólico na ocasião, dom Lorenzo Baldisseri. Em 8 de setembro de 2013, o papa Francisco nomeou dom Jaime Spengler como novo arcebispo de Porto Alegre. 
Seu lema episcopal é “in cruce gloriari” – Gloriar-se na cruz.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Arcebispo de Brasília é o novo presidente da CNBB

O arcebispo de Brasília (DF), dom Sérgio da Rocha, foi eleito na manhã desta segunda-feira, 20, como presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O novo presidente foi escolhido ainda no primeiro escrutínio, após receber 215 votos, superando assim os 196 que corresponderam aos dois terços necessários para a eleição.
Currículo de dom Sérgio
O arcebispo de Brasília e novo presidente da CNBB nasceu em Dobrada, no estado de São Paulo, em 1959 e foi ordenado presbítero na Matriz do Senhor Bom Jesus de Matão (SP) em 1984.
Foi nomeado bispo pelo papa João Paulo II em 2001, como auxiliar de Fortaleza (CE) e sua ordenação episcopal foi realizada em agosto do mesmo ano, na Catedral de São Carlos (SP), pelos bispos ordenantes dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, dom Joviano de Lima Júnior e dom Bruno Gamberini.
Em janeiro de 2007 o papa Bento XVI o nomeou como arcebispo coadjutor da arquidiocese de Teresina (PI). Também pelo papa Bento XVI, em 2011, foi nomeado para arcebispo metropolitano de Brasília.
Dom Sérgio estudou Filosofia no Seminário de São Carlos (SP) e Teologia na Pontifícia Universidade de Campinas (SP). O arcebispo é mestre em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP) e doutor pela Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.
Dom Sérgio tem como lema episcopal “Omnia in Caritate” – “Tudo na caridade”

domingo, 19 de abril de 2015

“Aquele que é maior se deve fazer como o menor”, disse dom Geraldo Lyrio no retiro dos bispos

A missão de governar e a vocação à santidade foram os dois focos das pregações, na manhã deste domingo, 19, durante o retiro dos bispos, que teve como tema “O múnus episcopal à luz do Vaticano II”. O evento é parte da programação da 53ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida, de 15 a 24 de abril.  O retiro foi conduzido pelo arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha. Na reflexão, dom Geraldo afirmou que “os bispos governam as igrejas particulares que lhes foram confiadas como vigários e legados de Cristo, por meio de conselhos, persuasões, exemplos, mas também com autoridade e poder sagrado, que exercem unicamente para edificar o próprio rebanho na verdade e na santidade, lembrados de que aquele que é maior se deve fazer como o menor, e o que preside como aquele que serve”.
Dom Geraldo também falou aos bispos sobre a simplicidade. Disse que é outra lição que a Igreja deve lembrar e que não pode afastar-se.  "Às vezes, perdemos aqueles que não nos entendem, porque desaprendemos a simplicidade, inclusive importando de fora uma racionalidade alheia ao nosso povo. Sem a gramática da simplicidade, a Igreja se priva das condições que tornam possível ‘pescar’ Deus nas águas profundas do seu Mistério”, disse.
Ao recordar o episódio de Emaús, o arcebispo de Mariana ressaltou que hoje há muitos que são como os dois discípulos. “E não apenas aqueles que buscam respostas nos novos e difusos grupos religiosos, mas também aqueles que parecem já viver sem Deus tanto em teoria como na prática”, acrescentou.  Segundo dom Geraldo, “faz falta uma Igreja que não tenha medo de entrar na noite deles (...) capaz de encontrá-los no seu caminho”. Para o arcebispo, a Igreja precisa dialogar “com aqueles discípulos, que, fugindo de Jerusalém, vagam sem meta, sozinhos, com o seu próprio desencanto, com a desilusão de um cristianismo considerado hoje um terreno estéril, infecundo, incapaz de gerar sentido”.
Vocação à Santidade
O orientador do retiro falou, ainda, sobre a vocação à santidade. “A santidade do bispo terá de ser sempre vivida com o povo e para o povo, numa comunhão que se torne estímulo e mútua edificação na caridade”, disse. Conforme o arcebispo, no tempo atual marcado pelo “fazer por fazer”, o bispo deve ser o primeiro a mostrar, com o exemplo da sua via, que é preciso restabelecer o primado do ‘ser’ sobre o ‘fazer’”.
 Ao final, exortou aos bispos para que “desempenhem o próprio ministério santamente e com alegria, com humildade e fortaleza” e para que, ao realizarem a tarefa da caridade pastoral, “suscitem na Igreja, também com o seu exemplo, uma santidade cada vez maior”. 

Dia do Índio e envio da juventude marcam missa deste domingo

O encerramento do retiro dos bispos culminou com a missa de envio da juventude, que esteve em vigília durante toda a noite de sábado para domingo, para celebrar os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, iniciando, assim, a realização do Projeto Rota 300: Com a Mãe Aparecida, Juventude em Missão.  Ao final do momento espiritual, os bispos e os jovens seguiram em procissão que saiu do Centro de Eventos Padre Vitor Coelho rumo à Basílica de Nossa Senhora Aparecida.
A missa foi presidida pelo arcebispo de Mariana (MG) e pregador do retiro espiritual dos bispos, dom Geraldo Lyrio Rocha, e concelebrada pelo arcebispo de Aparecida, cardeal Raymundo Damasceno Assis, e pelos bispos referenciais da Comissão para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro e dom Vilsom Basso.
Ao falar sobre o Evangelho do dia, dom Geraldo lembrou que os apóstolos, ao afirmarem ter visto Jesus ressuscitado, tiveram como reação a dúvida e a incredulidade. “Quando o senhor apareceu no meio deles, ficaram muito assustados, achando que estavam vendo um fantasma. O susto e o medo dos apóstolos nos mostram que a aceitação do fato da ressurreição de Jesus se apoia unicamente na fé, e não é o resultado de nenhuma prova humana”, disse.
Dia do Índio
Dom Geraldo recordou, ainda, que neste domingo, 19 de abril, celebra-se o Dia do Índio, e falou sobre as ameaças física, cultural e espiritual sofrida pelos indígenas, em seus modos de vida, identidades, diversidade, territórios, projetos. “Algumas comunidades indígenas se encontram fora de suas terras porque estas foram invadidas e degradadas, ou não têm terras suficientes para desenvolver suas culturas. Sofrem graves ataques à sua identidade e sobrevivência, pois a globalização econômica e cultural coloca em perigo sua própria existência como povos diferentes. Sua progressiva transformação cultural provoca o rápido desaparecimento de algumas línguas e culturas. A migração, forçada pela pobreza, está influindo profundamente na mudança de costumes, de relacionamentos e inclusive de religião”, pontuou.
Ao citar o Documento de Aparecida, pediu para que os bispos e todos os cristãos e cristãs denunciem as situações de pecado, as estruturas de morte, a violência e as injustiças internas e externas” e fomentem o diálogo intercultural, inter-religioso e ecumênico.
Envio da Juventude
O arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, entregou uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida aos bispos de Rio Grande, Passo Fundo, Santo Ângelo, Presidente Prudente, Cachoeira do Itapemirim e aos jovens que participaram da vigília. “Que Nossa Senhora Aparecida os acompanhe nesse processo de evangelização. Que seja, de fato, um caminho de evangelização dos jovens e com os jovens. Que este projeto produza muitos frutos para nossa juventude”, desejou dom Damasceno.
O Projeto “300 anos de bênçãos: com a Mãe Aparecida, Juventude e Missão”, conhecido como Rota 300, desenvolve-se a partir da peregrinação  da imagem de Nossa Senhora Aprecida nas dioceses brasileiras, no período de 2015 a 2017. Iniciou neste final de semana com a vigília da juventude e se encerrará com o II Encontro Nacional de Revitalização da Pastoral Juvenil, a ser realizado em agosto de 2017, em Aparecida. 

sábado, 18 de abril de 2015

Bispos enviam carta ao papa Francisco

O episcopado brasileiro reunido em Aparecida (SP), de 15 a 24 de abril, por ocasião da 53ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), enviou carta ao papa Francisco. No texto, os bispos recordam a iniciativa do pontífice em propor a celebração do Ano da Misericórdia, reafirmando o compromisso das dioceses do Brasil, em viver renovada experiência da misericórdia de Deus. "Queremos manifestar-lhe nossa alegria com a proclamação desse Jubileu. Assumiremos este Ano Santo Extraordinário em nossas Dioceses e antevemos o júbilo com que nosso povo viverá a renovada experiência da misericórdia de Deus", expressam. Confira a íntegra do texto: 

A Sua Santidade
Papa Francisco
Santo Padre,
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB está reunida em sua 53ª assembleia geral anual, em Aparecida, sob as bênçãos e a proteção da Rainha e Padroeira do Brasil, de 15 a 24 de abril. Nesta ocasião, temos a alegria de manifestar nossa comunhão com o sucessor de Pedro.
Como Vossa Santidade pode imaginar, pois muitas vezes também  participou de assembleias semelhantes,  a pauta de nossos trabalhos é extensa e desafiadora. Merecerão uma atenção especial tanto as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que orientarão nossa ação pastoral nos próximos quatro anos, quanto as eleições para os quadros dirigentes da CNBB. Nesta ocasião elegeremos, também, nossos representantes na próxima Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, para a qual estamos nos preparando em nossas Dioceses.
Iniciamos esta nossa Assembleia anual tendo diante de nós a Bula Misericordiae Vultus, com a qual Vossa Santidade proclamou o Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Queremos manifestar-lhe nossa alegria com a proclamação desse Jubileu. Assumiremos este Ano Santo Extraordinário em nossas Dioceses e antevemos o júbilo com que nosso povo viverá a renovada experiência da misericórdia de Deus. Tanto a Bula como a Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual -Evangelii gaudium - iluminarão nossas Diretrizes. Nosso agradecimento, Santo Padre, por esses dois presentes especiais.
Para nós, suas palavras são  um grande incentivo para nos aproximarmos mais de nosso povo, prioritariamente daquelas pessoas que se encontram nas periferias geográficas e existenciais. Para nossos fieis e as pessoas de boa vontade, suas palavras são a expressão de uma certeza: Deus ama cada pessoa; Ele não se cansa de nos amar, de nos acolher e de nos perdoar.  Santo Padre, saiba que são também nossas suas preocupações em relação à evangelização e preservação da Amazônia.
Tendo diante de nós o imenso Brasil, que nasceu sob o sinal da Santa Cruz, pedimos sua bênção para o nosso bom povo e, particularmente, para nossas crianças, jovens, idosos e doentes. De nossa parte, queremos assegurar-lhe nossa oração pelo seu árduo e importante ministério petrino - oração que se torna mais intensa nestes dias nos quais, em nome do Senhor Jesus Cristo, nos reunimos no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Deus o ilumine, conforte e guarde!
  
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Vice Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

"A Igreja tem o dever de lutar pela superação da fome", diz dom Genival durante missa

O bispo emérito de Palmares (PE), dom Genival Saraiva de França, presidiu a missa deste terceiro dia da 53ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A missa, dedicada aos bispos eméritos, foi concelebrada pelos eméritos de Osasco (SP) e de Lages (SC), respectivamente, dom Ercílio Turco e dom Oneres Marchiori.
Em sua homilia, dom Genival recordou as perseguições sofridas por Jesus Cristo e seus discípulos. “As resistências a Jesus se revelaram de muitas formas na Palestina, notadamente por parte de homens que, embora fossem doutores do conhecimento, não tinham a mente aberta à Boa Nova”, disse. De acordo com dom Genival, a Igreja comprovadamente vem de Deus e continua sendo assistida por Ele. “Basta considerarmos em sua história o registro das constantes perseguições externas que sofrem, inclusive em nossos dias”, acrescentou.
Para dom Genival, a Igreja deve ter sempre atitudes de compaixão e gestos de misericórdia como Jesus que, diante de uma grande multidão que o seguia, alimentou aproximadamente cinco mil homens. “A partir dos fenômenos da fome do mundo e de outros dramas, da globalização da indiferença, da evidência do comportamento insensível da sociedade, a Igreja tem o dever de lutar pela superação do problema da fome, que afeta milhões de pessoas, com ações que estão ao seu alcance”, ressaltou. O bispo também lembrou das comunidades que têm multiplicado seus serviços solidários “a irmãos e irmãs que têm a mente sedenta de luz e verdade o corpo faminto de pão e justiça”.
Bispos eméritos
Na homilia, dom Genival recordou que existem hoje na Igreja 147 bispos eméritos. “Somos eméritos apenas em relação ao ofício de bispo diocesano. Daí o fato de continuarmos servindo o povo de Deus de muitas maneiras”, explicou. Disse que os eméritos podem, “como Jesus o fez, alimentar os fiéis com o pão de que necessitam, de esperança em sua caminhada, de escuta em sua solidão, de justiça em sua exploração, de alegria em seu êxito, de formação em sua carência, de graça sacramental em sua espiritualidade”.
Afirmou que cada bispo sabe que será emérito um dia. Porém, ressaltou que em qualquer situação e contexto, o importante é “sentir-se sempre acolhido no episcopado”.
Lembrou dos bispos eméritos que por diferentes razões não puderam estar nesta Assembleia da CNBB. “Nos sentimos muito próximos afetiva e espiritualmente”, destacou. O carinho dos fiéis para com os bispos eméritos também foi citado por dom Genival.  “Tratam-nos com afeto e zelo”, disse. 
Confira as transmissões das missas da Assembleia Geral, ao vivo, a partir das 7h30, pelo site: www.a12.com

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Bispos vão utilizar 15 urnas eletrônicas durante votação

Neste ano de 2015, a 53º Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) será eletiva, portanto, será escolhida  a nova presidência para o quadriênio de 2015 a 2019 e os presidentes das Comissões Episcopais e Pastorais.
O atual presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP), confirmou que, durante a Assembleia Geral, haverá a eleição dos quatro representantes da CNBB para o próximo Sínodo das Famílias, além da delegação dos dois suplentes para o Sínodo e um para o Conferência Episcopal Latino-americana (CELAM).
15 urnas eletronicas auxiliaram bispos em votacao
Votação eletiva da CNBB conta com o apoio de sistema eletrônico. As urnas estão dispostas ao fundo da plenária. Foto: Wesley Almeida.
As eleições serão realizadas com 15 urnas eletrônicas dispostas ao fundo da plenária, mas a novidade é que, neste ano, a votação vai acontecer por meio de autenticação eletrônica. Cada bispo terá uma carteira com chip de radiofrequência para validar sua votação.
“Esse sistema eletrônico, que será usado, vai agilizar muito as nossas eleições para que possamos dedicar mais tempo aos outros temas previstos na nossa pauta”, disse Dom Damasceno.
Os bispos eleitos para a nova presidência e Conselho Episcopal Pastoral tomarão posse no dia 24 de abril, às 10h30, na Missa de encerramento da 53º Assembleia da CNBB.
Fonte: Canção Nova

53ª Assembleia Geral: missa é dedicada aos novos bispos

O núncio apostólico no Brasil, dom Giovanni D'Aniello, presidiu a missa do segundo dia da 53ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Concelebraram os bispos de Tefé (AM), dom Fernando Barbosa dos Santos, e de Zé Doca (MA), dom João Kot, representando os novos bispos nomeados desde a última AG.
Em sua saudação aos membros do episcopado, padres, religiosos e fiéis, o núncio apostólico apresentou novamente aos novos bispos suas “felicitações e os votos de um frutuoso ministério episcopal”.
Dom Giovanni explicou em sua homilia a proposta da liturgia da 2ª Semana do Tempo Pascal de seguir o “denso e ao mesmo tempo belíssimo” discurso de Jesus a Nicodemos. “O Senhor está transmitindo o ensinamento a este mestre da religião judaica referente às realidades celestiais, ou seja, relacionadas à vida divina, portanto à Sua própria vida”, disse.
A Nicodemos, segundo dom Giovanni D’Aniello, foi possível “ascender por este discurso ao conhecimento das realidades do alto reveladas pelo Salvador”.
 “Aquele que vem do alto está acima de todos. Quem é da terra, pertence à terra e fala coisas da terra”, leu-se no Evangelho. Dom Giovanni fez uma reflexão sobre a natureza divina encontrada no Cristo e a terrena, que impõe no ser humano um limite “marcado por uma natureza carnal corrompida pelo pecado e uma espiritualidade embaçada”. De Cristo vem a proposta de um “renascimento e uma renovação total, tendo como paradigma a sua própria imagem de Filho de Deus”.
“E é justamente a síntese entre o homem e o divino, presente em Cristo, a que somos chamados a restaurar em nossa humanidade por meio desse renascimento do alto. A identidade de Cristo é essencialmente ligada com o Pai e sua natureza divina com a terra. Sua natureza divina e humana resplende a mesma perfeição que vem de Deus”, explicou.
“A nossa natureza, moldada com a terra, pela nossa desobediência foi manchada com a lama dos interesses mundanos”, afirmou D’Aniello. Segundo o núncio, a consequência do pecado é a mácula da “primitiva semelhança divina com a qual Deus nos havia adornado na criação”.
Conforme dom Giovanni  Cristo “é o critério decisivo para se participar da vida divina”. O núncio apostólico disse ser necessário da parte dos bispos e dos fiéis reafirmar a fé em Cristo Filho de Deus. “Aquele que tem todo o poder sobre a vida e a morte e por conseguinte torna mais crível a fé, a fim de que outros se sintam atraídos e tenham acesso à vida divina dom de Deus por meio de Cristo”, acrescentou.
Ao final, orientou que “diante do desígnio de salvação estabelecido por Deus e oferecido aos seres humanos, seus filhos não podem ficar indiferentes” e que Cristo se coloca diante do homem com um imperativo que “não admite meios termos ou posições dúbias”. Disse ainda que o convite pascal do ressuscitado é de "levar mais a sério seu discurso sobre as coisas do alto". 
“Para que isso se realize é necessário aceitar o testemunho que Cristo nos dá, o que significa reconhecer as palavras e as verdades anunciadas por ele e que nos colocam em relação direta com seu pai”, disse.
Novos bispos
Veja quais foram os novos bispos nomeados pelo papa Francisco desde a 52ª AG da CNBB, ocorrida entre 30 de abril e 9 de maio de 2014:
Novos Bispos
Dom Fernando Barbosa dos Santos
Bispo de Tefé - AM
Dom Jan (João) Kot, OMI
Bispo de Ze Doca – MA               
Dom Adolfo Zon Pereira, S.X
Bispo Coadjutor - de Alto Solimões – AM
Dom Levi Bonatto
Bispo Auxiliar de Goiânia – GO
Dom Antônio Tourinho Neto
Bispo Auxiliar de Olinda/Recife – PE
Dom Devair Araújo da Fonseca
Bispo Auxiliar de São Paulo - SP
Dom Eduardo Vieira dos Santos
Bispo Auxiliar em São Paulo - SP
Dom Onécimo Alberton
Bispo da Diocese de Rio do Sul - SC
Dom Adelar Baruffi
Bispo da Diocese de Cruz Alta - RS
Pe. Leomar Antônio Brustolin
Bispo Auxiliar em Porto Alegre/RS
Pe. Janusz Marian Danecki
Bispo Auxiliar de Campo Grande - MS
Pe. José Aristeu Vieira
Bispo da Diocese de Luz - MG
Pe. Luiz Gonçalves Knupp
Bispo da Diocese de Três Lagoas - MS
Pe. Edson José Oriolo dos Santos
Bispo da Auxiliar de Belo Horizonte

53ª Assembleia dos Bispos do Brasil

Confira as fotos do primeiro dia da 53 Assembleia Geral da CNBB

CNBB aguarda envio do questionário sobre as famílias

As 46 perguntas do questionário serão enviadas à secretaria-geral do Sínodo da Família em Roma
Alessandra Borges
Enviada especial à Aparecida
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP), recordou aos bispos, nesta quarta-feira, 15, que eles podem enviar a colaboração de suas dioceses para o Sínodo das Famílias, que acontecerá em outubro, no Vaticano, durante estes dias. O lembrete foi dado em seu pronunciamento na abertura da 53ª Assembleia Geral da CNBB
“Recordo aos senhores bispos, que não enviaram ainda a síntese das respostas das 46 perguntas propostas pelo alinhamento do Sínodo, que o questionário pode ser entregue, durante a assembleia, na secretaria-geral, a fim de que uma comissão nomeada possa fazer uma síntese de todas as dioceses e encaminhá-la à secretaria-geral do Sínodo”, disse o cardeal.
DomAugusto
Dom Antônio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar da Arquidioecese do Rio de Janeiro (RJ). Foto: Wesley Almeida.
O questionário com 46 perguntas proporcionou às dioceses do Brasil uma reflexão sobre as seguintes temáticas: “O contexto sociocultural”, “A relevância da vida afetiva”, “A família no desígnio salvífico de Deus”, “A indissolubilidade do matrimônio e a alegria de viver juntos”, “Cura pastoral de quantos vivem no matrimônio civil ou convivem”, “A atenção pastoral às pessoas com tendência homossexual” e “O desafio da educação e o papel da família na evangelização”.
Para o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ), Dom Antônio Augusto Dias Duarte, é muito importante o envio dos questionários, pois essas reflexões servirão como instrumento de trabalho dos bispos em Roma. As dioceses foram apoiadas pela Pastoral Familiar e outras pastorais como juventude, catequese e batismo para responder às questões.
“Creio que a maioria das dioceses consigam cumprir esse prazo. Nós já tivemos uma experiência, em 2013, de responder um questionário em preparação à Assembleia Extraordinária de outubro de 2014. Posso dizer, pela diocese do Rio de Janeiro, que essa experiência foi mais rica agora, porque veio com um texto não conclusivo, apenas orientativo, para que pudéssemos trabalhar. Lógico que havia questões difíceis para serem respondidas, mas o Papa quer justamente ouvir todas as vozes da Igreja para poder servir-se, assim, de um exame de reflexão por parte dos bispos e cardeais que estarão ali reunidos em outubro”, comentou o Dom Antônio.
O bispo auxiliar do Rio de Janeiro afirmou ainda que eles (os bispos) “têm o dever de dar resposta às pastorais e a tantas pessoas que estão em situações familiares das mais diversas e esperam da Igreja uma orientação”.
Estas respostas serão analisadas pelos bispos durante a 14º Assembleia Geral Ordinária, que ocorrerá de 4 a 25 de outubro próximo, no Vaticano. O tema proposto será “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”.